{"id":8860,"date":"2021-11-12T09:24:59","date_gmt":"2021-11-12T12:24:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8860"},"modified":"2021-11-12T09:24:59","modified_gmt":"2021-11-12T12:24:59","slug":"disparada-inflacao-de-2021-ja-e-quase-a-soma-dos-dois-anos-anteriores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/disparada-inflacao-de-2021-ja-e-quase-a-soma-dos-dois-anos-anteriores\/","title":{"rendered":"Disparada: infla\u00e7\u00e3o de 2021 j\u00e1 \u00e9 quase a soma dos dois anos anteriores"},"content":{"rendered":"<p><em>Apenas a gasolina j\u00e1 soma 43% de alta em 12 meses. Pre\u00e7o do g\u00e1s de botij\u00e3o sobe h\u00e1 17 meses, acumulando 45%<\/em><\/p>\n<p><em>por\u00a0Vitor Nuzzi<\/em><\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o oficial no Brasil se mant\u00e9m em\u00a0disparada, e teve em outubro sua maior varia\u00e7\u00e3o em 20 anos. O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,25% no m\u00eas passado. Agora, est\u00e1 acumulado em 8,24% no ano \u2013 quase as taxas dos dois anos anteriores, somadas (9,02%). Em 12 meses, j\u00e1 chega a 10,67%. Assim, se mant\u00e9m dois d\u00edgitos pelo segundo m\u00eas seguido, atingindo o maior \u00edndice em mais de cinco anos, de acordo com os dados do IBGE.<\/p>\n<p>Segundo o instituto, que divulgou os resultados nesta quarta-feira (10), os nove grupos pesquisados tiveram alta em outubro. Destaque, mais uma vez, para itens como gasolina, g\u00e1s de botij\u00e3o e energia el\u00e9trica, al\u00e9m de alguns alimentos.<\/p>\n<p><strong>Gasolina: sexta alta<\/strong><\/p>\n<p>Assim, o grupo Transportes, por exemplo, com alta de 2,62% no m\u00eas, contribuiu com 0,55 ponto percentual na taxa geral. Apenas a gasolina, que subiu 3,10%, foi respons\u00e1vel por 0,19 ponto. Depois da sexta alta seguida, esse combust\u00edvel acumula 38,29% em 2021 e 42,72% nos \u00faltimos 12 meses. Tamb\u00e9m aumentaram os pre\u00e7os do \u00f3leo diesel (5,77%), do etanol\u00a0(3,54%) e do g\u00e1s veicular\u00a0(0,84%).<\/p>\n<p>Ainda nesse grupo, o IBGE apurou alta de 33,86% nas a\u00e9reas, atingindo todas as regi\u00f5es pesquisados. Al\u00e9m disso, o transporte por aplicativo voltou a subir (19,85%). Assim como os pre\u00e7os dos autom\u00f3veis, tanto novos (1,77%) como usados (1,13%). Esses dois itens acumulam, em 12 meses, varia\u00e7\u00e3o de 12,77% e 14,71%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Comer fora est\u00e1 mais caro<\/strong><\/p>\n<p>Em Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas (1,17%), o item alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio teve alta de 1,32%, com v\u00e1rios aumentos em outubro. O IBGE cita tomate (26,01%), batata inglesa (16,01%), caf\u00e9 mo\u00eddo (4,57%), frango em peda\u00e7os (4,34%), queijo (3,06%) e frango inteiro (2,80%). O instituto apurou queda nos pre\u00e7os do a\u00e7a\u00ed (-8,64%), leite longa vida (-1,71%) e arroz\u00a0(-1,42%).<\/p>\n<p>J\u00e1 comer fora de casa ficou 0,59% mais caro, em m\u00e9dia, principalmente por causa do lanche (0,78%). J\u00e1 a refei\u00e7\u00e3o teve alta um pouco menor que no m\u00eas anterior (0,74%).<\/p>\n<p><strong>Conta de luz tamb\u00e9m sobe<\/strong><\/p>\n<p>No grupo Habita\u00e7\u00e3o (1,04%), a influ\u00eancia principal veio do aumento da energia el\u00e9trica, embora com menor varia\u00e7\u00e3o do que em setembro: de 6,47% para 1,16%. \u201cEm outubro, foi mantida a\u00a0bandeira Escassez H\u00eddrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos\u201d, lembra o IBGE. Houve aumentos em Goi\u00e2nia e S\u00e3o Paulo, com redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria em Bras\u00edlia e Campo Grande.<\/p>\n<p>J\u00e1 o g\u00e1s de botij\u00e3o (3,67%) subiu pela 17\u00aa vez seguida. Acumula alta de 44,77% desde junho do ano passado. E a taxa de \u00e1gua e esgoto subiu 0,225, com reajuste em Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Altas em todo o pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>Com aumentos nos pre\u00e7os das roupas femininas (2,26%), infantis (2,01%) e masculinas (1,70%), o grupo Vestu\u00e1rio teve alta de 1,80% no m\u00eas. Tamb\u00e9m subiram os pre\u00e7os m\u00e9dios de cal\u00e7ados e acess\u00f3rios (1,44%), superando as altas de setembro. Em outro grupo, Artigos de Resid\u00eancia (1,27%), o IBGE registrou eleva\u00e7\u00e3o nos itens mobili\u00e1rio (1,89%) e\u00a0eletrodom\u00e9sticos e equipamentos\u00a0(1,54%). Pre\u00e7os dos artigos de TV, som e inform\u00e1tica\u00a0(0,99%) subiram pelo nono m\u00eas seguido \u2013 e contribu\u00edram com 0,01 ponto na taxa geral.<\/p>\n<p>O IPCA teve alta em todas as \u00e1reas pesquisadas. O maior \u00edndice da infla\u00e7\u00e3o oficial em outubro foi apurado na regi\u00e3o metropolitana de Vit\u00f3ria e no munic\u00edpio de Goi\u00e2nia: 1,53% em ambos. O menor, em Bel\u00e9m (0,64%). Em 12 meses, a taxa oficial de infla\u00e7\u00e3o varia de 9,27% (Bel\u00e9m) a 13,48% (Grande Curitiba). Est\u00e1 acima de dois d\u00edgitos em Vit\u00f3ria (12,22%), Rio Branco (11,94%), Porto Alegre (11,92%), S\u00e3o Lu\u00eds (11,58%), Campo Grande (11,41%), Fortaleza (11,34%), Goi\u00e2nia (11,03%), Belo Horizonte (10,46%), Salvador (10,38%), Recife (10,29%) e S\u00e3o Paulo (10,22%).<\/p>\n<p><strong>INPC soma 11,08%<\/strong><\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC)\u00a0subiu 1,16%, tamb\u00e9m no maior resultado deste indicador de infla\u00e7\u00e3o para o m\u00eas de outubro desde 2002. Agora, acumula alta de 8,45% no ano e 11,08% em 12 meses.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, os\u00a0produtos aliment\u00edcios\u00a0subiram 1,10%, ante 0,94% no m\u00eas anterior. J\u00e1 os n\u00e3o aliment\u00edcios foram de 1,28% ara 1,18%. Todas as \u00e1reas registraram alta.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Brasil Atual &#8211;\u00a0<strong>RBA<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas a gasolina j\u00e1 soma 43% de alta em 12 meses. Pre\u00e7o do g\u00e1s de botij\u00e3o sobe h\u00e1 17 meses, acumulando 45% por\u00a0Vitor Nuzzi A infla\u00e7\u00e3o oficial no Brasil se mant\u00e9m em\u00a0disparada, e teve em outubro sua maior varia\u00e7\u00e3o em 20 anos. 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