{"id":9380,"date":"2022-02-25T13:45:40","date_gmt":"2022-02-25T16:45:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=9380"},"modified":"2022-02-25T13:45:40","modified_gmt":"2022-02-25T16:45:40","slug":"milhares-fogem-por-fronteiras-da-ucrania-homens-sao-instruidos-a-ficar-e-lutar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/milhares-fogem-por-fronteiras-da-ucrania-homens-sao-instruidos-a-ficar-e-lutar\/","title":{"rendered":"Milhares fogem por fronteiras da Ucr\u00e2nia, homens s\u00e3o instru\u00eddos a ficar e lutar"},"content":{"rendered":"<p>Por Jiri Skacel e Alan Charlish<\/p>\n<p>SNINA, Eslov\u00e1quia\/MEDYKA, Pol\u00f4nia (Reuters) \u2013 Dezenas de milhares de ucranianos, a maioria mulheres e crian\u00e7as, cruzaram a fronteira para Pol\u00f4nia, Rom\u00eania, Hungria e Eslov\u00e1quia nesta sexta-feira, quando m\u00edsseis russos atingiram a capital Kiev e homens em idade de combate foram orientados a permanecer e lutar.<\/p>\n<p>Muitos esperaram horas em condi\u00e7\u00f5es congelantes para deixar a Ucr\u00e2nia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, lan\u00e7ou uma invas\u00e3o.<\/p>\n<p>Iryna, de 36 anos, partiu de Kiev na quinta-feira com a m\u00e3e e as duas filhas, de 2 e 4 anos, antes de cruzarem para Ubla, na Eslov\u00e1quia.<\/p>\n<p>\u201cDeixamos meu marido l\u00e1, ent\u00e3o ele ainda est\u00e1 l\u00e1 apoiando nosso governo\u201d, disse ela nesta sexta-feira em um hotel na cidade fronteiri\u00e7a de Snina. \u201cOramos pela Ucr\u00e2nia e espero que tudo fique bem.\u201d<\/p>\n<p>Na Pol\u00f4nia, que tem a maior comunidade ucraniana da regi\u00e3o, com cerca de 1 milh\u00e3o de pessoas, as autoridades disseram que o tempo de espera para cruzar a fronteira variava de 6 a 12 horas em alguns lugares.<\/p>\n<p>Em Medyka, no sul da Pol\u00f4nia, a cerca de 85 km de Lviv, no oeste da Ucr\u00e2nia, as estradas estavam cheias de carros, policiais orientando o tr\u00e2nsito e pessoas abra\u00e7ando entes queridos depois que chegaram ao lado polon\u00eas. Um site de mapas na internet mostrou um ter\u00e7o do caminho congestionado com tr\u00e1fego intenso.<\/p>\n<p>As regras ucranianas restringem a travessia de homens de 18 a 60 anos, que podem ser recrutados.<\/p>\n<p>Marta Buach, 30, de Lviv, disse que seu marido n\u00e3o teve permiss\u00e3o para cruzar a fronteira com ela. \u201cEm Lviv est\u00e1 tudo bem, mas em outras cidades \u00e9 realmente uma cat\u00e1strofe. Kiev foi bombardeada, outras pequenas cidades foram bombardeadas, ouv\u00edamos bombardeios em todos os lugares.\u201d<\/p>\n<p>As ag\u00eancias de ajuda das Na\u00e7\u00f5es Unidas dizem que a guerra pode levar at\u00e9 cinco milh\u00f5es de pessoas a fugirem para o exterior. Segundo elas, combust\u00edvel, dinheiro e suprimentos m\u00e9dicos est\u00e3o acabando em partes da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Autoridades de fronteira disseram que 29.000 pessoas entraram na Pol\u00f4nia vindas da Ucr\u00e2nia na quinta-feira, e cerca de metade indicou que estava fugindo da guerra. Na Rom\u00eania, mais de 10.000 ucranianos chegaram na quinta-feira e quase 3.000 na Eslov\u00e1quia.<\/p>\n<p>O vice-ministro do Interior da Pol\u00f4nia, Pawe\u0142 Szefernaker, afirmou que os motoristas de \u00f4nibus ucranianos n\u00e3o podem atravessar a fronteira porque os homens em idade de alistamento est\u00e3o sendo retidos na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Micha\u0142 Mielniczuk, porta-voz da regi\u00e3o de Podkarpackie, no sul da Pol\u00f4nia, disse que acomoda\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias est\u00e3o sendo oferecidas \u00e0s pessoas que chegam.<\/p>\n<p>\u201cA grande maioria continua para outros lugares da Pol\u00f4nia depois de receber uma refei\u00e7\u00e3o quente\u201d, disse ele \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias PAP.<\/p>\n<p>Na fronteira com a Rom\u00eania, mulheres choravam ao se despedir de entes queridos do sexo masculino, partindo para Sighetu Marmatiei, uma cidade remota \u00e0s margens do rio Tisa, disse uma testemunha da Reuters.<\/p>\n<p>Longas filas se formaram enquanto os carros esperavam para embarcar em uma balsa sobre o rio Dan\u00fabio para Isaccea, uma cidade entre a Mold\u00e1via e o Mar Negro, mostrou a m\u00eddia local na Rom\u00eania.<\/p>\n<p>Em toda a Europa central, no flanco leste da alian\u00e7a militar ocidental Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan), volunt\u00e1rios estavam colocando mensagens nas m\u00eddias sociais para organizar alojamento e transporte para pessoas que chegam das fronteiras.<\/p>\n<p>Ativistas estavam montando pontos de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos e bebidas quentes e veterin\u00e1rios se ofereciam para cuidar de animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jiri Skacel e Alan Charlish SNINA, Eslov\u00e1quia\/MEDYKA, Pol\u00f4nia (Reuters) \u2013 Dezenas de milhares de ucranianos, a maioria mulheres e crian\u00e7as, cruzaram a fronteira para Pol\u00f4nia, Rom\u00eania, Hungria e Eslov\u00e1quia nesta sexta-feira, quando m\u00edsseis russos atingiram a capital Kiev e homens em idade de combate foram orientados a permanecer e lutar. 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