{"id":8033,"date":"2021-07-19T09:26:50","date_gmt":"2021-07-19T12:26:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=8033"},"modified":"2021-07-19T09:26:50","modified_gmt":"2021-07-19T12:26:50","slug":"covid-19-escancara-as-vulnerabilidades-de-pessoas-em-situacao-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/covid-19-escancara-as-vulnerabilidades-de-pessoas-em-situacao-de-rua\/","title":{"rendered":"Covid-19 escancara as vulnerabilidades de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua"},"content":{"rendered":"<p><em>A pandemia da covid 19 deixou evidente o descaso do estado com a popula\u00e7\u00e3o de rua. \u00c9 preciso investimento em pol\u00edticas p\u00falblicas para superar esse descaso<\/em><\/p>\n<p>As mais de 535 mil mortes e a instaura\u00e7\u00e3o de uma CPI (Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito), que a cada dia divulga novos e fortes ind\u00edcios do descontrole do Governo Federal na gest\u00e3o da pandemia de covid-19, revelam o quanto a popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 desprotegida diante da crise sanit\u00e1ria global.<\/p>\n<p>Os mais vulner\u00e1veis s\u00e3o os que mais sofrem os impactos da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes. Este \u00e9 o caso da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 o quarto o Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua n\u00e3o estava entre os grupos priorit\u00e1rios. Foi s\u00f3 a partir da\u00ed que ela apareceu em d\u00e9cimo sexto lugar\u201d, explicou Jos\u00e9 Vanilson Torres da Silva, coordenador nacional do Movimento Nacional de Popula\u00e7\u00e3o de Rua (MNPR).<\/p>\n<p>Essa inclus\u00e3o, segundo Jos\u00e9, s\u00f3 confirma o sistem\u00e1tico apagamento social das pessoas que vivem nas ruas. \u201cA gente tem que refletir\u00a0por que essa popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em vulnerabilidade social, que dorme nas ruas, n\u00e3o tem como se proteger ou usar m\u00e1scara, sem garantia de \u00e1gua pot\u00e1vel, de seguran\u00e7a alimentar e nutricional, \u00e9 colocada em d\u00e9cimo sexto lugar?\u201d, questiona.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/moradorderuasendovacinado-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"420\" \/><figcaption><strong>Morador de rua sendo vacinado em Pernambuco I Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Por isso, desde o in\u00edcio da pandemia, j\u00e1 entre abril e maio de 2020, ele e outros grupos e movimentos sociais se articulam junto \u00e0s institui\u00e7\u00f5es para garantir que as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua tenham acesso ao b\u00e1sico diante da pandemia: serem imunizados; ou seja, n\u00e3o morrerem.<\/p>\n<p><strong>Cegueira institucional<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o das pessoas que vivem nas ruas no Brasil est\u00e1 t\u00e3o \u00e0 margem das pol\u00edticas p\u00fablicas que at\u00e9 mesmo dados b\u00e1sicos s\u00e3o desconhecidos, ou de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>Segundo Jos\u00e9, quando o governo \u00e9 questionado sobre esse \u201capag\u00e3o estat\u00edstico\u201d o argumento \u00e9\u00a0que n\u00e3o h\u00e1 metodologia eficaz para fazer um levantamento sobre o n\u00famero de pessoas que vivem nas ruas e, por consequ\u00eancia, suas necessidades.<\/p>\n<p>\u201cMas, o governo brasileiro sabe que se houver a contagem real dessa popula\u00e7\u00e3o haver\u00e1 a cobran\u00e7a de pol\u00edticas p\u00fablicas. Por exemplo, n\u00f3s n\u00e3o sabemos nem quantos de n\u00f3s foram infectados pela covid-19, quantos vieram a \u00f3bito ou foram internados\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Um sintoma dessa \u201ccegueira\u201d institucional \u00e9 que, inicialmente, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, dentro do Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o, tinha como meta vacinar 67 mil pessoas consideradas em situa\u00e7\u00e3o de rua. Mas, ap\u00f3s as press\u00f5es de movimentos populares e outras entidades, houve a revis\u00e3o dessa estimativa.<\/p>\n<p>A corre\u00e7\u00e3o dessa distor\u00e7\u00e3o teve colabora\u00e7\u00e3o fundamental do levantamento feito pelo projeto Incont\u00e1veis, do Programa Transdisciplinar Polos de Cidadania da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<p>\u201cO levantamento teve\u00a0como fonte o Cadastro \u00danico para Programas Sociais do Governo Federal, o Cad\u00danico, que est\u00e1 bastante subnotificado\u201d, explica o Prof. Dr. Andr\u00e9 Luiz Freitas Dias, coordenador do Programa Polos.<\/p>\n<p>Segundo esse estudo, atualmente, s\u00e3o cerca de 160 mil pessoas vivendo em situa\u00e7\u00e3o de rua no Brasil, ou seja, mais do que o dobro do n\u00famero considerado inicialmente pelo governo.<\/p>\n<p>\u201cMas, este n\u00famero \u00e9 subestimado, o IPEA, em mar\u00e7o de 2020, havia feito uma proje\u00e7\u00e3o, a partir de um c\u00e1lculo matem\u00e1tico de aproximadamente\u00a0221 mil em situa\u00e7\u00e3o de rua no Brasil, sendo que 30% dessas pessoas n\u00e3o estavam inclu\u00eddas no Cad\u00danico\u201d, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os dados computados tamb\u00e9m revelaram que 86% dessa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por homens e 70% por pessoas pretas ou pardas. O que, segundo o estudo, tamb\u00e9m revela o racismo estrutural da sociedade brasileira, ainda mais quando se constata a aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas sobre esta popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado dessas iniciativas, mobiliza\u00e7\u00f5es e estudos resultou na publica\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade da Nota T\u00e9cnica N\u00ba 768\/2021, que tamb\u00e9m se baseia nas informa\u00e7\u00f5es do Cad\u00danico, que determinou que 140.559 em situa\u00e7\u00e3o de rua est\u00e3o aptas a serem vacinadas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cEm nosso relat\u00f3rio est\u00e1 apontado que s\u00e3o mais de 160 mil dentro dessa situa\u00e7\u00e3o, mas eles acabaram tirando os idosos por consideraram que essa faixa j\u00e1 havia sido vacinada\u201d, explica o pesquisador sobre a diferen\u00e7a dos n\u00fameros.<\/p>\n<p>O\u00a0Brasil de Fato\u00a0procurou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para questionar sobre os dados de vacina\u00e7\u00e3o desse grupo, bem como o n\u00famero de \u00f3bitos registrados. A assessoria de imprensa do minist\u00e9rio informou que n\u00e3o possu\u00eda informa\u00e7\u00f5es sobre \u201co recorte solicitado\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, em consulta na plataforma Covid-19 Vacina\u00e7\u00e3o e Doses Aplicadas, subordinado \u00e0 pasta, consta que, at\u00e9 o fechamento desta reportagem, 65.919 doses da vacina foram aplicadas em pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua. Mas, apenas 26.211 pessoas receberam as duas ou a dose \u00fanica da vacina, o que garante imuniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso comprova que a campanha de vacina\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mais do que para o restante da popula\u00e7\u00e3o, segue a passos lentos quando se olha para a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua.<\/p>\n<p>J\u00e1 quando se olha para o n\u00famero de \u00f3bitos por covid-19\u00a0nota-se que de forma dispersa e descoordenada poucas cidades ou estados t\u00eam divulgado a identifica\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancias dentro desse grupo social, o que pode confirmar a tese de \u201ccegueira\u201d institucional ou at\u00e9 mesmo ind\u00edcios de subnotifica\u00e7\u00f5es, segundo o MNPR.<\/p>\n<p><strong>Vacina\u00e7\u00e3o: estrat\u00e9gias precisam ser aperfei\u00e7oadas<\/strong><\/p>\n<p>Para al\u00e9m do \u201capag\u00e3o estat\u00edstico\u201d, segundo Jos\u00e9, ainda existem outros desafios a serem enfrentados no cotidiano das ruas. \u201cQue s\u00e3o tanto para encontrar essa popula\u00e7\u00e3o quanto para mobiliz\u00e1-la e conscientiz\u00e1-la da import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a desinforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 outro obst\u00e1culo. \u201c\u00c9 culpa dela? N\u00e3o! \u00c9 uma aus\u00eancia hist\u00f3rica do Estado brasileiro\u201d, sentencia. Por isso, segundo o MNPR \u00e9 preciso aperfei\u00e7oar as estrat\u00e9gias para garantir a vacina\u00e7\u00e3o desse grupo.<\/p>\n<p>Segundo o m\u00e9dico infectologista e conselheiro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), no \u00e2mbito do atendimento m\u00e9dico o indicado \u00e9 priorizar as vacinas de dose \u00fanica.<\/p>\n<p>\u201cQuanto menor for o n\u00famero de doses, menor o efeito colateral. Essas pessoas, muitas vezes, n\u00e3o t\u00eam para onde ir, se estiverem sentindo algum efeito colateral da medica\u00e7\u00e3o\u201d, orientou. Por isso, quanto mais simplificado for o processo de imuniza\u00e7\u00e3o, melhor.<\/p>\n<p>Ainda segundo Marcelo, outra a\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e9 o atendimento no local em que essas pessoas tentam sobreviver. \u201cEnt\u00e3o, ao inv\u00e9s de esperar que eles venham, \u00e9 ir at\u00e9 eles. Isso tamb\u00e9m \u00e9 muito importante\u201d, explicou.<\/p>\n<p>E, enquanto as a\u00e7\u00f5es do Governo Federal n\u00e3o garantem a celeridade da vacina\u00e7\u00e3o, ou pol\u00edticas p\u00fablicas direcionadas, a participa\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil tem contribu\u00eddo para a prote\u00e7\u00e3o desse grupo durante a pandemia.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o caso da Ong Samaritano, em Recife (PE), cidade que conta com duas equipes do projeto Consult\u00f3rio na Rua, a\u00e7\u00e3o nacional que, em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), foi estruturada e passou a integrar a Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica.<\/p>\n<p>\u201cA estrat\u00e9gia de somar com a sociedade civil \u00e9 justamente por isso, aproveitar os v\u00ednculos que temos em outros territ\u00f3rios n\u00e3o cobertos pelo Consult\u00f3rio das Ruas para sensibilizar as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua para a vacina\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Rafael Ara\u00fajo, presidente da Ong Samaritano.<\/p>\n<p>Dentro dessa iniciativa, foi realizado um levantamento que identificou 90 pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua em Recife que optaram por se vacinar contra a covid-19. \u201cMas, logo na primeira rota, j\u00e1 percebemos que mesmo as pessoas que tinham dito que n\u00e3o queriam se vacinar, mudaram de ideia. Ent\u00e3o, acreditamos que, ao final da a\u00e7\u00e3o, teremos um n\u00famero superior ao da previs\u00e3o inicial\u201d, avalia.<\/p>\n<p>\u201cA pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua, mesmo resistente, quando v\u00ea algu\u00e9m que ela conhece, que ela confia, propondo essa vacina, a aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 maior. Foi isso que vimos\u201d, contou. Segundo Rafael, essa iniciativa ocorrer\u00e1 durante todo m\u00eas de julho, sempre \u00e0s ter\u00e7as-feiras, em rondas noturnas do grupo acompanhados pelos agentes municipais de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>E, por mais que essas iniciativas ajudem a contornar o preconceito e invisibiliza\u00e7\u00e3o de pessoas em situa\u00e7\u00e3o extrema de vulnerabilidade, problemas estruturais da sociedade brasileira, \u00e9 preciso construir pol\u00edticas p\u00fablicas com o objetivo de solucionar distor\u00e7\u00f5es sociais como as que levam milhares de pessoas\u00a0 a encontrarem abrigo apenas nas ruas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos em um momento de uma crise pol\u00edtica, social e econ\u00f4mica, onde mais pessoas est\u00e3o vindo para as ruas, em busca de alimentos e, tamb\u00e9m, porque j\u00e1 n\u00e3o conseguem mais pagar seus alugu\u00e9is. \u00c9 praticamente uma nova leva de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, que nunca imaginaram chegar nessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Jos\u00e9. \u201cA pandemia e os desmontes das pol\u00edticas p\u00fablicas e direitos sociais historicamente conquistados s\u00f3 escancaram essa situa\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n<p>O que \u00e9 confirmado por pesquisas desenvolvidas pelo projeto Incont\u00e1veis, da UFMG, principalmente quando se olha para a aus\u00eancia de levantamentos e dados sobre esse processo de deteriora\u00e7\u00e3o de direitos. \u201cOs dados que n\u00f3s temos na UFMG \u00e9 que, durante a pandemia, essa subnotifica\u00e7\u00e3o aumentou, hoje ela \u00e9 superior aos 30%, podendo chegar em alguns munic\u00edpios a quase 50% da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua\u201d, afirma o Prof. Dr. Andr\u00e9.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso tirar da mentalidade da sociedade que a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua \u00e9 drogada, bandida, ou fez alguma coisa que a levou para \u00e0s ruas\u2026 Enquanto a gente n\u00e3o perceber que quem est\u00e1 nas ruas \u00e9 a classe trabalhadora desse pa\u00eds, que teve seus direitos retirados, que n\u00e3o consegue mais se manter, n\u00f3s n\u00e3o vamos mudar um cent\u00edmetro do que nos \u00e9 imposto\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0<strong>Brasil de Fato<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia da covid 19 deixou evidente o descaso do estado com a popula\u00e7\u00e3o de rua. \u00c9 preciso investimento em pol\u00edticas p\u00falblicas para superar esse descaso As mais de 535 mil mortes e a instaura\u00e7\u00e3o de uma CPI (Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito), que a cada dia divulga novos e fortes ind\u00edcios do descontrole do Governo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":8034,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[1301,1392,1328],"class_list":["post-8033","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sindical","tag-coronavirus","tag-covid19","tag-pandemia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8033"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8033\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8035,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8033\/revisions\/8035"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8034"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}