{"id":9040,"date":"2021-12-11T09:08:53","date_gmt":"2021-12-11T12:08:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=9040"},"modified":"2021-12-11T09:08:53","modified_gmt":"2021-12-11T12:08:53","slug":"mulheres-sofreram-mais-danos-a-saude-mental-durante-a-pandemia-diz-fiocruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/mulheres-sofreram-mais-danos-a-saude-mental-durante-a-pandemia-diz-fiocruz\/","title":{"rendered":"Mulheres sofreram mais danos \u00e0 sa\u00fade mental durante a pandemia, diz Fiocruz"},"content":{"rendered":"<p><em>Elas realizaram quatro horas a mais de trabalhos dom\u00e9sticos durante o isolamento. E relatam mais sintomas de depress\u00e3o, ansiedade e estresse do que os homens<\/em><\/p>\n<p><em>por\u00a0Tiago Pereira<\/em><\/p>\n<p>Pesquisa revela que as mulheres sofreram mais danos \u00e0 sa\u00fade mental durante a pandemia. Elas se sentiram mais isoladas e tamb\u00e9m relataram mais sintomas de depress\u00e3o, ansiedade e estresse. Al\u00e9m disso, elas tamb\u00e9m sofreram com a sobrecarga de trabalhos dom\u00e9sticos durante esse per\u00edodo. Os dados s\u00e3o da s\u00e9rie Cen\u00e1rios da Covid-19, que faz parte do Estudo Longitudinal da Sa\u00fade do Adulto (Elsa-Brasil). O levantamento, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de 5 mil pessoas, \u00e9 coordenado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), que ouviu participantes da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, em parceria com universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>No geral, 14% dos entrevistados avaliaram sua sa\u00fade mental como \u201cregular a muito ruim\u201d. Durante o distanciamento social, 24% das mulheres apresentaram sintomas de depress\u00e3o. Dentre os homens, 17% declararam o mesmo. Um quarto delas (20%) tamb\u00e9m relataram sintomas de ansiedade, quase o dobro entre eles (11%). J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao estresse, enquanto apenas um em cada dez homens (10%) relataram sinais, para elas, esse n\u00famero chegou a 17%.<\/p>\n<p>\u201cOs estudos reconhecem a maior vulnerabilidade feminina em rela\u00e7\u00e3o aos desfechos de sa\u00fade mental. No entanto, as pesquisam apontam n\u00edveis de sofrimento aumentados durante a pandemia, sobretudo pelo medo de adoecimento, ang\u00fastia de permanecer em casa, e evitando o contado com outras pessoas, sejam elas familiares ou amigos\u201d, afirmou a coordenadora do Elsa-Brasil na Fiocruz, Rosane Griep.<\/p>\n<p>A pesquisa concluiu tamb\u00e9m que as mulheres realizaram, em m\u00e9dia, quatro horas a mais de trabalhos dom\u00e9sticos do que os homens, durante a pandemia. Tal carga desigual acaba tendo rela\u00e7\u00e3o principalmente com o aumento do estresse entre elas.<\/p>\n<p>Ao todo, 76% dos participantes da pesquisa relataram terem trabalhado em casa durante o surto. Quase a metade (48%) disse que a carga de trabalho em home office foi maior do que de costume. Um ter\u00e7o tamb\u00e9m afirmou que nunca controlavam os intervalos, bem como a hora de come\u00e7ar e de terminar de trabalhar, nem em quais dias atuaram profissionalmente.<\/p>\n<p><strong>Ins\u00f4nia e bebidas<\/strong><\/p>\n<p>Um quarto dos entrevistados tamb\u00e9m revelaram dificuldades para dormir durante o per\u00edodo de isolamento. Mas, assim, como nos demais fatores, a ins\u00f4nia tamb\u00e9m afetou mais as mulheres (29,6%) do que os homens (20,3%) durante o per\u00edodo mais agudo da pandemia. Como sinais de deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, mais que dobrou o total de entrevistados que relataram consumir bebidas alc\u00f3olicas durante a pandemia. Al\u00e9m disso, 6,6% tamb\u00e9m disseram que voltaram a fumar nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cA ins\u00f4nia tamb\u00e9m pode ser um fator de estimulo para o aumento da ingest\u00e3o de \u00e1lcool. Os problemas de sono atingem os sexos de maneira diferente, no entanto, a maior frequ\u00eancia em mulheres pode n\u00e3o ser apenas uma quest\u00e3o biol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m emocional\u201d, disse Rosane. Ela tamb\u00e9m relacionou a ins\u00f4nia \u00e0 sobrecarga no trabalho dom\u00e9stico.<\/p>\n<p><strong>Na Alemanha, recorde de \u00f3bitos por covid<\/strong><\/p>\n<p>Em meio \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da quarta onda da covid-19 na Europa, a Alemanha registrou o maior n\u00famero de mortes pela doen\u00e7a desde fevereiro. Nesta quarta-feira (8), foram 527 \u00f3bitos confirmados, de acordo com o Instituto\u00a0Robert Koch, ligado ao governo. Por outro lado, a incid\u00eancia de infec\u00e7\u00f5es por 100 mil habitantes a cada sete dias caiu de 432 para 427. No entanto, no mesmo dia foram diagnosticados 69.601 novos casos da doen\u00e7a \u2013 aumento de 2.415 notifica\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo da semana passada.<\/p>\n<p>Baseado em evid\u00eancias cient\u00edficas, o novo chanceler alem\u00e3o, o social-democrata\u00a0Olaf Scholz, atribui o atual surto da doen\u00e7a no pa\u00eds aos n\u00e3o vacinados. At\u00e9 o momento, cerca de 69% da popula\u00e7\u00e3o alem\u00e3 se imunizou totalmente contra o coronav\u00edrus, uma das menores taxas de imuniza\u00e7\u00e3o da Europa Ocidental. \u00c0s v\u00e9speras do inverno \u2013 mas j\u00e1 registrando temperaturas negativas \u2013 especialistas temem pelo agravamento da doen\u00e7a. A previs\u00e3o do governo alem\u00e3o era imunizar 75% das popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 o in\u00edcio do outono. No entanto, principalmente em regi\u00f5es do leste do pa\u00eds, o avan\u00e7o da imuniza\u00e7\u00e3o tem encontrado resist\u00eancia de grupos anti-vacina.<\/p>\n<p><strong>Covid no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (8), o Brasil registrou 233 mortes pela covid-19. O total de \u00f3bitos chegou 616.251 desde\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/tag\/coronavirus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>o in\u00edcio do surto da doen\u00e7a no pa\u00eds, em mar\u00e7o de 2020<\/strong><\/u><\/a>. Foram registrados mais 10.055 casos confirmados nas \u00faltimas 24 horas, de acordo com Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass). At\u00e9 o momento, 64,52% da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 totalmente imunizada, com duas doses ou dose \u00fanica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m hoje, as farmac\u00eauticas BioNTech e Pfizer divulgaram estudo preliminar que aponta que tr\u00eas doses de sua vacina contra a covid-19\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2021\/12\/tres-doses-pfizer-neutralizam-omicron\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>neutralizam a variante \u00f4micron<\/strong><\/u><\/a>\u00a0do coronav\u00edrus. Nesse sentido, os fabricantes informaram, em comunicado, que a terceira dose aumenta em 25 vezes a quantidade de anticorpos neutralizantes.<\/p>\n<p>Ontem, foi a vez do laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac Biotech anunciar que prepara a atualiza\u00e7\u00e3o da CoronaVac contra a nova variante. O presidente da empresa, Weidong Yin, afirmou que o imunizante\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2021\/12\/laboratorio-prepara-atualizacao-da-coronavac-contra-a-omicron\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>tem se provado \u201ceficaz\u201d<\/strong><\/u><\/a>\u00a0contra a \u00f4micron.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/conass-08-dez.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"263\" \/><figcaption><strong>N\u00fameros da covid-19 no Brasil. Fonte: Conass<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Fonte: Rede Brasil Atual &#8211;\u00a0<strong>RBA<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas realizaram quatro horas a mais de trabalhos dom\u00e9sticos durante o isolamento. 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