{"id":6805,"date":"2020-11-30T20:39:36","date_gmt":"2020-11-30T23:39:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=6805"},"modified":"2020-11-30T20:39:36","modified_gmt":"2020-11-30T23:39:36","slug":"desemprego-bate-novo-recorde-e-supera-14-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/desemprego-bate-novo-recorde-e-supera-14-milhoes\/","title":{"rendered":"Desemprego bate novo recorde e supera 14 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><em>Em apenas um trimestre, s\u00e3o 1,3 milh\u00e3o de desempregados a mais. Para analista, flexibiliza\u00e7\u00e3o do isolamento fez mais gente procurar trabalho, pressionando o mercado<\/em><\/p>\n<p>A taxa de desemprego bateu novo recorde e atingiu 14,6% no trimestre encerrado em setembro, segundo o IBGE. Foi o maior \u00edndice da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. Corresponde a uma estimativa de 14,092 milh\u00f5es de desempregados, 1,302 milh\u00e3o a mais em apenas tr\u00eas meses, crescimento de 10,2%. Em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2019, a alta foi de 12,6% (acr\u00e9scimo de 1,577 milh\u00e3o). A taxa de desemprego \u00e9 maior para mulheres (16,8%) do que para os homens (12,8%).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o n\u00famero de ocupados chegou ao menor n\u00edvel da s\u00e9rie. S\u00e3o 82,464 milh\u00f5es, queda de 1,1% no trimestre (menos 880 mil) e de 12,1% ante igual per\u00edodo do ano passado (menos 11,3 milh\u00f5es). O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m o menor, caiu a 47,1%. A taxa de\u00a0informalidade\u00a0\u00e9 de 38,4%: 31,6 milh\u00f5es de trabalhadores informais no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Press\u00e3o sobre o mercado<\/strong><\/p>\n<p>O desemprego cresceu em 10 unidades da federa\u00e7\u00e3o e ficou est\u00e1vel nos demais. Para a analista do\u00a0IBGE\u00a0da Adriana Beringuy, esse aumento que leva o desemprego a novo recorde reflete certa flexibiliza\u00e7\u00e3o das medidas de isolamento contra a pandemia. Isso fez com que mais pessoas sa\u00edssem a procura de trabalho.<\/p>\n<p>Previs\u00edvel esperar resultados ainda piores no in\u00edcio de 2021. Analistas lembram que o fim do aux\u00edlio emergencial dever\u00e1 levar mais pessoas a procurar trabalho.<\/p>\n<p><strong>Exclus\u00e3o e desalento<\/strong><\/p>\n<p>A chamada subutiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra \u2013 que inclui quem gostaria de trabalhar mais \u2013 inclui 33,2 milh\u00f5es de pessoas. S\u00e3o 1,2 milh\u00e3o a mais no trimestre (alta de 3,9%) e 5,7 milh\u00f5es em 12 meses (20,9%). A taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 de 30,3%, outro recorde.<\/p>\n<p>Enquanto a popula\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho ficou em 96,556 milh\u00f5es (est\u00e1vel no trimestre e com queda de 9,2% em 12 meses), a popula\u00e7\u00e3o fora somou 78,565 milh\u00f5es. Alta de 1% em tr\u00eas meses (785 mil) e de 21,2% ante 2019: 13,7 milh\u00f5es de exclu\u00eddos a mais.<\/p>\n<p>Outro recorde \u00e9 o do n\u00famero de desalentados: 5,9 milh\u00f5es. O crescimento sobre o trimestre anterior foi de 3,2% (183 mil). Em um ano, alta de 24,7%, ou mais 1,2 milh\u00e3o de desalentados. Eles representam 5,7% da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Com e sem carteira<\/strong><\/p>\n<p>Estimado em 29,366 milh\u00f5es, o n\u00famero de empregados com carteira assinada no setor privado caiu 2,6% no trimestre: menos 788 mil. Em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2019, a retra\u00e7\u00e3o foi de 11,2%, ou menos 3,7 milh\u00f5es de pessoas com registro.<br \/>\nOs dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, do IBGE, n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis aos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que \u00e9 divulgado pelo Minist\u00e9rio da Economia. Ontem, os resultados do \u201cnovo\u201d Caged mostraram expans\u00e3o do emprego com carteira em setembro, o suficiente para o governo trombetear uma recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de desempregados sem carteira soma 9,013 milh\u00f5es. Houve crescimento de 4,3% no trimestre (mais 374 mil) e queda de 23,9% (menos 2,8 milh\u00f5es) na compara\u00e7\u00e3o com 2019.<\/p>\n<p>Entre os setores, apenas agricultura e constru\u00e7\u00e3o registraram crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o no trimestre. Na compara\u00e7\u00e3o com setembro de 2019, quase todos ca\u00edram.<\/p>\n<p><strong>Menos R$ 10,6 bi na economia<\/strong><\/p>\n<p>Por sua vez, o n\u00famero de\u00a0trabalhadores por conta pr\u00f3pria\u00a0(21,783 milh\u00f5es) teve pequena varia\u00e7\u00e3o no trimestre (0,6%), com acr\u00e9scimo de 119 mil. Em 12 meses, cai 10,8% (menos 2,6 milh\u00f5es). E os trabalhadores dom\u00e9sticos somam 4,612 milh\u00f5es, quedas de 2,2% (menos 102 mil) no trimestre e de 26,5% (menos 1,7 milh\u00e3o) em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/p>\n<p>Estimado em R$ 2.554, o rendimento m\u00e9dio ficou est\u00e1vel no trimestre e cresceu 8,3% em 12 meses. A massa de rendimentos, de R$ 205,305 bilh\u00f5es, tamb\u00e9m ficou est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior. E caiu 4,9% em um ano, o que significa menos R$ 10,6 bilh\u00f5es na economia.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Brasil Atual &#8211;\u00a0<strong>RBA<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>por\u00a0Vitor Nuzzi<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em apenas um trimestre, s\u00e3o 1,3 milh\u00e3o de desempregados a mais. Para analista, flexibiliza\u00e7\u00e3o do isolamento fez mais gente procurar trabalho, pressionando o mercado A taxa de desemprego bateu novo recorde e atingiu 14,6% no trimestre encerrado em setembro, segundo o IBGE. Foi o maior \u00edndice da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. 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