{"id":8440,"date":"2021-09-15T18:00:30","date_gmt":"2021-09-15T21:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8440"},"modified":"2021-09-15T14:42:28","modified_gmt":"2021-09-15T17:42:28","slug":"gas-de-cozinha-por-r40-e-gasolina-a-r4-petroleiro-afirma-que-e-possivel-saiba-como","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/gas-de-cozinha-por-r40-e-gasolina-a-r4-petroleiro-afirma-que-e-possivel-saiba-como\/","title":{"rendered":"G\u00e1s de cozinha por R$40 e gasolina a R$4: petroleiro afirma que \u00e9 poss\u00edvel; saiba como"},"content":{"rendered":"<p><em>Principal motivo dos pre\u00e7os altos \u00e9 a paridade internacional, adotada em 2016 e que pode ser mudada pelo presidente<\/em><\/p>\n<p>Todos os brasileiros v\u00e3o ao supermercado ou que possuem um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/09\/13\/nao-e-so-o-preco-do-combustivel-ex-motoristas-da-uber-contam-por-que-deixaram-o-aplicativo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>autom\u00f3vel<\/strong><\/u><\/a>\u00a0t\u00eam percebido os seguidos aumentos de pre\u00e7os, tanto dos alimentos como do combust\u00edvel. Isso num momento de crise econ\u00f4mica e social, desemprego elevado e volta da fome. Nesta mat\u00e9ria focamos no aumento do pre\u00e7o dos combust\u00edveis, buscando entender suas causas, as consequ\u00eancias e o que fazer para reverter esse quadro.<\/p>\n<p>No Recife o pre\u00e7o m\u00e9dio do litro de gasolina est\u00e1 em torno de R$ 6,20 e o diesel por R$ 4,60 o litro. S\u00f3 este ano a gasolina teve seu pre\u00e7o elevado em 31,2%, enquanto o diesel subiu 28%. A capital pernambucana tem uma grande quantidade de postos de combust\u00edvel, o que eleva a concorr\u00eancia e faz o pre\u00e7o baixar. Mas ainda assim os pre\u00e7os est\u00e3o pesando muito no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/09\/03\/tres-por-quatro-a-economia-que-tira-o-sono-dos-brasileiros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>bolso da popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/u><\/a>.<\/p>\n<p>H\u00e1 muita confus\u00e3o sobre quem seria o culpado pelos aumentos, com muita gente culpando os governos estaduais por uma suposta cobran\u00e7a elevada do\u00a0<strong>imposto sobre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os de transporte (ICMS)<\/strong>, que corresponde a 27,6% do pre\u00e7o da gasolina. Os impostos federais s\u00e3o 11,5% do pre\u00e7o, a distribuidora e revendedora de combust\u00edvel fica com 10,4% e h\u00e1 ainda 16,9% referente ao custo do etanol (no Brasil produzido \u00e0 base de cana de a\u00e7\u00facar) que \u00e9 misturado \u00e0 gasolina.<\/p>\n<p>Mas para completar os 100% ainda faltam os 33,6% correspondentes ao servi\u00e7o da Petrobras, que extrai a maior parte do petr\u00f3leo produzido no pa\u00eds e \u00e9 (ou ao menos era) respons\u00e1vel pelo refino. Nesses 33,6% est\u00e3o inseridos os sal\u00e1rios dos trabalhadores da Petrobras, os altos custos da ind\u00fastria do petr\u00f3leo, mas essa estrutura n\u00e3o foi ampliada nos \u00faltimos anos &#8211; ao contr\u00e1rio, tem sido desmontada, para reduzir os custos. Ent\u00e3o por que os pre\u00e7os subiram?<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio Almeida, trabalhador da Refinaria Abreu e Lima (Petrobras) e coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros de Pernambuco e Para\u00edba (Sindipetro PE\/PB), elenca tr\u00eas fatores principais que afetam o pre\u00e7o do combust\u00edvel no Brasil: a paridade internacional de pre\u00e7os adotada em 2016, a redu\u00e7\u00e3o da capacidade das refinarias e um \u201ctabelamento pelo alto\u201d para favorecer as petroleiras estrangeiras. Ele considera que o g\u00e1s de cozinha poderia estar chegando ao cliente final por R$ 40, o litro da gasolina por no m\u00e1ximo R$ 4,00 e do diesel por no m\u00e1ximo R$ 3,50<\/p>\n<p><strong>Pre\u00e7os com Paridade de Importa\u00e7\u00e3o (PPI) e a dolariza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ele explica como funcionava a defini\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os antes de 2016. \u201cLevavam em conta o pre\u00e7o internacional do barril, mas s\u00f3 como par\u00e2metro. A nossa produ\u00e7\u00e3o era baseada nos nossos custos, em Real, considerando fatores como a infla\u00e7\u00e3o e o momento econ\u00f4mico do pa\u00eds. E esses pre\u00e7os eram reavaliados a cada tr\u00eas meses, com reajustes\u201d, diz Rog\u00e9rio Almeida. \u201cMas desde 2016, logo ap\u00f3s o golpe contra a presidenta Dilma [Rousseff], um dos primeiros atos de Michel Temer foi mudar a pol\u00edtica de pre\u00e7os da Petrobras\u201d, lembra o trabalhador da refinaria.<\/p>\n<p>O Sindipetro e a Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP) consideram que as petroleiras estrangeiras comp\u00f5em um dos principais grupos de interesse que estimularam o impeachment de 2016, visando conquistar mais espa\u00e7o no mercado de combust\u00edveis brasileiro. \u201cDesde o golpe o n\u00famero de importadoras atuando no Brasil cresceu 150%\u201d, destaca o sindicalista, lembrando que uma das primeiras medidas do governo de Michel Temer foi aplicar a pol\u00edtica de Pre\u00e7os com Paridade de Importa\u00e7\u00e3o (PPI). \u201cIsso fez os pre\u00e7os do combust\u00edvel comercializado no Brasil obrigatoriamente obedecer ao pre\u00e7o internacional do barril, que \u00e9\u00a0cotado em d\u00f3lar\u201d, diz Almeida.<\/p>\n<figure class=\"image\">\n<figure style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 575px; height: 383px;\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/bolsonaro-guedes(2).jpeg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"420\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O ministro da Economia, Paulo Guedes, busca manter o pre\u00e7o do D\u00f3lar elevado; e o presidente Jair Bolsonaro tem poder para mudar a pol\u00edtica de pre\u00e7os da Petrobras \/ Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m de passar a obedecer a um pre\u00e7o que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade de produ\u00e7\u00e3o nacional, que \u00e9 muito mais barata, o valor do combust\u00edvel tamb\u00e9m passar a ser afetado pela varia\u00e7\u00e3o cambial. O d\u00f3lar hoje custa R$5,20 e a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda brasileira \u00e9, em grande medida, intencional por parte do Minist\u00e9rio da Economia. O real desvalorizado beneficia o agroneg\u00f3cio, que n\u00e3o produz alimentos para consumo interno, mas carne e soja para exporta\u00e7\u00e3o e cana de a\u00e7\u00facar para biocombust\u00edvel. Por outro lado, o d\u00f3lar alto eleva os pre\u00e7os de alimentos b\u00e1sicos do consumo di\u00e1rio do brasileiro, como p\u00e3o, \u00f3leo e macarr\u00e3o.<\/p>\n<p>O trabalhador da Petrobras explica que a gigante brasileira extrai 2,6 milh\u00f5es de barris por dia e suas refinarias t\u00eam capacidade (se funcionando com carga total) para refinar diariamente 2,4 milh\u00f5es (92%), transformando em g\u00e1s de cozinha, gasolina, diesel e outros derivados. O mercado interno brasileiro consome diariamente cerca de 2 milh\u00f5es de barris (77% do total). Sobrariam 400 mil barris que n\u00e3o s\u00e3o consumidos no Brasil e poderiam ser exportados, metade sendo refinados aqui mesmo, enquanto a outra metade seriam refinados no exterior. Mas a conta n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples, porque o Brasil produz mais diesel do que precisa, portanto exporta. Enquanto produz menos g\u00e1s de cozinha (GLP) e gasolina do que consome, ent\u00e3o precisa importar.<\/p>\n<p>Mas os custos, explica o coordenador do Sindipetro, s\u00e3o muito mais baixos. \u201cA Petrobras gasta cerca de 10 d\u00f3lares (US$) para extrair um barril de petr\u00f3leo, mas no mercado internacional ele est\u00e1 cotado em US$ 72,00\u201d, diz Almeida. \u201cSe a Petrobras extrai por US$ 10, ela poderia vender para a refinaria por US$ 30 ou US$ 40. J\u00e1 \u00e9 uma boa margem de lucro. A refinaria, que tamb\u00e9m \u00e9 da Petrobras, processava o combust\u00edvel. Mas com a lei do PPI, a Petrobras \u00e9 obrigada a vender esse barril por US$ 72 para as refinarias\u201d, completa.<\/p>\n<p>Isso garante uma grande margem de lucro para a petroleira brasileira. Esse lucro n\u00e3o est\u00e1 sendo investido na pr\u00f3pria estrutura, j\u00e1 que a empresa est\u00e1 se desfazendo de seus ativos. O lucro est\u00e1 indo para os acionistas da empresa. \u201cEles est\u00e3o muito felizes, mas quem est\u00e1 pagando o pre\u00e7o \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o\u201d, resume Rog\u00e9rio Almeida, que tem pouca esperan\u00e7a de uma mudan\u00e7a no atual governo. \u201cTem que acabar com essa pol\u00edtica [de PPI]. Mas Bolsonaro n\u00e3o vai fazer essa mudan\u00e7a, porque ele \u2013 assim como Temer \u2013 est\u00e3o \u2018amarrados\u2019 a esse acordo pol\u00edtico que beneficia as empresas estrangeiras. E o povo brasileiro pagando cada vez mais caro\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Como o Estado brasileiro \u00e9 acionista majorit\u00e1rio na Petrobras, detentor de 51% das a\u00e7\u00f5es da empresa na bolsa, o presidente da Rep\u00fablica tem poder para interferir na pol\u00edtica de pre\u00e7os da petroleira. \u201cO PPI \u00e9 utilizado por pa\u00edses que n\u00e3o extraem petr\u00f3leo ou n\u00e3o t\u00eam refinarias. Eles precisam comprar de fora, importar, ent\u00e3o pagam em d\u00f3lar. Mas o Brasil n\u00e3o precisa disso. A prioridade tinha que ser abastecer seu pa\u00eds a um custo baixo\u201d, opina Rog\u00e9rio Almeida.<\/p>\n<p><strong>Diesel<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 no pre\u00e7o do diesel, 52,4% s\u00e3o dos custos da Petrobras, enquanto o imposto estadual (ICMS) corresponde a 15,9%, os impostos federais s\u00e3o 6,9%, a distribuidora e revendedora fica com 13,4% e outros 11,2% s\u00e3o do biodiesel misturado ao \u00f3leo. O custo de produ\u00e7\u00e3o da Petrobras n\u00e3o \u00e9 maior, mas o percentual correspondente \u00e0 empresa \u00e9 maior apenas porque as outras fatias s\u00e3o menores.<\/p>\n<p>Ele conta que a o custo da Petrobras para produzir diesel \u00e9 de R$ 0,90 por litro. \u201cDigamos que ela pe\u00e7a um lucro de 50% (R$ 0,45), o pre\u00e7o de repasse na refinaria seria de R$ 1,35. Esse \u00e9 o custo da Petrobras, que corresponde a 52%, ent\u00e3o o pre\u00e7o total do diesel para o cliente poderia ser abaixo de R$ 2,70. Mas o diesel est\u00e1 por R$ 4,60. Por qu\u00ea? Porque em vez de sair da refinaria por R$ 1,35, ele est\u00e1 saindo a R$ 2,15, por causa do PPI\u201d, destaca ele.<\/p>\n<figure class=\"image\">\n<figure style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 545px; height: 363px;\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/petrobras(1).jpeg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"420\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Apesar dos lucros elevados, a Petrobras n\u00e3o tem investido em ampliar sua estrutura &#8211; ao contr\u00e1rio, tem sofrido desmonte \/ Geraldo Falc\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>As refinarias<\/strong><\/p>\n<p>As refinarias nacionais, se funcionando com sua capacidade total, poderia transformar 2,4 milh\u00f5es de barris em derivados de petr\u00f3leo. Mas, segundo o trabalhador da Refinaria Abreu e Lima, nos \u00faltimos anos o Governo Federal reduziu a carga das refinarias, que est\u00e3o funcionando com 70% ou 75% de sua capacidade. \u201cFazem isso para alegar que temos pouco combust\u00edvel e assim abrir uma grande fatia de mercado para as importadoras estrangeiras\u201d, diz Almeida.<\/p>\n<p>A venda das refinarias tamb\u00e9m \u00e9 apontada um problema. O processo de privatiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 teve in\u00edcio nas refinarias do Amazonas e da Bahia, mas a Refinaria Abreu e Lima, em Suape (PE), tamb\u00e9m est\u00e1 na mira. \u201cSe venderem a Abreu e Lima, o mercado de combust\u00edveis do Nordeste vai ficar dependente do pre\u00e7o do mercado privado. Mesmo que volte um governo progressista, que mude a pol\u00edtica de pre\u00e7os, a gasolina pode at\u00e9 baixar onde as refinarias s\u00e3o da Petrobras, mas na regi\u00e3o Nordeste os pre\u00e7os ser\u00e3o estabelecidos pelo mercado privado\u201d, alerta o petroleiro.<\/p>\n<p>Ele cita ainda a privatiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 concretizada da BR Distribuidora. \u201cAntes a Petrobras poderia reduzir a margem de lucro da distribuidora, para n\u00e3o pesar no bolso do consumidor. Mas agora a BR Distribuidora n\u00e3o pertence mais a Petrobras. A prioridade \u00e9 sempre ter maior lucro. A Liquig\u00e1s, distribuidora de g\u00e1s de cozinha, tamb\u00e9m foi privatizada\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>\u201cTabelamento pelo alto\u201d<\/strong><\/p>\n<p>As importadoras, ao trazerem combust\u00edvel do exterior, pagam impostos de importa\u00e7\u00e3o, taxa portu\u00e1ria, seguros etc. \u201cA soma dessas taxas corresponde a R$0,25 por litro de gasolina. Mas a Petrobras, que n\u00e3o est\u00e1 importando, tamb\u00e9m est\u00e1 sendo obrigada a embutir esses R$0,25 no pre\u00e7o dela. \u00c9 um tabelamento pelo alto\u201d, reclama. Ao embutir o pre\u00e7o, a Petrobras passa a comercializar o combust\u00edvel no mesmo valor que as concorrentes, quando poderia vender mais barato.<\/p>\n<p>O sindicalista aponta que o pre\u00e7o sobe f\u00e1cil, mas n\u00e3o desce t\u00e3o r\u00e1pido. \u201cSe o pre\u00e7o internacional do barril subir, a gasolina sobe. Se o d\u00f3lar subir, a gasolina sobe. Se subir a taxa de importa\u00e7\u00e3o ou a portu\u00e1ria, a gasolina sobe tamb\u00e9m. Mas quando baixa o d\u00f3lar ou o barril internacional, demora para se refletir na bomba de gasolina, porque o posto comprou a gasolina semanas atr\u00e1s, pelo pre\u00e7o alto, n\u00e3o vai poder baixar o pre\u00e7o de imediato\u201d, explica.<\/p>\n<figure class=\"image\">\n<figure style=\"width: 630px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 597px; height: 397px;\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/catello-branco.jpeg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"419\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Roberto Castello Branco \u00e9 o atual presidente da Petrobras e \u00e9 alinhado aos interesses dos acionistas \/ Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>ICMS, o imposto estadual<\/strong><\/p>\n<p>Muito tem se falado sobre o imposto estadual que incide sobre o combust\u00edvel, o imposto sobre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os de transporte (ICMS), correspondente a 27,6% do pre\u00e7o da gasolina e 15,9% do que \u00e9 pago pelo diesel. \u201cEsse percentual \u00e9 o mesmo h\u00e1 mais de 10 anos\u201d, avisa o trabalhador da Petrobras. \u201cIsso \u00e9 uma fal\u00e1cia. O que aumenta \u00e9 o valor inicial da venda do barril para a refinaria. Quando mexe nesse valor, por tabela aumenta o pre\u00e7o dos impostos, que s\u00e3o percentuais\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>A fatia da Petrobras \u00e9 de 33,6% no caso da gasolina, ou um ter\u00e7o do total. O que significa que o pre\u00e7o do litro vendido pela Petrobras para a refinaria, chegar\u00e1 ao consumidor tr\u00eas vezes mais caro. \u201cSe a gasolina entra na refinaria a R$ 1,00, ela chega na bomba de gasolina para o cliente a R$ 3,00. Isso com os mesmos impostos, taxas, tudo igual a hoje. Hoje a gasolina chega \u00e0 refinaria a R$ 2,20, mas at\u00e9 o fim do ano pode chegar a R$3,00. Se isso acontecer, vai sair na bomba por R$ 9,00\u201d, alerta Rog\u00e9rio Almeida.<\/p>\n<p><strong>Consequ\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil, apesar das dimens\u00f5es continentais, d\u00e9cadas atr\u00e1s fez uma equivocada op\u00e7\u00e3o por n\u00e3o mais investir em ferrovias, mas exclusivamente em rodovias, de modo que hoje 75% das mercadorias no pa\u00eds s\u00e3o transportadas por estradas, pelos trabalhadores caminhoneiros. O que significa que o aumento do pre\u00e7o dos combust\u00edveis impacta diretamente nos pre\u00e7os dos produtos nos supermercados.<\/p>\n<p>O petroleiro alerta que a perspectiva \u00e9 de subida de pre\u00e7os at\u00e9 o fim do ano. \u201cSe preparem porque vai vir um grande aumento no pre\u00e7o do transporte p\u00fablico, al\u00e9m de toda a cadeia de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos. Afeta tudo o que consumimos. \u00c9 uma bola de neve\u201d, lamenta. \u201cIsso s\u00f3 vai mudar se atacarmos essa pol\u00edtica de pre\u00e7os da Petrobras\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<strong>Brasil de Fato de Pernambuco<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Por Vin\u00edcius Sobreira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principal motivo dos pre\u00e7os altos \u00e9 a paridade internacional, adotada em 2016 e que pode ser mudada pelo presidente Todos os brasileiros v\u00e3o ao supermercado ou que possuem um\u00a0autom\u00f3vel\u00a0t\u00eam percebido os seguidos aumentos de pre\u00e7os, tanto dos alimentos como do combust\u00edvel. Isso num momento de crise econ\u00f4mica e social, desemprego elevado e volta da fome. 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