{"id":6782,"date":"2020-11-25T16:06:51","date_gmt":"2020-11-25T19:06:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=6782"},"modified":"2020-11-25T16:06:51","modified_gmt":"2020-11-25T19:06:51","slug":"ex-moradora-de-rua-ganhei-uma-bolsa-de-doutorado-na-inglaterra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/ex-moradora-de-rua-ganhei-uma-bolsa-de-doutorado-na-inglaterra\/","title":{"rendered":"\u201cEx-moradora de rua, ganhei uma bolsa de doutorado na Inglaterra\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quando Clarice Fortunato perdeu o pai misteriosamente, aos 5 anos, sua m\u00e3e colocou os outros filhos para ado\u00e7\u00e3o e foi viver com ela nas ruas. Sem ter o que comer, vagaram at\u00e9 a m\u00e3e ficar cega e, depois, morrer em seus bra\u00e7os. Fugindo do cunhado assediador, ela conseguiu um emprego de dom\u00e9stica, mas nunca desistiu de estudar. Aos 25, enfim terminou o col\u00e9gio e entrou para a faculdade de letras. Sempre dividindo a vida acad\u00eamica com o trabalho em casa de fam\u00edlia, formou-se depois de sete anos e j\u00e1 emendou o mestrado. Em seguida, conseguiu uma bolsa de doutorado na Inglaterra e transformou em livro a tese em que conta sua hist\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Nasci em uma fazenda muito simples, em Terra Rica, no Paran\u00e1. N\u00e3o t\u00ednhamos eletricidade, a \u00e1gua era de tanque e o banheiro, um vaso coletivo de madeira instalado num quartinho fora da casa. Meu pai trabalhava para o dono da terra, como os outros moradores de l\u00e1. Nascido em Vit\u00f3ria da Conquista, na Bahia, veio para o Sul fugido com minha m\u00e3e. Quando eu tinha 5 anos, ele foi at\u00e9 a cidade e n\u00e3o voltou mais. Como era normal ficar l\u00e1 at\u00e9 uma semana, n\u00e3o nos preocupamos. S\u00f3 percebemos que tinha acontecido algo quando encontramos suas roupas e o rel\u00f3gio que ele nunca tirava escondidos perto de um rio. Muito apegada a ele, passei a ter um sonho recorrente em que ele sa\u00eda de um po\u00e7o desativado que havia perto de casa e me dava uma flor. Duas, talvez tr\u00eas noites seguidas, levantei no meio da noite e corri em dire\u00e7\u00e3o ao po\u00e7o acreditando que o encontraria.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-2\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\"><\/div>\n<p>Impressionada, minha m\u00e3e foi at\u00e9 a delegacia e fez a den\u00fancia. Os policiais foram l\u00e1 e conversaram com os fazendeiros. Na sa\u00edda, nos avisaram que n\u00e3o come\u00e7ariam as buscas naquele dia porque n\u00e3o haviam levado o material necess\u00e1rio. No outro dia, o patr\u00e3o mandou aterrar o tanque. Minha m\u00e3e foi pedir explica\u00e7\u00e3o e fomos expulsos da fazenda.<br \/>\nMeu irm\u00e3o mais velho j\u00e1 tinha sa\u00eddo de casa, mas ainda \u00e9ramos 13, al\u00e9m de minha m\u00e3e, vivendo ali. Sem ter o que fazer, ela foi ent\u00e3o doando os filhos. Tr\u00eas das mulheres se juntaram com homens que mal conheciam, os outros foram deixados pelo caminho. Na casa de um padrinho, de um amigo, de qualquer um que pudesse cri\u00e1-los. S\u00f3 sobrei eu a seu lado, e nos mudamos para a regi\u00e3o urbana de Terra Rica, onde ela imaginava arrumar um emprego e um lugar para viver. Nos hospedamos na casa de uma irm\u00e3 minha que j\u00e1 estava na cidade e, em poucos dias, minha m\u00e3e come\u00e7ou a namorar. Dias depois, fomos morar juntos, os tr\u00eas. Mas, como ele bebia muito e n\u00e3o trabalhava e ela tamb\u00e9m n\u00e3o conseguia emprego porque n\u00e3o tinha profiss\u00e3o, em um m\u00eas fomos despejados.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou ent\u00e3o minha vida na rua. Tinha medo de tudo. De ser estuprada, roubada, de acontecer algo com minha m\u00e3e. Passava as noites acordada. De dia, andava de uma cidade para outra. Comia o que me davam e bebia \u00e1gua das po\u00e7as. Quando pass\u00e1vamos por algum rio, aproveit\u00e1vamos para tomar banho e lavar roupa. Muitas vezes, ficava com a vista preta e desmaiava de fome e sede.<\/p>\n<p>Em uma tarde, encontramos uma ch\u00e1cara e resolvemos ficar por l\u00e1. Meu padrasto dizia que iria sair para procurar emprego, mas n\u00e3o fazia nada al\u00e9m de beber. Cansada de reclamar, minha m\u00e3e um dia brigou feio com ele e levou um soco no olho. Com a confus\u00e3o, fomos expulsos novamente. A caminhada daquele dia foi diferente. Ao longo da estrada, a vista dela foi ficando opaca, opaca e, poucos dias depois, ela estava cega. A vida de cidade em cidade n\u00e3o mudou. S\u00f3 que, a partir daquele momento, eu tinha que pux\u00e1-la pelo bra\u00e7o durante nossas andan\u00e7as.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-3\" class=\"adv adv-article halfpage\" data-advertising=\"0\"><\/div>\n<blockquote class=\"text-highlight\"><p>\u201cAo longo da estrada, a vista da minha m\u00e3e foi ficando opaca e, dias depois, ela estava cega\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Est\u00e1vamos em Nova Londrina quando uma assistente social nos procurou avisando que havia vagado uma casa da prefeitura e seria destinada a n\u00f3s. Essa mesma mulher tinha conseguido tamb\u00e9m um m\u00e9dico para a minha m\u00e3e em Curitiba, e ela teria que ficar l\u00e1 por tempo indeterminado para tentar reverter o problema da vis\u00e3o. Antes de viajar, recebemos em casa uma fam\u00edlia que nos mandava alimentos e roupas. Achava que tinha ido se despedir, mas escutei a conversa que revelava o motivo da visita: minha ado\u00e7\u00e3o. Entrei em desespero. Aos solu\u00e7os, agarrei minha m\u00e3e e disse que n\u00e3o ia. Eles me puxaram, tentaram me soltar, mas n\u00e3o conseguiram. A\u00ed desistiram de me levar.<\/p>\n<p>Fomos ent\u00e3o viver em um albergue em Curitiba para minha m\u00e3e fazer o tratamento, e meu padrasto ficou em Londrina. Parede com parede a um hosp\u00edcio, o lugar em que ficamos era horroroso. Escutava gritos a noite inteira, vivia enfestada de piolho. At\u00e9 que, uma vez, cansadas de esperar pelo atendimento no hospital, que estava atrasado, sa\u00edmos para andar um pouco e fomos longe o suficiente para n\u00e3o achar o caminho de volta. S\u00f3 retornamos ao albergue quando nos encontraram, dormindo na rua, um m\u00eas depois.<\/p>\n<p>Ficamos pouco tempo em Curitiba. O tratamento da minha m\u00e3e n\u00e3o estava andando e ela, com saudade do meu padrasto, decidiu regressar a Londrina. De volta ao que cham\u00e1vamos de casa, dorm\u00edamos os tr\u00eas na mesma cama. N\u00e3o foram poucas as vezes em que acordei com os dois fazendo sexo ao meu lado e que ele passou a m\u00e3o em mim enquanto dormia, achando ser minha m\u00e3e. Mas preferia focar no que interessava, estava prestes a realizar meu grande sonho: entrar para a escola.<\/p>\n<p>Antes, no entanto, precisava me registrar. O dia do meu anivers\u00e1rio minha m\u00e3e lembrava: 6 de mar\u00e7o. O ano, a gente calculou mais ou menos. Assim, aos 10 anos, tirei minha certid\u00e3o de nascimento e me matriculei no col\u00e9gio. Minha vizinha, que j\u00e1 ia \u00e0 escola, me doou um uniforme que n\u00e3o lhe servia mais e eu peguei peda\u00e7os de caderno, livros e uma escova de dente no lix\u00e3o para come\u00e7ar a rotina de estudante. Estava morrendo de felicidade.<\/p>\n<p>Mas minha alegria durou pouco. Minha irm\u00e3 ficou sabendo que nossa m\u00e3e havia sido aposentada por invalidez e passado a receber um dinheirinho mensal, foi nos buscar e eu parei de frequentar o col\u00e9gio. Pouco depois, meu irm\u00e3o foi nos visitar e, assustado com a mis\u00e9ria em que viv\u00edamos, levou todo mundo para Pinheiral, em Santa Catarina, onde morava. Acontece que a nova cidade era muito fria e a gente n\u00e3o tinha roupa suficiente para se aquecer. Minha m\u00e3e ent\u00e3o ficou entrevada e come\u00e7ou a ter v\u00e1rias doen\u00e7as decorrentes dessa paralisa\u00e7\u00e3o, da cegueira, da desnutri\u00e7\u00e3o. Eu dava banho, comida, levava ela no colo para cima e para baixo. At\u00e9 o dia em que, depois de ter amanhecido esperan\u00e7osa, ela estava almo\u00e7ando e, na segunda colherada, tombou morta no meu colo.<\/p>\n<p>Passei dois dias em choque, sem saber o que faria da vida. Mas, sem tempo para lamenta\u00e7\u00f5es e louca para sair daquele lugar, em que minha irm\u00e3 tentava me vender para homens e meu cunhado me assediava, comecei a trabalhar como dom\u00e9stica. Quando finalmente encontrei uma boa fam\u00edlia e me adaptei ao emprego, pedi que eles me adotassem para eu n\u00e3o precisar mais viver com a minha irm\u00e3. Eles concordaram em assinar um termo de responsabilidade, mas explicaram que eu n\u00e3o seria filha deles. N\u00e3o tinha direito a nada e deveria continuar trabalhando. E pararam de me pagar. Eu cozinhava, lavava, passava, cuidava dos tr\u00eas filhos deles (o maior tinha dois ou tr\u00eas anos menos que eu) e n\u00e3o recebia nada.<\/p>\n<p>At\u00e9 que comecei a sentir vergonha de estudar de dia porque era muito mais velha do que os outros alunos. J\u00e1 tinha 19 anos e ainda estava terminando o ensino fundamental. Consegui ent\u00e3o um emprego em uma sapataria para pagar minhas despesas e fui morar com uma amiga. Como n\u00e3o tinha boas roupas nem amigos com quem conversar, minha rotina na escola era da sala de aula para a biblioteca. At\u00e9 que, em um dia de prova, um menino que sentava atr\u00e1s de mim me chamou para pedir cola. S\u00f3 escutei o grito da professora: \u2018Essa negra n\u00e3o vai virar para a frente, n\u00e3o?\u2019. Fui at\u00e9 a dire\u00e7\u00e3o solu\u00e7ando, e me disseram que n\u00e3o podiam fazer nada. Ali eu n\u00e3o ficava mais, mas para continuar a estudar tinha que sair da cidade. De novo.<\/p>\n<p>Fiquei sabendo ent\u00e3o de uma vaga em Florian\u00f3polis, onde poderia voltar para a escola. A dona da casa me pagava um sal\u00e1rio m\u00ednimo, eu limpava tudo, passava roupa e cozinhava algumas vezes. Ela trabalhava na universidade federal e me incentivava muito a estudar. Trazia livros de vestibular, conversava comigo&#8230; Me apresentou o universo da academia. Faltava um semestre para eu terminar o 3\u00ba ano quando, sem tempo de me preparar para o vestibular, fiquei sabendo que minha antiga escola havia afastado a tal professora racista por problemas de sa\u00fade. Pedi demiss\u00e3o e voltei para l\u00e1. J\u00e1 tinha 25 anos na \u00e9poca. Instalada na casa de uma amiga, finalmente podia estudar a tarde inteira e passei um m\u00eas me preparando para o vestibular. Prestei para as universidades estadual e federal, biblioteconomia e letras\/portugu\u00eas, e passei. Nas duas.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da faculdade n\u00e3o foi f\u00e1cil. Estudava com gente que havia feito cursinho, que era sustentada pelos pais, enquanto eu tinha que trabalhar como dom\u00e9stica at\u00e9 as 17h e correr para chegar \u00e0 aula, que come\u00e7ava \u00e0s 18h30. Estudava at\u00e9 as 22h30 e no outro dia tinha que acordar \u00e0s 6h para colocar o caf\u00e9 da manh\u00e3 da fam\u00edlia na mesa. Ficava exausta. N\u00e3o tinha tempo de ler os textos nem dinheiro para encontrar os colegas na cantina, na hora do intervalo. Minha vida social era zero, e ningu\u00e9m da turma sabia o que eu fazia.<\/p>\n<p>J\u00e1 no fim do curso, conheci uma fam\u00edlia que pagava muito bem para eu trabalhar como bab\u00e1 de sexta \u00e0 tarde at\u00e9 segunda de manh\u00e3. S\u00f3 a\u00ed consegui estudar direito. Depois de formada, sete anos ap\u00f3s come\u00e7ar a faculdade, emendei um mestrado em literatura e virei assistente pessoal do meu patr\u00e3o, que era m\u00e9dico. Pagava contas, fazia compras, tinha cart\u00e3o e acesso \u00e0s senhas de banco. Fiquei dez anos prestando servi\u00e7os ali. Eles eram \u00f3timos comigo, mas aquele ainda n\u00e3o era o trabalho que eu queria.<\/p>\n<p>Tirei esfor\u00e7os de onde n\u00e3o tinha para tentar a bolsa no doutorado, e consegui. Estava com 39 anos e, pela primeira vez, me sentia liberta. Recebia para fazer o que gostava, n\u00e3o precisava pedir favor a ningu\u00e9m. E me permiti sonhar um pouco mais alto. Queria fazer parte do curso no exterior e comecei a me movimentar para isso. Muito rapidamente fiz as disciplinas que precisava para me candidatar \u00e0 vaga, prestei os exames e l\u00e1 estava eu, de malas prontas para viver em Exeter, cidade medieval linda, no sudoeste da Inglaterra. O ano era 2015.<\/p>\n<p>Morava em um lugar lindo, tinha amigos, estava exatamente onde gostaria de estar. Mas, assustada com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Brasil, me vi imersa em discuss\u00f5es inflamadas nas redes sociais e achei que deveria me recolher. \u00c0quele sil\u00eancio juntou-se o das f\u00e9rias, da escola vazia, dos colegas em viagens. Pensei ent\u00e3o no privil\u00e9gio de estar l\u00e1, enquanto as pessoas aqui estavam sofrendo com a crise, e na relev\u00e2ncia do meu trabalho. O que vou retornar pra sociedade de importante? Eu, uma mulher negra, eu que passei pelas ruas, eu que fui violentada de v\u00e1rias maneiras, que fui esquecida ou infernizada pelo estado, vou fazer mais do mesmo?<\/p>\n<p>Era uma tarde muito fria quando vozes me mandando escrever minha hist\u00f3ria come\u00e7aram a me atormentar. N\u00e3o havia o que eu fizesse, elas martelavam minha cabe\u00e7a. Atormentada, me agasalhei e fui para a rua. L\u00e1 fora, correndo como louca, n\u00e3o ouvia nada. O frio me venceu e eu voltei para casa. Elas come\u00e7aram de novo, achei que estava enlouquecendo. S\u00f3 pararam quando acatei o pedido. Em dois dias, j\u00e1 tinha tomado todas as provid\u00eancias para mudar o tema da minha tese: em vez de avaliar Gabriela Cravo e Canela, hist\u00f3ria de Jorge Amado, contaria a minha em forma de romance. A tese virou a obra Da Vida nas Ruas ao Teto dos Livros (editora Pallas, 120 p\u00e1gs.), e eu, literalmente, a autora do meu pr\u00f3prio destino.\u201d<\/p>\n<p>Por CLARICE FORTUNATO EM DEPOIMENTO A ROBERTA MALTA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Clarice Fortunato perdeu o pai misteriosamente, aos 5 anos, sua m\u00e3e colocou os outros filhos para ado\u00e7\u00e3o e foi viver com ela nas ruas. Sem ter o que comer, vagaram at\u00e9 a m\u00e3e ficar cega e, depois, morrer em seus bra\u00e7os. Fugindo do cunhado assediador, ela conseguiu um emprego de dom\u00e9stica, mas nunca desistiu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6783,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[101,1473,1474],"class_list":["post-6782","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-educacao","tag-moradora-de-rua","tag-superacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6782"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6782\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6784,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6782\/revisions\/6784"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}