{"id":8819,"date":"2021-11-07T09:05:12","date_gmt":"2021-11-07T12:05:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8819"},"modified":"2021-11-07T09:05:12","modified_gmt":"2021-11-07T12:05:12","slug":"sem-apoio-de-bolsonaro-industria-nacional-afunda-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/sem-apoio-de-bolsonaro-industria-nacional-afunda-em-2021\/","title":{"rendered":"Sem apoio de Bolsonaro, ind\u00fastria nacional afunda em 2021"},"content":{"rendered":"<p><em>Em setembro, houve queda de 0,4% na produ\u00e7\u00e3o industrial em rela\u00e7\u00e3o a agosto. \u00c9 o quarto resultado negativo seguido, per\u00edodo no qual acumula perda de 2,6%.<\/em><\/p>\n<p>A desindustrializa\u00e7\u00e3o da economia brasileira se agravou com o bolsonarismo e pandemia de Covid-19. Embora a crise sanit\u00e1ria venha refluindo nos \u00faltimos meses, a ind\u00fastria nacional continua a encolher, conforme Andr\u00e9 Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal \u2013 Produ\u00e7\u00e3o F\u00edsica (PIM-PF) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (4), o IBGE divulgou os resultados industriais referentes a setembro, com queda de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o a agosto. \u00c9 o quarto resultado negativo seguido, per\u00edodo no qual acumula perda de 2,6%. Sem apoio do governo Jair Bolsonaro, a ind\u00fastria afunda em 2021.<\/p>\n<p>\u201cO setor industrial vem claramente em trajet\u00f3ria descendente negativa. Na medida que vai colocando quedas em cima de quedas, o patamar vai diminuindo\u201d, diz Macedo. \u201cA situa\u00e7\u00e3o em patamar de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 pior do que a de agosto. Isso fica muito evidente quando coloca a quest\u00e3o em termos de patamar pr\u00e9-pandemia. Estamos 3,2% abaixo daquele per\u00edodo\u201d, agrega o gerente do IBGE, lembrando que a ind\u00fastria chegou a operar 3,5% acima do patamar pr\u00e9-pandemia, em janeiro de 2021.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, dos nove meses de 2021, a ind\u00fastria teve queda em sete deles, considerando a s\u00e9rie com ajuste sazonal (frente ao m\u00eas anterior). As \u00fanicas exce\u00e7\u00f5es foram os meses de janeiro (0,2%) e maio (1,2%). Com a queda de 0,4% em setembro, h\u00e1 uma sequ\u00eancia de quatro taxas negativas, de -0,5% em junho, -1,2% em julho e -0,7% em agosto.<\/p>\n<p>A pandemia afeta o setor, segundo Macedo, \u201ccom a desorganiza\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva, o encarecimento dos custos de produtos e a falta de insumos\u201d. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 fatores econ\u00f4micos causados pela gest\u00e3o Bolsonaro: \u201cTemos um mercado de trabalho longe de recupera\u00e7\u00e3o consistente, a renda n\u00e3o avan\u00e7a e infla\u00e7\u00e3o afetando o consumo das fam\u00edlias. Isso refor\u00e7a o comportamento negativo do comportamento da ind\u00fastria, mesmo com queda na margem menos intensa que em meses anteriores\u201d, analisa Macedo.<\/p>\n<p>Das quatro grandes categorias do setor industrial pesquisadas pelo IBGE, tr\u00eas est\u00e3o abaixo do patamar pr\u00e9-pandemia, segundo os resultados da PIM-PF. Na m\u00e9dia da ind\u00fastria, o n\u00edvel de setembro de 2021 est\u00e1 3,2% abaixo de fevereiro de 2020.<\/p>\n<p>O patamar de produ\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis est\u00e1 21,8% abaixo de fevereiro de 2020. Tamb\u00e9m est\u00e1 no campo negativo o patamar de bens semi e n\u00e3o dur\u00e1veis, 6% abaixo de fevereiro de 2020. No caso de bens intermedi\u00e1rios, a dist\u00e2ncia \u00e9 inferior e o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o de setembro de 2021 est\u00e1 0,1% abaixo de fevereiro de 2020.<\/p>\n<p>Entre os 26 ramos pesquisados, a grande maioria (17) mostra patamar de produ\u00e7\u00e3o inferior ao de antes do in\u00edcio da crise sanit\u00e1ria no pa\u00eds. \u201cClaramente se v\u00ea um predom\u00ednio de atividades que n\u00e3o suplantaram o patamar pr\u00e9-pandemia\u201d, afirma Macedo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 11 meses de expans\u00e3o na s\u00e9rie anual \u2013 que compara o desempenho frente a igual m\u00eas do ano anterior \u2013, a ind\u00fastria brasileira teve a segunda taxa negativa seguida em setembro, segundo a PIM-PF. A queda foi de 3,9%, que se segue a um recuo de 0,7% em setembro.<\/p>\n<p>O resultado de setembro foi tamb\u00e9m a maior redu\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa desde junho de 2020, quando tinha sido de -8,7%. Na avalia\u00e7\u00e3o de Macedo, o resultado reflete a base de compara\u00e7\u00e3o elevada e a perda do dinamismo da ind\u00fastria observado ao longo de 2021.<\/p>\n<p>\u201cA taxa de -3,9% \u00e9 a queda mais intensa desde junho do ano passado, quando a ind\u00fastria come\u00e7ava a reagir depois do in\u00edcio da pandemia\u201d, afirma. \u201cH\u00e1 uma perda de ritmo da produ\u00e7\u00e3o industrial em 2021 e, para al\u00e9m disso, tem uma base de compara\u00e7\u00e3o mais elevada. Setembro tinha sido a primeira taxa positiva da ind\u00fastria em 2020.\u201d<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<strong>Portal Vermelho<\/strong>\u00a0com informa\u00e7\u00f5es do\u00a0<strong>Valor Econ\u00f4mico<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em setembro, houve queda de 0,4% na produ\u00e7\u00e3o industrial em rela\u00e7\u00e3o a agosto. \u00c9 o quarto resultado negativo seguido, per\u00edodo no qual acumula perda de 2,6%. 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