{"id":8772,"date":"2021-10-29T09:11:15","date_gmt":"2021-10-29T12:11:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8772"},"modified":"2021-10-29T09:11:15","modified_gmt":"2021-10-29T12:11:15","slug":"com-mais-gente-na-informalidade-desemprego-para-de-subir-e-rendimento-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/com-mais-gente-na-informalidade-desemprego-para-de-subir-e-rendimento-cai\/","title":{"rendered":"Com mais gente na informalidade, desemprego para de subir. E rendimento cai"},"content":{"rendered":"<p><em>por\u00a0Vitor Nuzzi<\/em><\/p>\n<p>A taxa de desemprego no Brasil parou de crescer, devido, em boa parte, ao mercado informal. O aumento no n\u00famero de ocupados no trimestre encerrado em agosto vem principalmente do trabalho sem carteira (com as maiores altas da s\u00e9rie hist\u00f3rica) ou por conta pr\u00f3pria. Com empregos mais prec\u00e1rios, o rendimento diminuiu, tamb\u00e9m com recorde. Os dados est\u00e3o na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/tag\/pnad-continua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>Pnad<\/strong><\/u><\/a>) Cont\u00ednua, divulgada nesta quarta-feira (27) pelo IBGE.<\/p>\n<p>Assim, a taxa m\u00e9dia foi a 13,2%, ante 14,6% em maio e 14,4% h\u00e1 um ano. Esse percentual equivale a uma estimativa de 13,656 milh\u00f5es de desempregados \u2013 menos 1,139 milh\u00e3o no trimestre (-7,7%) e praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a agosto do ano passado (-1%).<\/p>\n<p><strong>Sem carteira cresce mais<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, o n\u00famero de ocupados chega a 90,188 milh\u00f5es. S\u00e3o 3,480 milh\u00f5es a mais no trimestre, crescimento de 4%. O emprego com carteira no setor privado cresceu 4,2% e o sem carteira, 10,1%. J\u00e1 o aut\u00f4nomo subiu 4,3%.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a fica mais vis\u00edvel na compara\u00e7\u00e3o anual. Em rela\u00e7\u00e3o a agosto de 2020, o mercado de trabalho tem 8,522 milh\u00f5es de ocupados a mais, alta de 10,4%. Mas enquanto o emprego com carteira sobe 6,8%, o sem carteira aumenta 23,3%. E o trabalho por conta pr\u00f3pria cresce 18,1%: esse contingente de aut\u00f4nomos \u00e9 agora de 25,409 milh\u00f5es, tamb\u00e9m o maior da s\u00e9rie da Pnad.<\/p>\n<p>Assim, segundo o\u00a0<a href=\"http:\/\/ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>IBGE,\u00a0<\/strong><\/u><\/a>a\u00a0taxa de informalidade\u00a0foi a 41,1% da popula\u00e7\u00e3o ocupada, ou 37,1 milh\u00f5es de trabalhadores. Tinha sido de 40% no trimestre anterior e 38% h\u00e1 um ano.<\/p>\n<p><strong>Em um ano, rendimento cai 10%<\/strong><\/p>\n<p>A chamada subutiliza\u00e7\u00e3o, que compreende pessoas que gostariam de trabalhar mais, teve taxa de 27,4%, caindo na compara\u00e7\u00e3o trimestral e anual. Agora, s\u00e3o 31,135 milh\u00f5es. J\u00e1 o numero de desalentados, que tamb\u00e9m diminuiu, soma 5,343 milh\u00f5es, o equivalente a 4,9% da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores dom\u00e9sticos (5,578 milh\u00f5es), setor com mais informalidade, cresceu 9,9% em um trimestre e 21,2% em um ano. Nos dois casos, varia\u00e7\u00f5es recordes. Quase 75% desses trabalhadores n\u00e3o t\u00eam registro em carteira.<\/p>\n<p>Estimado em R$ 2.489, o rendimento m\u00e9dio caiu 4,3% no trimestre. Na compara\u00e7\u00e3o com 2020, a queda \u00e9 ainda maior: 10,2%. Tamb\u00e9m foram retra\u00e7\u00f5es recordes. A massa de rendimentos (R$ 219,164 bilh\u00f5es) ficou est\u00e1vel.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Brasil Atual &#8211;\u00a0<strong>RBA<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por\u00a0Vitor Nuzzi A taxa de desemprego no Brasil parou de crescer, devido, em boa parte, ao mercado informal. O aumento no n\u00famero de ocupados no trimestre encerrado em agosto vem principalmente do trabalho sem carteira (com as maiores altas da s\u00e9rie hist\u00f3rica) ou por conta pr\u00f3pria. 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