{"id":8931,"date":"2021-11-23T13:35:26","date_gmt":"2021-11-23T16:35:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8931"},"modified":"2021-11-23T13:35:26","modified_gmt":"2021-11-23T16:35:26","slug":"centrais-repudiam-nova-reforma-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/centrais-repudiam-nova-reforma-trabalhista\/","title":{"rendered":"Centrais repudiam nova reforma trabalhista"},"content":{"rendered":"<p>As\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agenciasindical.com.br\/centrais-protestam-contra-bolsonaro-e-racismo\/\">Centrais Sindicais<\/a>\u00a0emitiram Nota segunda (22) em rep\u00fadio \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jornaldocomercio.com\/_conteudo\/politica\/2019\/08\/700874-governo-bolsonaro-quer-mudar-regras-sindicais-em-nova-reforma-trabalhista.html\">tentativa do governo<\/a>\u00a0de impor uma nova reforma trabalhista que retira direitos. Segundo os sindicalistas, o presidente Jair Bolsonaro tenta implementar a medida sob o manto parlamentar.<\/p>\n<p>Para as Centrais, essa a\u00e7\u00e3o se trata de uma obsess\u00e3o pol\u00edtica de uma perigosa elite financeira, que tenta extinguir qualquer amparo e prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador. \u201cEssa elite nem sequer disfar\u00e7a sua falta de argumentos para tal investida. Agora, por meio de seus porta-vozes no governo, defende que a flexibiliza\u00e7\u00e3o trabalhista resolveria o problema do alto desemprego e melhoraria as condi\u00e7\u00f5es para os informais\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>De acordo com os sindicalistas, nos anos anteriores \u00e0 reforma trabalhista de Michel Temer \u2013 Lei 13.467\/2017 -, o Brasil estava no caminho do crescimento. \u201cEst\u00e1vamos na lista dos pa\u00edses mais industrializados, o desemprego era baixo, pouco a pouco a desigualdade diminu\u00eda e o povo brasileiro vivia a ascens\u00e3o da Classe C, com maior acesso a bens e servi\u00e7os. Tudo sob plena vig\u00eancia da CLT\u201d, destacam.<\/p>\n<p>\u201cGarantir direitos e valorizar o trabalho proporciona ao conjunto dos trabalhadores maior seguran\u00e7a para se planejar, tempo livre remunerado, Fundo de Garantia e poder de consumo. Essa \u00e9 a mais poderosa for\u00e7a pra aquecer a economia e promover o crescimento inclusivo de um Pa\u00eds\u201d, conclui a Nota.<\/p>\n<p><strong>LEIA \u2013<\/strong>\u00a0Abaixo, a Nota na \u00edntegra.<\/p>\n<p><em><strong>Repudiamos a tentativa do governo de impor nova reforma que retira direitos trabalhistas<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Depois de a carteira verde amarela e a MP 1.045 terem sido derrotadas pela press\u00e3o, resist\u00eancia e luta do movimento sindical, o governo Bolsonaro tenta mais uma vez implementar uma nova reforma trabalhista, sob o manto parlamentar. Trata-se, mais uma vez da obsess\u00e3o pol\u00edtica de uma perigosa elite financeira de extinguir qualquer amparo e prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador.<\/em><\/p>\n<p><em>Essa elite nem sequer disfar\u00e7a sua falta de argumentos para tal investida. Agora, por meio de seus porta-vozes no governo, defende que a \u201cflexibiliza\u00e7\u00e3o trabalhista resolveria o problema do alto desemprego e melhoraria as condi\u00e7\u00f5es para os informais\u201d. \u00c9 mais uma manobra que insiste em aprofundar a reforma de Michel Temer. Uma reforma que conduziu o Brasil \u00e0 crise que eles mentirosamente dizem tentar resolver: aumento recorde do desemprego e da mis\u00e9ria.<\/em><\/p>\n<p><em>Nos anos anteriores \u00e0 reforma de 2017 o Brasil estava no caminho do crescimento. Est\u00e1vamos na lista dos pa\u00edses mais industrializados, o desemprego era baixo, pouco a pouco a desigualdade diminu\u00eda e o povo brasileiro vivia a amplamente noticiada ascens\u00e3o da Classe C, com maior acesso a bens e servi\u00e7os. Tudo sob plena vig\u00eancia da CLT.<\/em><\/p>\n<p><em>Na contram\u00e3o daquele crescimento, ao retirar ainda mais direitos, o governo aumentar\u00e1 o contingente de desempregados e miser\u00e1veis que, oprimidos pela necessidade de sobreviv\u00eancia, acabar\u00e3o se dispondo a trabalhar em qualquer condi\u00e7\u00e3o para poder comer e, com sorte, morar em algum lugar. Talvez seja essa a ideia desse grupo.<\/em><\/p>\n<p><em>Al\u00e9m de repudiar, resistiremos e reagiremos contra essa e qualquer outra medida nefasta. Vamos dialogar com os parlamentares e pression\u00e1-los, organizar manifesta\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m mostrar para as nossas bases, em 2022, quais os candidatos que est\u00e3o comprometidos com os interesses dos trabalhadores. Como na luta exitosa que fizemos contra a MP 1.045: \u201cse votar, n\u00e3o volta\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Reafirmamos que para gerar emprego digno e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u00e9 preciso investir em infraestrutura e em setores intensivos de m\u00e3o de obra, dar aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s micro, pequenas e m\u00e9dias empresas, investir em educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional, al\u00e9m de reindustrializar o pa\u00eds fomentando o crescimento e cobrindo os desempregados e os informais com postos de trabalho e direitos previstos na CLT.<\/em><\/p>\n<p><em>Garantir direitos e valorizar o trabalho proporciona ao conjunto dos trabalhadores maior seguran\u00e7a para se planejar, tempo livre remunerado, fundo de garantia e poder de consumo. E essa \u00e9 a mais poderosa for\u00e7a para aquecer a economia e promover o crescimento inclusivo de um pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e3o Paulo, 22 de novembro de 2021<\/em><\/p>\n<p><em>Sergio Nobre, Presidente da\u00a0<strong>CUT (Central \u00danica dos Trabalhadores)<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Miguel Torres, Presidente da\u00a0<strong>For\u00e7a Sindical<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Ricardo Patah, Presidente da\u00a0<strong>UGT (Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores)<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Adilson Ara\u00fajo, Presidente da\u00a0<strong>CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Jos\u00e9 Reginaldo In\u00e1cio, Presidente da\u00a0<strong>NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Antonio Neto, Presidente da\u00a0<strong>CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Atn\u00e1goras Lopes, Secret\u00e1rio executivo nacional da Central Sindical\u00a0<strong>CSP-Conlutas<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Edson Carneiro \u00cdndio, Secret\u00e1rio-geral da\u00a0<strong>Intersindical Central da Classe Trabalhadora<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Emanuel Melato, Coordenador da\u00a0<strong>Intersindical \u2013 Instrumento de Luta<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Jos\u00e9 Gozze, Presidente da\u00a0<strong>P\u00fablica Central do Servidor<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Por Ag\u00eancia Sindical<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As\u00a0Centrais Sindicais\u00a0emitiram Nota segunda (22) em rep\u00fadio \u00e0\u00a0tentativa do governo\u00a0de impor uma nova reforma trabalhista que retira direitos. Segundo os sindicalistas, o presidente Jair Bolsonaro tenta implementar a medida sob o manto parlamentar. 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