{"id":6109,"date":"2020-08-19T17:51:54","date_gmt":"2020-08-19T20:51:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=6109"},"modified":"2020-08-19T17:51:54","modified_gmt":"2020-08-19T20:51:54","slug":"alta-quantidade-de-coronavirus-em-pessoas-assintomaticas-no-pais-surpreende-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/alta-quantidade-de-coronavirus-em-pessoas-assintomaticas-no-pais-surpreende-cientistas\/","title":{"rendered":"Alta quantidade de coronav\u00edrus em pessoas assintom\u00e1ticas no pa\u00eds surpreende cientistas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Grupo da UFMG investiga se pa\u00eds tem uma linhagem mais contagiosa do v\u00edrus em circula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<section class=\"noticia col-sm-12 plf-0\">\n<div id=\"noticia\">\n<p class=\"\">A busca por portadores assintom\u00e1ticos do coronav\u00edrus come\u00e7a a revelar aspectos intrigantes da propaga\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>Covid-19<\/strong>\u00a0no Brasil. Acredita-se que a\u00a0<strong>transmiss\u00e3o assintom\u00e1tica<\/strong> seja respons\u00e1vel por cerca de 60% da propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. S\u00e3o pessoas que se sentem saud\u00e1veis, muitas das quais n\u00e3o adoecem, mas transmitem o v\u00edrus.<\/p>\n<p class=\" \">Um novo estudo, por\u00e9m, indica que algumas pessoas sem sinais da doen\u00e7a t\u00eam uma carga viral, isto \u00e9, uma concentra\u00e7\u00e3o de v\u00edrus, muito grande. T\u00e3o elevada, que surpreende os cientistas.<\/p>\n<p>Em tese, elas seriam mais contagiosas. Pois, n\u00e3o s\u00f3 t\u00eam mais v\u00edrus quanto ainda, por n\u00e3o se sentirem doentes, circulam mais e podem espalhar o v\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8220;Encontrar os assintom\u00e1ticos e saber o qu\u00e3o s\u00e3o frequentes em nossa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para controlar a\u00a0<strong>pandemia<\/strong>\u00a0&#8220;, frisa Renato Santana, do Departamento de Gen\u00e9tica, Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>UFMG<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p>Ele integra o grupo de cientistas da UFMG, coordenado por Renan Pedra, que colabora com a Secretaria de Sa\u00fade de Betim, munic\u00edpio da Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, em um projeto que faz busca ativa para identificar a preval\u00eancia do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Embora fundamental, como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (\u00a0<strong>OMS<\/strong>\u00a0) e especialistas repetem sem cansar, a busca ativa de infectados \u00e9 raridade no Brasil, a despeito de o pa\u00eds ser o segundo mais afetado do mundo pela pandemia.<\/p>\n<p>O projeto pretende testar 5.400 pessoas por meio de exame molecular, o RT-PCR. Este mostra quem est\u00e1 infectado no momento da coleta da amostra. S\u00e3o realizados tamb\u00e9m testes r\u00e1pidos para verificar contato pr\u00e9vio com o v\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 encontramos em pessoas totalmente assintom\u00e1ticas, sem qualquer sinal de Covid-19, uma carga viral impressionante. Alta como nunca vi na vida&#8221;, diz Santana, um cientista experiente, com trabalhos pioneiros sobre os v\u00edrus zika e chicungunha, por exemplo.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, n\u00e3o existe explica\u00e7\u00e3o para o achado. Uma possibilidade \u00e9 que essas pessoas tenham sido infectadas por uma linhagem do\u00a0<strong>novo coronav\u00edrus<\/strong>\u00a0\u00a0(Sars-CoV-2) que se replica com mais efici\u00eancia e, assim, seria mais contagiosa. O grupo da UFMG estuda essa hip\u00f3tese.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ter maior capacidade de cont\u00e1gio n\u00e3o implica em maior agressividade do v\u00edrus. J\u00e1 se sabe que existem muitos pacientes graves de Covid-19 que t\u00eam baixa carga viral. Por que, n\u00e3o se sabe.<\/p>\n<h3>Pesquisa sobre altera\u00e7\u00f5es no v\u00edrus<\/h3>\n<p>Em colabora\u00e7\u00e3o com Am\u00edlcar Tanuri, chefe do Laborat\u00f3rio de Virologia Molecular da UFRJ, Santana pesquisa se alguma das linhagens do coronav\u00edrus em circula\u00e7\u00e3o no Brasil sofreu uma altera\u00e7\u00e3o que a teria deixado mais contagiosa, por\u00e9m, menos agressiva.<\/p>\n<p>Santana \u00e9 um dos autores do maior sequenciamento de linhagens de Sars-CoV-2 realizado no pa\u00eds, apresentado m\u00eas passado. Mas o genoma \u00e9 s\u00f3 parte do quebra-cabe\u00e7a que ele e outros cientistas montam para desvendar a din\u00e2mica da pandemia. No caso da Covid-19, quebra-cabe\u00e7a n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 clich\u00ea, \u00e9 realidade.<\/p>\n<p>E \u00e9 para montar esse quebra-cabe\u00e7as e entender a progress\u00e3o da pandemia no Brasil que os cientistas investigam tr\u00eas perspectivas interligadas.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 o v\u00edrus propriamente dito, o que inclui estudos de genoma, varia\u00e7\u00f5es de linhagens, por exemplo. Mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso investigar sua intera\u00e7\u00e3o com os seres humanos, fatores como suscetibilidades individuais e caracter\u00edsticas dos diferentes quadros da doen\u00e7a. Por fim, mas n\u00e3o menos importante, h\u00e1 os aspectos ambientais, como diferentes condi\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas, socioecon\u00f4micas e estrutura do sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Um dos estudos em curso na UFMG, em parceria com Ana Teresa Vasconcelos, do Laborat\u00f3rio Nacional de Computa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (LNCC), busca justamente desenvolver programas de intelig\u00eancia artificial para identificar padr\u00f5es associados \u00e0 gravidade da Covid-19. Isso ser\u00e1 feito com base em informa\u00e7\u00f5es sobre o Sars-CoV-2, pacientes e aspectos ambientais.<\/p>\n<p>Renato Santana observa que a forma como o coronav\u00edrus tem se comportado no Brasil \u00e9 surpreendente. O v\u00edrus tem dado mostra de se propagar com ferocidade, explodir em casos e depois perder for\u00e7a, sem deixar de provocar doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Isso foi visto em cidades como Rio de Janeiro e Manaus, por exemplo. Por\u00e9m, o coronav\u00edrus continua a circular e os cientistas n\u00e3o acreditam que existem motivos para pensar que ele v\u00e1 desaparecer.<\/p>\n<p>Existem muitos mist\u00e9rios ainda, mas Santana diz que \u00e9 fato que boa parte das mortes poderia ter sido evitada, se as pessoas tivessem sido atendidas antes do agravamento dos sintomas. Ele ressalta ainda que a mortalidade por Covid-19 est\u00e1 associada a comorbidades (idade avan\u00e7ada e\/ou doen\u00e7as preexistentes) e ao acesso a tratamento. Entre as comorbidades est\u00e3o diabetes, doen\u00e7a cardiovascular e obesidade.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil encontrar um paciente grave e mais ainda algu\u00e9m que morreu e n\u00e3o tivesse alguma comorbidade&#8221;, frisa ele.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a\u00a0<strong>Covid-19<\/strong>\u00a0\u00e9 uma doen\u00e7a que pode se agravar muito em algumas circunst\u00e2ncias. Entre elas podem estar desde fatores conhecidos, como as comorbidades, quanto ainda variabilidade gen\u00e9ticas ainda n\u00e3o identificadas. &#8220;v\u00edrus causa danos diretos ao organismo de algumas pessoas e se multiplica silenciosamente em outras. Procuramos descobrir como e por que faz isso&#8221;, diz o cientista.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"paginacao\"><\/div>\n<div class=\"link-artigo\"><span class=\"link\">Link deste artigo:<\/span>\u00a0<a href=\"https:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/2020-08-19\/quantidade-de-covid-19-em-pessoas-assintomaticas-choca-cientistas.html\">https:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/2020-08-19\/quantidade-de-covid-19-em-pessoas-assintomaticas-choca-cientistas.html<\/a><\/div>\n<div id=\"tags\" class=\"tags\"><\/div>\n<\/section>\n<div class=\"noticiasFloat\">\n<div class=\"noticiasFloat-show\"><\/div>\n<div class=\"noticiasFloat-containerMateria\">\n<div class=\"noticiasFloat-containerMateria-item\">\n<div class=\"noticiasFloat-containerMateria-item-containerClose\">Por IG<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo da UFMG investiga se pa\u00eds tem uma linhagem mais contagiosa do v\u00edrus em circula\u00e7\u00e3o A busca por portadores assintom\u00e1ticos do coronav\u00edrus come\u00e7a a revelar aspectos intrigantes da propaga\u00e7\u00e3o da\u00a0Covid-19\u00a0no Brasil. 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