{"id":6592,"date":"2020-11-03T22:21:16","date_gmt":"2020-11-04T01:21:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=6592"},"modified":"2020-11-03T22:21:16","modified_gmt":"2020-11-04T01:21:16","slug":"cientistas-derrubam-mitos-e-mentiras-sobre-a-seguranca-da-vacina-da-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/cientistas-derrubam-mitos-e-mentiras-sobre-a-seguranca-da-vacina-da-covid-19\/","title":{"rendered":"Cientistas derrubam mitos e mentiras sobre a seguran\u00e7a da vacina da covid-19"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Na terceira fase de testes, imunizantes sofrem com politiza\u00e7\u00e3o do debate, que resulta em inseguran\u00e7as e mentiras, como as quest\u00f5es sobre efic\u00e1cia e nacionalidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Vacinas em desenvolvimento contra covid-19 s\u00e3o assunto crescente no debate p\u00fablico. Com a urg\u00eancia de uma resposta contra o novo coronav\u00edrus, somada \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/politica\/2020\/10\/procura-outro-para-pagar-a-sua-vacina-diz-bolsonaro-a-doria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>politiza\u00e7\u00e3o do medicamento<\/strong><\/u><\/a>\u00a0no Brasil, inseguran\u00e7as, incertezas e at\u00e9 mentiras est\u00e3o presentes na discuss\u00e3o. A vacina contra covid-19 ser\u00e1 segura? Os pesquisadores est\u00e3o pulando etapas e acelerando os testes? A nacionalidade interfere na efic\u00e1cia do imunizante? Ela ser\u00e1 obrigat\u00f3ria?<\/p>\n<p>A partir de diversos questionamentos, a\u00a0RBA\u00a0conversou com especialistas para desmistificar e esclarecer pontos importantes sobre a busca pela vacina. Atualmente, 11 imunizantes est\u00e3o na terceira fase de testes \u2013 a \u00faltima antes da regulamenta\u00e7\u00e3o para comercializa\u00e7\u00e3o. Elas se baseiam em v\u00e1rias abordagens diferentes: ativa, inativada, DNA, RNA\/mRNA, vetores virais e subunidades proteicas.<\/p>\n<p>Duas est\u00e3o mais avan\u00e7adas:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/08\/instituto-butantan-vacina-covid\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>CoronaVac<\/strong><\/u><\/a>, da farmac\u00eautica chinesa Sinovac Biotech, e ChAdOx1 nCoV-19, pesquisada pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A primeira, feita com o v\u00edrus inativo, possui resultados iniciais que demonstram seguran\u00e7a e efic\u00e1cia. J\u00e1 a segunda \u00e9 uma vacina vetorial viral, que j\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/07\/vacinas-contra-covid-19-apresentam-resultados-preliminares-seguros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>mostrou uma forte resposta imune<\/strong><\/u><\/a>, produzindo anticorpos e respostas de c\u00e9lulas T em volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Recentemente, o presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro, afirmou que a vacina mais r\u00e1pida at\u00e9 hoje levou quatro anos entre o desenvolvimento das pesquisas e o processo de aprova\u00e7\u00e3o. Diante disso, h\u00e1 quem se preocupe com a redu\u00e7\u00e3o do tempo dos testes da fase tr\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Vacina em menos de quatro anos?<\/strong><\/p>\n<p>A diretora da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm) Mayra Moura afirma que o tempo de desenvolvimento n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o direta com a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/10\/anvisa-bolosnaro-decisao-vacina-ciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>qualidade da vacina<\/strong><\/u><\/a>. Mestre em Tecnologia de Imunobiol\u00f3gicos por Bio-Manguinhos\/Fiocruz, ela explica que nenhum outro medicamento utilizou tantos recurso tecnol\u00f3gicos e investimentos financeiros, quanto os estudos sobre a vacina contra covid-19.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o existe um tempo m\u00ednimo para o desenvolvimento da vacina, colocar um tempo m\u00ednimo n\u00e3o \u00e9 uma verdade. Essa \u00e9 uma realidade nunca vivida. Tem muito dinheiro envolvido, isso acelera o desenvolvimento do medicamento. A ind\u00fastria farmac\u00eautica n\u00e3o faz v\u00e1rios investimentos por conta dos riscos, por\u00e9m, para a vacina de covid-19, eles est\u00e3o investindo tudo para alcan\u00e7ar logo a cura\u201d, explica \u00e0\u00a0RBA.<\/p>\n<p>Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Medicina da USP e ex-presidente da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), explica que o tempo de produ\u00e7\u00e3o e estudos da vacina foi otimizado, gra\u00e7as \u00e0s pesquisas antes realizadas contra outro v\u00edrus da mesma fam\u00edlia: o SARS-CoV-1.<\/p>\n<p>Ele defende a necessidade de mais tempo de testes para a fase tr\u00eas, o que daria a capacidade de entender o tempo de imuniza\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o de anticorpos, entre outros dados, mas lembra que o mundo vive num per\u00edodo at\u00edpico por conta da pandemia. \u201cN\u00e3o foi um estudo que saiu do zero. Em tr\u00eas ou quatro meses, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel saber da seguran\u00e7a e efeitos do medicamento. N\u00e3o houve atropelo de conhecimento, estamos em pandemia e n\u00e3o d\u00e1 para demorar muito tamb\u00e9m\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Vacina contra covid-19 ser\u00e1 segura?<\/strong><\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Luciano Pamplona, especializado em Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica e professor do Departamento de Sa\u00fade Comunit\u00e1ria da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), acrescenta que as vacinas em desenvolvimento n\u00e3o est\u00e3o prontas, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 precipitada.<\/p>\n<p>\u201cEstamos numa pandemia que mata milh\u00f5es de pessoas no mundo todo e uma vacina que, em est\u00e1gio dois, n\u00e3o causou efeitos graves colaterais. Ent\u00e3o, ventila-se que, ap\u00f3s seis meses de testes e continuar sem efeito grave, v\u00e3o liberar para a utiliza\u00e7\u00e3o. Isso j\u00e1 ocorreu com o ebola, que teve a vacina liberada na \u00c1frica, ap\u00f3s quatro meses\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Para a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/08\/vacina-covid-19-acesso-universal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>disponibiliza\u00e7\u00e3o de uma vacina<\/strong><\/u><\/a>\u00a0\u00e9 recomendado, segundo especialistas, que as pesquisas de fase tr\u00eas demorem entre um a dois anos, para entender os efeitos colaterais e se os anticorpos se mant\u00e9m nos volunt\u00e1rios. Por\u00e9m, no cen\u00e1rio atual, o imunizante para covid-19 pode ser aprovado com seis a oito meses de testes.<\/p>\n<p>Os especialistas dizem que a seguran\u00e7a do medicamento se resume \u00e0 supervis\u00e3o e transpar\u00eancia. Eles explicam que os efeitos graves s\u00e3o registrados logo nos primeiros meses dos testes e acrescentam que, ap\u00f3s a comercializa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma extensa vigil\u00e2ncia que acompanha se h\u00e1 sinais precoces de eventos adversos.<\/p>\n<p>Mayra lembra que todo medicamento, com os ensaios cl\u00ednicos finalizados, n\u00e3o possuem 100% de seguran\u00e7a e apresentam contraindica\u00e7\u00f5es. Entretanto, apesar da possibilidade de riscos, como em qualquer outro rem\u00e9dio, n\u00e3o h\u00e1 probabilidade da vacina para covid-19, quando aprovada, apresentar riscos.<\/p>\n<p><strong>Monitoramento permanente<\/strong><\/p>\n<p>Luciano Pamplona diz ainda que a Anvisa n\u00e3o permitir\u00e1 a venda do imunizante se houver chances de colocar a popula\u00e7\u00e3o em risco. \u201cSe liberar \u00e9 porque tem seguran\u00e7a. Isso significa que 99% das pessoas n\u00e3o ter\u00e3o nenhum efeito colateral, o outro 1% s\u00f3 aparece ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o em milh\u00f5es de pessoas. Toda vacina tem efeito adverso, mas a gente s\u00f3 conhece o percentual quando \u00e9 aplicado em massa\u201d, explica.<\/p>\n<p>A diretora do SBIm lembra que no Brasil, desde 2009, h\u00e1 uma legisla\u00e7\u00e3o para que todo produtor de medicamento monitore permanentemente seus produtos. \u201cPor mais que os ensaios cl\u00ednicos sejam robustos, que representem estatisticamente a popula\u00e7\u00e3o geral, n\u00e3o tem como garantir 100% de seguran\u00e7a, nem mesmo para uma aspirina\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Outro ponto que levou desconfian\u00e7a para a popula\u00e7\u00e3o foi a morte do volunt\u00e1rio brasileiro que participava dos testes cl\u00ednicos da vacina desenvolvida pela Universidade Oxford. Entretanto, os especialistas lembram que o m\u00e9dico morreu por complica\u00e7\u00f5es de covid-19 e n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o est\u00fadio cl\u00ednico.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 estudo cl\u00ednico em que as pessoas, que fazem parte do estudo, morrem. Por\u00e9m, se ocorre durante o estudo, a culpa cai sobre a vacina. Ele atuava na linha de frente do combate ao v\u00edrus. A vacina n\u00e3o tem a ver com isso, porque ele tomou placebo. Por\u00e9m, come\u00e7ou o burburinho, que s\u00f3 ganhou holofote pela import\u00e2ncia do estudo\u201d, relata Mayra.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ncst.org.br\/images_news\/Image\/doria-vacina-1024x643.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"396\" \/><figcaption><strong>Diante do embate pol\u00edtico entre Bolsonaro e o governador de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria (PSDB), vacina pode cair em descredibilidade (Foto: Governo de S\u00e3o Paulo)<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Nacionalidade e credibilidade<\/strong><\/p>\n<p>Os tr\u00eas especialistas ouvidos pela reportagem da\u00a0RBA\u00a0s\u00e3o enf\u00e1ticos: a nacionalidade de um medicamento n\u00e3o interfere na efic\u00e1cia e seguran\u00e7a do estudo. Entretanto, o imunizante em desenvolvimento pela chinesa Sinovac passou por desconfian\u00e7a, ap\u00f3s Bolsonaro critic\u00e1-lo com base no pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p>Mayra lembra que a vacina da Oxford tem insumos chineses, mas nem por isso \u00e9 criticada. \u201cEnt\u00e3o, n\u00e3o. A nacionalidade n\u00e3o interfere, porque existem regras para o mundo inteiro sobre desenvolvimento de medicamentos.\u201d<\/p>\n<p>Levantamento feito pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/business\/2020\/10\/23\/sob-bolsonaro-a-china-virou-o-maior-exportador-de-medicamentos-para-o-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>CNN Brasil<\/strong><\/u><\/a>\u00a0mostra que, nos nove primeiros meses de 2020, o Brasil aumentou em 84,4% a compra de medicamentos da China em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Al\u00e9m disso, o diretor-presidente da Anvisa, Ant\u00f4nio Barra Torres,\u00a0j\u00e1 disse que entidade priorizar\u00e1 a qualidade, efic\u00e1cia e seguran\u00e7a do imunizante,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/10\/oms-anvisa-vacina-covid-19-ciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>\u201csem olhar para o pa\u00eds fabricante\u201d<\/strong><\/u><\/a>.<\/p>\n<p>Um ponto que traz credibilidade para a produ\u00e7\u00e3o das vacinas para covid-19 s\u00e3o os centros de pesquisas do Brasil. O imunizante da Sinovac \u00e9 produzido pelo Instituto Butantan, enquanto o medicamento da Astrazeneca, pela Bio-Manguinhos\/Fiocruz.<\/p>\n<p>\u201cOs hist\u00f3ricos das institui\u00e7\u00f5es trazem confiabilidade na produ\u00e7\u00e3o. A gente tem grandes centros de pesquisa no Brasil, \u00f3rg\u00e3os que n\u00e3o tiveram uma implica\u00e7\u00e3o sobre equ\u00edvocos\u201d, diz Luciano Pamplona, que ironiza um poss\u00edvel boicote \u00e0 China. \u201cQuem descobriu a p\u00f3lvora foram os chineses, o Bolsonaro vai deixar de comprar armas por causa disso?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>O Brasil tem h\u00e1 20 anos, segundo a diretora da SBIm, acordo de transfer\u00eancia de tecnologia com outros laborat\u00f3rios internacionais. Al\u00e9m disso, o Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI) \u00e9 um dos melhores do mundo.<\/p>\n<p>\u201cO PNI imp\u00f5e que as vacinas devem ser desenvolvidas nacionalmente, ou seja, \u00e9 feita a transfer\u00eancia de tecnologia para a elabora\u00e7\u00e3o aqui. Essa transfer\u00eancia foi feita com as vacinas da influenza, poliomelite e tr\u00edplice viral, por exemplo. Temos hist\u00f3rico de sucesso\u201d, defende Mayra.<\/p>\n<p><strong>Ades\u00e3o e obrigatoriedade da vacina<\/strong><\/p>\n<p>Uma pesquisa do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/poderdata\/apoio-a-tomar-vacina-contra-covid-cai-de-85-para-63-em-4-meses\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>PoderData<\/strong><\/u><\/a>, publicada na quinta-feira (29), mostra que caiu de 85% para 63% o percentual de pessoas que \u201ccom certeza\u201d tomariam a vacina contra a covid-19. A rejei\u00e7\u00e3o ao imunizante, em julho, era de 8%, agora \u00e9 de 22%.<\/p>\n<p>Diante do embate pol\u00edtico entre Bolsonaro e o governador de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria (PSDB), o presidente criticou a \u201cobrigatoriedade\u201d da vacina da covid-19. Entretanto, os especialistas lembram que o tema n\u00e3o foi cogitado, j\u00e1 que a vacina\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o \u00e9 imposta, respeitando o direito de escolha do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/09\/vacinacao-obrigatoria-covid-19-lei-bolsonaro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>O\u00a0debate da obrigatoriedade<\/strong><\/u><\/a>\u00a0\u00e9 um \u201cjogo eleitoral\u201d para criar pol\u00eamica e dividir a popula\u00e7\u00e3o, diz Mayra. \u201cVacina\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, nem para crian\u00e7as. O governo disponibiliza, faz campanha e explica a import\u00e2ncia da imunidade, mas n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria\u201d, reitera.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u00e9 preciso evitar que a vacina contra a covid-19 caia em descr\u00e9dito e tenha uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/10\/mesmo-chegada-vacinas-covid-mascara-distanciamento-continuarao-necessarios-2021\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>baixa ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/u><\/a>. \u201cO problema da confian\u00e7a passa pela falta de comunica\u00e7\u00e3o do governo. A cobertura vacinal do Brasil, em geral, caiu. Isso, somando ao discurso do presidente da Rep\u00fablica, que ataca a vacina de maneira grave, colocando a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o em risco\u201d, criticou Gonzalo Vecina.<\/p>\n<p>J\u00e1 Luciano Pamplona lembra que n\u00e3o seria recomendado impor a obrigatoriedade, j\u00e1 que a fase tr\u00eas dos testes dos imunizantes n\u00e3o recebeu crian\u00e7as e idosos como volunt\u00e1rios. Entretanto, ele defende que o principal problema para o desenvolvimento da vacina \u00e9 a politiza\u00e7\u00e3o dela.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s s\u00f3 temos um problema: a pol\u00edtica. Todo o resto \u00e9 igual como todo desenvolvimento de vacina. O problema \u00e9 a briga pol\u00edtica de quem quer liberar a vacina primeiro. Como o presidente entendeu o imunizante de S\u00e3o Paulo est\u00e1 mais perto de ser aprovado, ele\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2020\/09\/acao-bolsonaro-contra-vacina-covid-politica-genocida-professora-da-ufrj\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u><strong>come\u00e7ou a atacar a vacina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/u><\/a>\u201c, lamentou.<\/p>\n<p><em>Fonte: Rede Brasil Atual &#8211;\u00a0<strong>RBA<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na terceira fase de testes, imunizantes sofrem com politiza\u00e7\u00e3o do debate, que resulta em inseguran\u00e7as e mentiras, como as quest\u00f5es sobre efic\u00e1cia e nacionalidade Vacinas em desenvolvimento contra covid-19 s\u00e3o assunto crescente no debate p\u00fablico. Com a urg\u00eancia de uma resposta contra o novo coronav\u00edrus, somada \u00e0\u00a0politiza\u00e7\u00e3o do medicamento\u00a0no Brasil, inseguran\u00e7as, incertezas e at\u00e9 mentiras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6593,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[153],"tags":[1301,1392,392],"class_list":["post-6592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude","tag-coronavirus","tag-covid19","tag-vacina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6592"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6594,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6592\/revisions\/6594"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}