{"id":5880,"date":"2020-07-13T13:00:27","date_gmt":"2020-07-13T16:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=5880"},"modified":"2020-07-13T10:43:45","modified_gmt":"2020-07-13T13:43:45","slug":"homicidio-envolvendo-ao-ex-assessor-de-flavio-bolsonaro-tem-investigacao-reaberta-17-anos-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/homicidio-envolvendo-ao-ex-assessor-de-flavio-bolsonaro-tem-investigacao-reaberta-17-anos-depois\/","title":{"rendered":"Homic\u00eddio envolvendo ao ex-assessor de Fl\u00e1vio Bolsonaro tem investiga\u00e7\u00e3o reaberta 17 anos depois"},"content":{"rendered":"<p>Ao longo de 17 anos, a 32\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia do Rio manteve aberto um inqu\u00e9rito para investigar a morte do estudante Anderson Rosa de Souza, de 29 anos, em dia 15 de maio de 2003. O tenente Adriano N\u00f3brega e o sargento Fabr\u00edcio Queiroz, ambos \u00e0 \u00e9poca do 18\u00ba Batalh\u00e3o da PM, registraram o caso como \u201chomic\u00eddio proveniente de auto de resist\u00eancia\u201d, dizendo que revidaram um ataque a tiros ao entrar na Cidade de Deus. O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio (MP-RJ) verificou uma s\u00e9rie de falhas na investiga\u00e7\u00e3o durante quase duas d\u00e9cadas: aus\u00eancia de exame nos fuzis usados na opera\u00e7\u00e3o, de per\u00edcia de res\u00edduos nas m\u00e3os do cad\u00e1ver e de depoimentos de familiares da v\u00edtima, entre outros. As \u00fanicas provid\u00eancias tomadas foram tr\u00eas depoimentos de Queiroz e de Adriano. Agora, o MP quer a retomadas das investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O promotor Cl\u00e1udio Calo Sousa, que assumiu a 3\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a de Investiga\u00e7\u00e3o Penal Territorial em mar\u00e7o, determinou uma s\u00e9rie de dilig\u00eancias para a retomada do caso, no \u00faltimo dia 3. O novo prazo para conclus\u00e3o das investiga\u00e7\u00f5es \u00e9 de 90 dias. Em documento enviado para a 32\u00aa DP, ao qual o EXTRA teve acesso, o promotor escreveu que \u201ccausa perplexidade o porqu\u00ea tais fuzis n\u00e3o foram efetivamente periciados\u201d e tamb\u00e9m \u201cestranheza\u201d a falta de juntada dos folhas de antecedentes criminais (FAC) dos policiais. Quando o inqu\u00e9rito foi instaurado, um ano ap\u00f3s a morte, apenas a FAC de Anderson Rosa de Souza foi anexada aos autos. O estudante n\u00e3o tinha qualquer anota\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n<figure>\n<figure style=\"width: 591px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"https:\/\/extra.globo.com\/incoming\/24529515-c85-5a2\/w448\/xinfochpdpict000080762685.jpg.pagespeed.ic.QLYG1ZRxaD.jpg\" alt=\"Adriano Magalh\u00e3es da N\u00f3brega era parceiro de Queiroz na PM\" width=\"591\" height=\"443\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Adriano Magalh\u00e3es da N\u00f3brega era parceiro de Queiroz na PM Foto: Pol\u00edcia Civil \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>O caso que dever\u00e1 ser retomado agora ocorreu na madrugada do dia 15 de maio de 2003 \u2014 quatro anos antes de Queiroz se tornar assessor do ent\u00e3o deputado estadual Fl\u00e1vio Bolsonaro na na Alerj. Ele agora \u00e9 investigado junto com Fl\u00e1vio no caso das rachadinhas. No m\u00eas passado, Queiroz teve a pris\u00e3o preventiva decretada, mas na semana passada obteve um habeas corpus no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que permitiu que ele fique em pris\u00e3o domiciliar. J\u00e1 Adriano morreu em fevereiro ap\u00f3s uma opera\u00e7\u00e3o policial na Bahia. Ontem, a Pol\u00edcia da Bahia fez a reconstitui\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. Ele era apontado como o l\u00edder do Escrit\u00f3rio do Crime, mil\u00edcia que atua na regi\u00e3o de Rio das Pedras.<\/p>\n<p>Na vers\u00e3o dos policiais, a patrulha ingressou na Cidade de Deus e teria \u201cencontrado um grupo de pessoas supostamente armado\u201d que teria \u201cefetuado disparos \u201d, o que fez com que os policiais revidassem. Depois do alegado confronto, os policiais disseram ter encontrado o corpo de Rosa junto a uma \u201cbolsa preta\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de terem declarado que ocorreu um tiroteio, Queiroz e Adriano disseram que s\u00f3 eles dois atiraram, os outros tr\u00eas policiais n\u00e3o. Queiroz e Adriano levaram o corpo do estudante para o Hospital Cardoso Fontes. Ele deu entrada na unidade j\u00e1 sem vida.<\/p>\n<p>O laudo cadav\u00e9rico de Souza revela contradi\u00e7\u00f5es na vers\u00e3o dos policiais. Ele morreu com tr\u00eas tiros, dois deles efetuados pelas costas.<\/p>\n<p>Ao \u201cFant\u00e1stico\u201d, da TV Globo, a vi\u00fava de Anderson Rosa de Souza disse que ouviu que o marido teria implorado por sua vida.<\/p>\n<p>\u2014 Contaram que eles entraram, levaram ele l\u00e1 pra tr\u00e1s, tiraram a vida dele, n\u00e9? Ele pedia pelo amor de Deus, mas n\u00e3o teve jeito, executaram, ele com tr\u00eas tiros \u2014 afirmou ela. Procurado, o advogado Paulo Em\u00edlio Catta Preta, que defende Queiroz , n\u00e3o retornou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Globo-Extra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo de 17 anos, a 32\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia do Rio manteve aberto um inqu\u00e9rito para investigar a morte do estudante Anderson Rosa de Souza, de 29 anos, em dia 15 de maio de 2003. 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