{"id":8328,"date":"2021-08-31T12:00:12","date_gmt":"2021-08-31T15:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8328"},"modified":"2021-08-30T20:20:41","modified_gmt":"2021-08-30T23:20:41","slug":"como-a-covid-19-deve-acelerar-epidemia-de-demencia-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/como-a-covid-19-deve-acelerar-epidemia-de-demencia-no-mundo\/","title":{"rendered":"Como a Covid-19 deve acelerar epidemia de dem\u00eancia no mundo"},"content":{"rendered":"<p><em>&#8220;O que eu queria mesmo era tomar um caf\u00e9 com meus amigos, porque eu sei que ficar sozinha est\u00e1 me deixando um pouco louca. (\u2026) N\u00e3o tem ningu\u00e9m para tirar os pensamentos maus, os pensamentos confusos, da minha cabe\u00e7a. Normalmente, voc\u00ea pensa, &#8216;meu Deus, eu vou morrer&#8217;, ou, &#8216;meus netos v\u00e3o morrer se forem para a escola&#8217;. Um papo r\u00e1pido com um amigo vai fazer voc\u00ea perceber que voc\u00ea est\u00e1 falando bobagem. Mas eu n\u00e3o tenho tido isso, ent\u00e3o, as coisas est\u00e3o saindo completamente do controle.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>por\u00a0M\u00f4nica Vasconcelos<\/em><\/p>\n<p>&#8220;Tem gente que aprendeu a falar um novo idioma. Eu n\u00e3o fiz nada. Fiquei parada, olhando para as paredes. Subi as escadas e me perguntei, o que vim fazer aqui em cima?&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 dessa forma que a renomada atriz e escritora brit\u00e2nica Sheila Hancock, de 88 anos, descreve a experi\u00eancia de viver em isolamento durante a pandemia de covid-19 em entrevista \u00e0 R\u00e1dio 4 da BBC.<\/p>\n<p>Muita gente pelo mundo talvez se identifique com o depoimento de Hancock. Mas, na idade da atriz, a aus\u00eancia de contato social e de est\u00edmulos cognitivos pode ter consequ\u00eancias graves. Em alguns casos, ela \u00e9 um fator de risco para o desenvolvimento de dem\u00eancia.<\/p>\n<p>J\u00e1 existe uma epidemia de dem\u00eancia no mundo. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), h\u00e1 hoje 50 milh\u00f5es de pessoas vivendo com dem\u00eancia no planeta, e esse n\u00famero deve ultrapassar 150 milh\u00f5es em 2050.<\/p>\n<p>A triste novidade \u00e9 que a pandemia de covid-19 deve provocar um aumento nesses \u00edndices.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 BBC News Brasil, o neurologista especializado em dem\u00eancia e professor da Universidade S\u00e3o Camilo F\u00e1bio Porto descreve o impacto negativo da pandemia sobre a sa\u00fade cognitiva de seus pacientes e conta o que os estudos mais recentes nos dizem sobre o assunto.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/demania-2.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"354\" \/><figcaption><strong>&#8216;Tem gente que aprendeu a falar um novo idioma. Eu n\u00e3o fiz nada. Fiquei parada, olhando para as paredes. Subi as escadas e me perguntei, o que vim fazer aqui em cima?&#8217;, disse atriz brit\u00e2nica Sheila Hancock sobre seus dias na pandemia<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas o m\u00e9dico n\u00e3o nos traz apenas m\u00e1s not\u00edcias. Porto recomenda formas de se mitigar o problema e lembra que a pandemia nos oferece, al\u00e9m das dificuldades, uma oportunidade \u00fanica de aprender.<\/p>\n<p>E ressalta que a sociedade precisa come\u00e7ar a falar sobre a dem\u00eancia. &#8220;N\u00e3o pode mais ser tabu falar sobre esse assunto.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Impactos do isolamento na sa\u00fade neurol\u00f3gica do idoso<\/strong><\/p>\n<p>O ser humano \u00e9 um animal social, n\u00e3o foi programado para viver em isolamento. Ent\u00e3o, a obriga\u00e7\u00e3o de nos isolarmos causa grande estresse, diz F\u00e1bio Porto \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Sobre a experi\u00eancia de isolamento relatada pela atriz Sheila Hancock no in\u00edcio desta reportagem, o especialista pondera:<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que isso n\u00e3o seja ruim para o c\u00e9rebro. Quebrar o contato, n\u00e3o ter nenhum est\u00edmulo, nenhum desafio cognitivo. Isso n\u00e3o \u00e9 natural, e as consequ\u00eancias acontecem.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/demencia-3.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"354\" \/><figcaption><strong>Estudos mostram uma grande preval\u00eancia de decl\u00ednio cognitivo em quem teve covid &#8211; Foto: Science Photo Library<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Como especialista em dem\u00eancia, Porto tem podido observar de perto o impacto do isolamento sobre os mais velhos.<\/p>\n<p>&#8220;Tem sido muito amargo para os idosos. Eu trabalho com idosos. E existe uma coisa que o idoso tem em menor quantidade: s\u00e3o as reservas cognitivas.&#8221;<\/p>\n<p>Mas como assim?<\/p>\n<p>A reserva cognitiva \u00e9 como um banco de ideias, conhecimentos, saberes e afetos que acumulamos ao longo da vida. E, quanto mais acumulamos, mais temos recursos para resistir quando uma doen\u00e7a degenerativa se instala no nosso c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Isso acontece porque, a cada novo conhecimento que adquirimos, abrem-se novas sinapses, ou seja, novas liga\u00e7\u00f5es entre os neur\u00f4nios. As sinapses s\u00e3o como estradas. Quanto mais estradas, mais possibilidades de alcan\u00e7armos nosso destino.<\/p>\n<p>Por exemplo, quando uma pessoa com bom vocabul\u00e1rio n\u00e3o consegue encontrar uma palavra, substitui essa palavra por outra.<\/p>\n<p>Mas na popula\u00e7\u00e3o idosa, as reservas cognitivas s\u00e3o mais fr\u00e1geis, podem ser &#8220;gastas&#8221; muito mais rapidamente, explica Porto.<\/p>\n<p>&#8220;V\u00e1rios idosos que estavam bem, porque caminhavam, faziam fisioterapia, faziam pilates, pararam. De uma hora para outra. Frequentemente, esses pacientes descompensam do ponto de vista neuropsiqui\u00e1trico&#8221;, ele afirma.<\/p>\n<p>&#8220;O que eu mais tenho visto aqui, e eu tenho um vi\u00e9s porque eu trabalho com dem\u00eancia, s\u00e3o fam\u00edlias dizendo, olha, o meu pai, a minha m\u00e3e, estava bem at\u00e9 come\u00e7ar a pandemia. Na pandemia, comecei a ver que a mem\u00f3ria estava ruim.&#8221;<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que todos esses pacientes desenvolveram dem\u00eancia ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia, ele ressalta.<\/p>\n<p>&#8220;Ou a fam\u00edlia come\u00e7ou a ficar mais tempo junto com aquele idoso e percebeu um problema que j\u00e1 existia, ou a pessoa teve de mudar sua rotina drasticamente e deixou de fazer um monte de coisas que estimulavam a cogni\u00e7\u00e3o e promoviam a sa\u00fade.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Como a covid-19 afeta o c\u00e9rebro?<\/strong><\/p>\n<p>O isolamento social \u00e9 um efeito indireto da pandemia de covid-19, e por isso mais dif\u00edcil de avaliar. Vejamos o que dizem estudos que tentam medir o impacto direto da pandemia e do v\u00edrus sobre a sa\u00fade cognitiva da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Em quem teve covid, os estudos mostram uma grande preval\u00eancia de decl\u00ednio cognitivo&#8221;, diz Porto.<\/p>\n<p>&#8220;O dist\u00farbio cognitivo pode ser leve. A pessoa fica mais desatenta, menos motivada, mais indecisa&#8221;, continua ele. &#8220;Ou a pessoa pode apresentar dem\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/demancia-4.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"354\" \/><figcaption><strong>&#8216;V\u00e1rios idosos que estavam bem, porque caminhavam, faziam fisioterapia, faziam pilates, pararam. De uma hora para outra. Frequentemente, esses pacientes descompensam do ponto de vista neuro-psiqui\u00e1trico&#8217;, diz especialista &#8211; Foto:\u00a0Science Photo Library<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Um estudo com 236 mil pessoas que tiveram covid publicado na prestigiada revista Lancet Psychiatry em abril deste ano revelou que, no per\u00edodo de at\u00e9 seis meses ap\u00f3s serem infectadas, 12% dessas pessoas receberam, pela primeira vez, um diagn\u00f3stico de doen\u00e7a neurol\u00f3gica ou psiqui\u00e1trica.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m revela que, no mesmo per\u00edodo, 0,67% dos 236 mil pacientes estudados tiveram um diagn\u00f3stico de dem\u00eancia, embora n\u00e3o se saiba quantos desses eram diagn\u00f3sticos novos.<\/p>\n<p>Comentando esse estudo, Porto pondera: &#8220;A preval\u00eancia de dem\u00eancia nesse grupo foi de 0.67%. Esses estudos n\u00e3o selecionam por idade, mas quem tem dem\u00eancia por covid geralmente \u00e9 idoso.&#8221;<\/p>\n<p>S\u00e3o pessoas que, segundo ele, provavelmente t\u00eam menos reservas cognitivas e por isso n\u00e3o toleram muita agress\u00e3o, explica. &#8220;Um fator desencadeante, uma agress\u00e3o como a covid, \u00e9 o empurr\u00e3ozinho que faltava para a pessoa despencar.&#8221;<br \/>\nO estudo identificou ainda um importante fator de risco para a dem\u00eancia p\u00f3s-covid: a incid\u00eancia de delirium (alucina\u00e7\u00f5es) associado \u00e0 covid.<\/p>\n<p>&#8220;Esse estudo diz que, se voc\u00ea teve covid, precisou ser internado na UTI e teve delirium (que \u00e9 encefalopatia), a chance de voc\u00ea desenvolver dem\u00eancia \u00e9 quatro vezes maior.&#8221;<\/p>\n<p>De novo, lembra o m\u00e9dico, o estudo n\u00e3o discrimina por idade. &#8220;Mas quem tem delirium normalmente s\u00e3o pessoas mais velhas.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar das estat\u00edsticas preocupantes, Porto diz que em suas aulas tenta chamar a aten\u00e7\u00e3o dos alunos para a grande oportunidade que a pandemia tamb\u00e9m oferece \u00e0 ci\u00eancia:<\/p>\n<p>&#8220;Estamos aprendendo algumas coisas. Por exemplo, a pandemia vai ser uma chance \u00fanica de se entender o efeito do estresse no c\u00e9rebro&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Outro exemplo: &#8220;O coronav\u00edrus provoca uma inflama\u00e7\u00e3o que inclui o sistema nervoso central. Isso est\u00e1 implicado nas altera\u00e7\u00f5es cognitivas e de comportamento&#8221;, explica. &#8220;Pois bem, como a inflama\u00e7\u00e3o afeta o comportamento?&#8221;<\/p>\n<p>E ainda: &#8220;Qu\u00e3o delet\u00e9rio \u00e9 o isolamento social? Essa no\u00e7\u00e3o de que a reserva cerebral se esvai com mudan\u00e7as comportamentais e ambientais, n\u00e3o estava claro o quanto isso \u00e9 relevante para a cogni\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Como proteger idosos dos efeitos do isolamento?<\/strong><\/p>\n<p>Os resultados desse gigantesco experimento populacional n\u00e3o controlado criado pelo isolamento social imposto em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo ser\u00e3o compreendidos com mais clareza no futuro.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo, Porto e colegas m\u00e9dicos ressaltam que \u00e9 preciso proteger idosos e outros grupos vulner\u00e1veis dos seus efeitos negativos. E as solu\u00e7\u00f5es passam por uma mesma via: a tecnologia digital.<\/p>\n<p>&#8220;Temos de promover a inclus\u00e3o digital, a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva e o exerc\u00edcio f\u00edsico entre os idosos&#8221;, diz. &#8220;A inclus\u00e3o digital do idoso vai permitir o contato, mesmo que \u00e0 dist\u00e2ncia.&#8221;<\/p>\n<p>Garantido o acesso \u00e0 internet, \u00e9 preciso tamb\u00e9m buscar atividades em grupo que atuem sobre alguma fun\u00e7\u00e3o cognitiva.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo o que \u00e9 coletivo e estimula a cogni\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido. Bingo, jogos, filme e conversa, m\u00fasica. Estimulo cognitivo atrelado a alguma coisa que d\u00ea prazer&#8221;, diz o m\u00e9dico. &#8220;Muito provavelmente, essas s\u00e3o algumas das coisas que fizeram falta (durante o per\u00edodo de isolamento).&#8221;<\/p>\n<p>Outro ponto fundamental: fazer exerc\u00edcios. &#8220;Quem consegue fazer exerc\u00edcio via inclus\u00e3o digital ameniza o efeito delet\u00e9rio do isolamento&#8221;, diz Porto.<\/p>\n<p>E sobre esse assunto o neurologista entende bem.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/demencia-5.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"354\" \/><figcaption><strong>&#8216;Tudo o que \u00e9 coletivo e estimula a cogni\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido. Bingo, jogos, filme e conversa, m\u00fasica. Estimulo cognitivo atrelado a alguma coisa que d\u00ea prazer&#8217;, diz m\u00e9dico &#8211; Foto: Getty Images<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;A minha tese de doutorado foi sobre os efeitos do exerc\u00edcio f\u00edsico no c\u00e9rebro, sou um profundo defensor de se fazer exerc\u00edcio f\u00edsico para melhorar a fun\u00e7\u00e3o cerebral.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O exerc\u00edcio melhora o metabolismo, melhora o volume do hipocampo, que \u00e9 a regi\u00e3o da mem\u00f3ria. Melhora a sa\u00fade vascular, melhora os neurotransmissores. O exerc\u00edcio \u00e9 um rem\u00e9dio que deveria estar no arsenal terap\u00eautico de todo m\u00e9dico.&#8221;<\/p>\n<p>Ele continua: &#8220;Na minha tese, os pacientes andaram 50 minutos duas vezes na semana. Isso \u00e9 superpouco, mas j\u00e1 fez diferen\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>E nunca \u00e9 tarde demais. &#8220;Todo mundo na minha tese tinha problema de mem\u00f3ria e tinha mais de 65 anos.&#8221;<\/p>\n<p>Em tempos de pandemia, no entanto, caminhar requer aqueles cuidados adicionais. &#8220;Mas l\u00f3gico, usar m\u00e1scara, manter a dist\u00e2ncia. Usar o bom senso.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Precisamos falar sobre dem\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Essas medidas n\u00e3o proteger\u00e3o nossa sociedade do inevit\u00e1vel: a epidemia de dem\u00eancia que j\u00e1 vivemos hoje.<\/p>\n<p>F\u00e1bio Porto, que trabalha voluntariamente na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alzheimer e Outras Dem\u00eancias (ABRAz), diz que para lidarmos melhor com a dem\u00eancia, todos teremos de aprender mais sobre ela.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o que chamo de psicoeduca\u00e7\u00e3o, ou seja, como lidar de maneira n\u00e3o farmacol\u00f3gica com pessoas que t\u00eam dist\u00farbios de comportamento.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Na ABRAz, a gente promove psicoeduca\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea. Envolve estudo, muita conversa, entendimento e aceita\u00e7\u00e3o: entendimento, a coisa racional, e aceita\u00e7\u00e3o, no dom\u00ednio emocional.&#8221;<\/p>\n<p>No final dessa jornada, diz o m\u00e9dico, voc\u00ea talvez descubra algo surpreendente: &#8220;Existe qualidade de vida, mesmo com dem\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<strong>BBC News Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O que eu queria mesmo era tomar um caf\u00e9 com meus amigos, porque eu sei que ficar sozinha est\u00e1 me deixando um pouco louca. (\u2026) N\u00e3o tem ningu\u00e9m para tirar os pensamentos maus, os pensamentos confusos, da minha cabe\u00e7a. Normalmente, voc\u00ea pensa, &#8216;meu Deus, eu vou morrer&#8217;, ou, &#8216;meus netos v\u00e3o morrer se forem para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":8329,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[153],"tags":[1392,1546],"class_list":["post-8328","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-covid19","tag-demencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8328"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8330,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8328\/revisions\/8330"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}