{"id":8957,"date":"2021-11-27T23:45:50","date_gmt":"2021-11-28T02:45:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8957"},"modified":"2021-11-27T23:45:50","modified_gmt":"2021-11-28T02:45:50","slug":"caes-reconhecem-emocoes-dos-donos-mostra-estudo-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/caes-reconhecem-emocoes-dos-donos-mostra-estudo-da-usp\/","title":{"rendered":"C\u00e3es reconhecem emo\u00e7\u00f5es dos donos, mostra estudo da USP"},"content":{"rendered":"<p>Seu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sonoticiaboa.com.br\/2013\/10\/09\/cachorros-tem-sentimentos-como-o-homem-confirma-cientista\/\">c\u00e3o<\/a>\u00a0reconhece emo\u00e7\u00f5es e sabe quando voc\u00ea est\u00e1 bravo, triste, ou feliz, mostra um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Psicologia da USP, Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O estudo em conjunto com a Universidade de Lincoln, no Reino Unido, avaliou 90 c\u00e3es e descobriu que sim, eles s\u00e3o capazes n\u00e3o apenas de entender nossas emo\u00e7\u00f5es como prever nossas rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O artigo intitulado \u201cDogs can infer implicit information from human emotional expressions\u201d \u2013\u00a0<span class=\"Y2IQFc\" lang=\"pt\">\u201cOs c\u00e3es podem inferir informa\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas de express\u00f5es emocionais humanas\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre\u201d \u2013\u00a0<\/span>foi publicado na revista cient\u00edfica Animal Cognition.<\/p>\n<div id=\"post-content-snb\" class=\"td-post-content tagdiv-type\">\n<p><strong>C\u00e3es emocionais\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Acreditava-se que essa habilidade fosse exclusivamente humana, mas as evid\u00eancias cient\u00edficas constru\u00eddas ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas mostraram o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>A capacidade de reconhecer emo\u00e7\u00f5es j\u00e1 havia sido observada em primatas, como chimpanz\u00e9s, capazes de reconhecer emo\u00e7\u00f5es entre si, mas apenas com um estudo de 2016, tamb\u00e9m conduzido pela pesquisadora Natalia e colaboradores.<\/p>\n<p>Nesta pesquisa comprovou-se que os c\u00e3es v\u00e3o al\u00e9m: reconhecem emo\u00e7\u00f5es humanas, n\u00e3o apenas da sua pr\u00f3pria esp\u00e9cie \u2013 sendo os \u00fanicos animais a atingir esse feito.<\/p>\n<p>Em 2018, outro trabalho da cientista mostrou ainda que os c\u00e3es respondem a esse reconhecimento de emo\u00e7\u00f5es de outra esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cAssim, o pr\u00f3ximo passo foi saber se eles entendem que o estado emocional de uma pessoa altera a forma como ela se comporta e, portanto, ele pode se ajustar a isso\u201d, explica Natalia Albuquerque \u00a0ao Jornal da USP.<\/p>\n<p>O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Natalia Albuquerque e Briseida Resende, do Instituto de Psicologia da USP, e Daniel Mills, Kun Guo e Anna Wilkinson, da Universidade de Lincoln.<\/p>\n<p><strong>Experimento<\/strong><\/p>\n<p>Para o experimento, que<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Movie-S2.-Example-of-Positive-trial.mp4\">\u00a0foi registrado em v\u00eddeo<\/a>, foram necess\u00e1rios 90 c\u00e3es, duas atrizes, alguns objetos e uma sala no Laborat\u00f3rio do IP.<\/p>\n<p>O recrutamento dos animais aconteceu de forma volunt\u00e1ria, segundo alguns crit\u00e9rios como serem saud\u00e1veis, n\u00e3o agressivos, acostumados com novos lugares e pessoas e sem problemas de vis\u00e3o \u2013 o que dificultaria o teste.<\/p>\n<div id=\"quads-ad167715\" class=\"quads-location quads-ad167715\"><\/div>\n<p>Depois de habituados na sala, os c\u00e3es observaram uma intera\u00e7\u00e3o entre duas atrizes, treinadas para, a cada sess\u00e3o, demonstrarem express\u00f5es faciais neutras, positivas (alegria) ou negativas (raiva).<\/p>\n<p>Vestidas da mesma maneira, elas passavam objetos uma para a outra, silenciosamente e, em seguida, sentavam-se com um pote de ra\u00e7\u00e3o em uma das m\u00e3os e uma folha de jornal na outra.<\/p>\n<p>A coleira era solta e, ent\u00e3o, o c\u00e3o podia interagir com as atrizes, agora, ambas com express\u00f5es neutras.<\/p>\n<p>Para conseguir um pouco de ra\u00e7\u00e3o, os c\u00e3es precisavam pedir a uma das mulheres \u2013 e essa escolha revelou a capacidade desses animais.<\/p>\n<p><strong>Express\u00f5es faciais<\/strong><\/p>\n<p>A maioria tomava a decis\u00e3o de interagir com a atriz que, no momento da observa\u00e7\u00e3o, mostrava-se feliz, e evitava contato com a atriz antes com raiva.<\/p>\n<p>Os testes mostram que os c\u00e3es levam em considera\u00e7\u00e3o as express\u00f5es faciais humanas para tomar decis\u00f5es, j\u00e1 que pode ser mais f\u00e1cil conseguir alguns petiscos de algu\u00e9m mais amig\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa evidencia que os c\u00e3es levam em conta as express\u00f5es das emo\u00e7\u00f5es dos humanos para fazer escolhas. As pessoas poder\u00e3o perceber o animal como um ser que presta aten\u00e7\u00e3o ao que fazemos e que toma suas decis\u00f5es com base nisso.<\/p>\n<p>Desta forma, acho que podemos desenvolver uma rela\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel e respeitosa\u201d, afirma a coautora do trabalho, a professora Briseida.<\/p>\n<p>Ela destaca que \u00e9 importante n\u00e3o trat\u00e1-lo como humano, e sim respeit\u00e1-lo enquanto c\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-8957-1\" width=\"640\" height=\"360\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Movie-S2.-Example-of-Positive-trial.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Movie-S2.-Example-of-Positive-trial.mp4\">https:\/\/jornal.usp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Movie-S2.-Example-of-Positive-trial.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es do<a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/seu-cao-reconhece-suas-emocoes-e-toma-decisoes-a-partir-disso-mostra-estudo-da-usp\/\">\u00a0Jornal da USP<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"banner-footer-single\"><\/div>\n<div class=\"share-after-content\">\n<h3>Espalhe not\u00edcia boa!<\/h3>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seu\u00a0c\u00e3o\u00a0reconhece emo\u00e7\u00f5es e sabe quando voc\u00ea est\u00e1 bravo, triste, ou feliz, mostra um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Psicologia da USP, Universidade de S\u00e3o Paulo. 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