{"id":9277,"date":"2022-02-03T17:02:52","date_gmt":"2022-02-03T20:02:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=9277"},"modified":"2022-02-03T17:02:52","modified_gmt":"2022-02-03T20:02:52","slug":"revisar-a-reforma-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/revisar-a-reforma-trabalhista\/","title":{"rendered":"Revisar a reforma trabalhista"},"content":{"rendered":"<p>Depois de Michel Temer, foi a vez de Jair Bolsonaro insistir que a reforma trabalhista de 2017 no Brasil n\u00e3o retirou direitos.<\/p>\n<p>Parabenizo a Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, pela nota divulgada no dia 17, esclarecendo novamente para a opini\u00e3o p\u00fablica os pontos nefastos da reforma para a classe trabalhadora, o movimento sindical, as rela\u00e7\u00f5es de trabalho e a economia.<\/p>\n<p>A nota, ali\u00e1s, refor\u00e7a os itens apontados por n\u00f3s, das centrais sindicais, no recente artigo &#8220;Reforma trabalhista retirou direitos e gerou desemprego&#8221;.<\/p>\n<p>Entre outras medidas nefastas, vale lembrar, a reforma trabalhista no Brasil:<\/p>\n<p>1 \u2013 autorizou estender as jornadas e criou at\u00e9 contrato com jornada de 0 hora sem sal\u00e1rio (o intermitente).<br \/>\n2 \u2013 facilitou e incentivou a contrata\u00e7\u00e3o com menos direitos.<br \/>\n3 \u2013 liberou o trabalho de mulheres gr\u00e1vidas em ambientes considerados insalubres.<br \/>\n4 \u2013 desobrigou o pagamento do piso ou sal\u00e1rio m\u00ednimo na remunera\u00e7\u00e3o por produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\n5 \u2013 autorizou a homologa\u00e7\u00e3o sem a assist\u00eancia sindical, sendo que a maior parte das a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a s\u00e3o justamente questionando as verbas trabalhistas.<br \/>\n6 \u2013 eliminou a gratuidade da Justi\u00e7a do Trabalho e obrigou o trabalhador, no caso de perda da a\u00e7\u00e3o, arcar com as custas do processo.<br \/>\n7 \u2013 determinou que acordos coletivos podem prevalecer sobre a legisla\u00e7\u00e3o.<br \/>\n8 \u2013 determinou o fim da ultratividade das cl\u00e1usulas de negocia\u00e7\u00f5es coletivas.<br \/>\n9 \u2013 alijou os Sindicatos da prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Importante, ent\u00e3o, ser\u00e1 o Semin\u00e1rio a ser realizado com integrantes do governo espanhol, entre eles a ministra do Trabalho Yolanda D\u00edaz P\u00e9rez, aberto para os sindicalistas e a imprensa, com participa\u00e7\u00e3o do ex-presidente Lula, para aprofundarmos nossos conhecimentos sobre os pontos da reforma trabalhista de 2012 revistos recentemente pela Espanha.<\/p>\n<p>Em suma, queremos aqui no Brasil, atrav\u00e9s do di\u00e1logo social, tripartite (governo, empres\u00e1rios e trabalhadores), tamb\u00e9m rever os pontos nefastos da reforma trabalhista de 2017 e retomar o desenvolvimento econ\u00f4mico do Pa\u00eds com gera\u00e7\u00e3o de emprego de qualidade e renda para todos com direitos.<\/p>\n<p>A luta faz a Lei!<br \/>\n<b><br \/>\nMiguel Torres<br \/>\nPresidente da For\u00e7a Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Paulo e Mogi das Cruzes<br clear=\"all\" \/><\/b><\/p>\n<div><\/div>\n<p>&#8211;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de Michel Temer, foi a vez de Jair Bolsonaro insistir que a reforma trabalhista de 2017 no Brasil n\u00e3o retirou direitos. 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