{"id":9268,"date":"2022-02-02T09:59:43","date_gmt":"2022-02-02T12:59:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=9268"},"modified":"2022-02-02T09:59:43","modified_gmt":"2022-02-02T12:59:43","slug":"maioria-das-negociacoes-perderam-pra-inflacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/maioria-das-negociacoes-perderam-pra-inflacao\/","title":{"rendered":"Maioria das negocia\u00e7\u00f5es perderam pra infla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-post-content tagdiv-type\">\n<p>Ap\u00f3s a reforma trabalhista de Michel Temer, que passou a vigorar em novembro de 2017, a classe trabalhadora s\u00f3 perdeu. Os n\u00fameros mostrados pelo Boletim do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agenciasindical.com.br\/minimo-deveria-ser-r-58-mil-indica-dieese\/\">Dieese<\/a>\u00a0\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agenciasindical.com.br\/dieese-mostra-arrocho-salarial\/\">De Olho nas Negocia\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0\u2013 de janeiro s\u00e3o impressionantes. No ano passado, 47,7% das negocia\u00e7\u00f5es coletivas ficaram abaixo da infla\u00e7\u00e3o pelo INPC. S\u00f3 15,8% dos reajustes negociados tiveram ganhos reais. O Dieese informa que 36,6% dos acordos repuseram o \u00edndice inflacion\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Saldo \u2013<\/strong>\u00a0Em 2018, primeiro ano de aplica\u00e7\u00e3o da reforma neoliberal de Temer, as perdas ante a infla\u00e7\u00e3o ficaram em 9,3%. No ano seguinte, as negocia\u00e7\u00f5es coletivas acumularam perdas de 23,7%. Em 2020, chegou a 27,9% o \u00edndice de acordos coletivos abaixo da infla\u00e7\u00e3o. No ano passado, 47,7% dos acordos n\u00e3o conseguiram repor a infla\u00e7\u00e3o acumulada.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o pode sofrer ligeiras altera\u00e7\u00f5es se mais resultados de negocia\u00e7\u00f5es forem inseridos na base de dados do Sistema Mediador do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da reforma de Temer, o Dieese aponta como fatores negativos para os trabalhadores a recess\u00e3o continuada, o alto desemprego, a informalidade e a perda de receita sindical, que trava as mobiliza\u00e7\u00f5es das bases.<\/p>\n<p><strong>Raz\u00f5es \u2013<\/strong>\u00a0A Ag\u00eancia Sindical ouviu Fausto Augusto J\u00fanior, coordenador-t\u00e9cnico do Dieese. Ele pondera: \u201cH\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre reforma trabalhista e perdas nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas. N\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator, mas tem muito peso.\u201d<\/p>\n<p>O que est\u00e1 ruim pode piorar? Pode. O crescimento econ\u00f4mico de 2022 pode ficar perto de zero. \u201cH\u00e1 proje\u00e7\u00f5es de 0,3% ou de 0,5%, mas ainda n\u00e3o se tem um cen\u00e1rio mais palp\u00e1vel. Sabe-se, por\u00e9m, que o crescimento, se houver, ser\u00e1 muito baixo\u201d, afirma o t\u00e9cnico do Dieese.<\/p>\n<p><strong>MAIS \u2013<\/strong>\u00a0Site do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/\">Dieese<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/boletimnegociacao\/2022\/boletimnegociacao16.html\">Boletim De Olho nas Negocia\u00e7\u00f5es<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<footer>\n<div class=\"td-post-source-tags\"><\/div>\n<div class=\"td-post-sharing-bottom\">\n<div class=\"td-post-sharing-classic\">Por Ag\u00eancia Sindical<\/div>\n<\/div>\n<\/footer>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a reforma trabalhista de Michel Temer, que passou a vigorar em novembro de 2017, a classe trabalhadora s\u00f3 perdeu. 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