{"id":9037,"date":"2021-12-10T17:36:01","date_gmt":"2021-12-10T20:36:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=9037"},"modified":"2021-12-10T17:36:01","modified_gmt":"2021-12-10T20:36:01","slug":"covid-19-todas-as-vacinas-administradas-no-brasil-tem-efetividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/covid-19-todas-as-vacinas-administradas-no-brasil-tem-efetividade\/","title":{"rendered":"Covid-19: todas as vacinas administradas no Brasil t\u00eam efetividade"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisou as quatro vacinas administradas no Brasil contra a covid-19, de janeiro a outubro de 2021, aponta que todas conferem grande redu\u00e7\u00e3o do risco de infec\u00e7\u00e3o, interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bito.<\/p>\n<p>Considerando os desfechos graves (interna\u00e7\u00e3o ou \u00f3bito) em indiv\u00edduos com idade entre 20 e 80 anos de idade, a prote\u00e7\u00e3o variou entre 83% e 99% para todos os imunizantes. Na popula\u00e7\u00e3o abaixo de 60 anos de idade, todas as vacinas apresentam prote\u00e7\u00e3o acima de 85% contra risco de hospitaliza\u00e7\u00e3o e acima de 89% para risco de \u00f3bito.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es constam da primeira edi\u00e7\u00e3o do boletim sobre a efetividade das vacinas contra a covid-19 na popula\u00e7\u00e3o brasileira, do projeto Vigivac da Fiocruz, publicada na quinta-feira (9).<\/p>\n<p>As an\u00e1lises, coordenadas pelo pesquisador Manoel Barral, da Fiocruz Bahia, foram realizadas com informa\u00e7\u00f5es individuais an\u00f4nimas dos bancos de dados da Campanha Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o contra Covid-19 (Vacina\u00e7\u00e3o Covid-19), Notifica\u00e7\u00f5es de S\u00edndromes Gripais (e-SUS Notifica) e Notifica\u00e7\u00f5es de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG 2020 e 2021; SIVEP-Gripe).<\/p>\n<h2>CoronaVac<\/h2>\n<p>Segundo a pesquisa, a CoronaVac apresentou alta efetividade para a popula\u00e7\u00e3o entre 18 e 59 anos de idade, variando de 89% a 95% e de 85% a 91% para \u00f3bitos e hospitaliza\u00e7\u00f5es, respectivamente. Entretanto, houve queda importante na efetividade em pessoas com 60 anos\u00a0 de idade ou mais. Na faixa entre 60 e 69 anos de idade a prote\u00e7\u00e3o contra formas graves da doen\u00e7a foi de 81%, chegando a 64% em maiores de 80 anos de idade.<\/p>\n<p>Os pesquisadores dizem que esta redu\u00e7\u00e3o na prote\u00e7\u00e3o em idosos pode ser explicada por diversos fatores, mas principalmente pelo maior tempo desde a \u00faltima vacina\u00e7\u00e3o e pela maior vulnerabilidade do grupo que recebeu o imunizante, j\u00e1 que a CoronaVac foi a mais utilizada entre idosos e profissionais priorit\u00e1rios, como da \u00e1rea de sa\u00fade e seguran\u00e7a, que s\u00e3o mais expostos ao cont\u00e1gio. Al\u00e9m disso, a vacina foi administrada durante um per\u00edodo de maior circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<h2>AstraZeneca<\/h2>\n<p>A AstraZeneca foi a vacina mais utilizada no pa\u00eds, segundo o boletim. Os resultados para a popula\u00e7\u00e3o adulta de at\u00e9 59 anos de idade mostraram efetividade de 99% do imunizante contra \u00f3bitos. A queda da efetividade tamb\u00e9m acompanhou o aumento da faixa et\u00e1ria. No grupo de pessoas entre 60 e 69 anos de idade a prote\u00e7\u00e3o contra infec\u00e7\u00e3o foi de 89%, chegando a 82% nos indiv\u00edduos acima de 80 anos de idade. Com rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3bitos, pessoas acima de 80 anos de idade tiveram prote\u00e7\u00e3o de 91%, um pouco menor do que as outras faixas de 60 a 69 e 70 a 79 anos de idade, que tiveram 97% e 93%, respectivamente.<\/p>\n<h2>Pfizer<\/h2>\n<p>As an\u00e1lises para a popula\u00e7\u00e3o adulta com at\u00e9 59 anos de idade que recebeu a Pfizer mostraram que a prote\u00e7\u00e3o manteve-se acima de 96%. A prote\u00e7\u00e3o contra \u00f3bito e interna\u00e7\u00e3o por covid-19 neste grupo foi de 99%. Os pesquisadores destacam que a Pfizer foi administrada na popula\u00e7\u00e3o mais jovem e em momento epid\u00eamico com menor circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, o que pode favorecer a efetividade da vacina.<\/p>\n<h2>Janssen<\/h2>\n<p>Na popula\u00e7\u00e3o adulta de at\u00e9 59 anos de idade que recebeu a Janssen, as an\u00e1lises apontaram prote\u00e7\u00e3o contra \u00f3bito de 78% a 94%. Contra hospitaliza\u00e7\u00e3o a prote\u00e7\u00e3o ficou entre 88% e 91% e contra infec\u00e7\u00e3o a efetividade foi de 68% a 73%. Para a popula\u00e7\u00e3o idosa, foi poss\u00edvel calcular a efetividade com seguran\u00e7a apenas para a popula\u00e7\u00e3o com 80 anos de idade ou mais, que teve prote\u00e7\u00e3o contra \u00f3bito de 91% e contra hospitaliza\u00e7\u00e3o de 93%.<\/p>\n<p>Por Isto \u00e9<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), que analisou as quatro vacinas administradas no Brasil contra a covid-19, de janeiro a outubro de 2021, aponta que todas conferem grande redu\u00e7\u00e3o do risco de infec\u00e7\u00e3o, interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bito. 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