{"id":5335,"date":"2020-03-03T12:42:44","date_gmt":"2020-03-03T15:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=5335"},"modified":"2020-03-03T12:42:44","modified_gmt":"2020-03-03T15:42:44","slug":"contribuicoes-mais-altas-reforcam-perfil-neoliberal-da-reforma-da-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/contribuicoes-mais-altas-reforcam-perfil-neoliberal-da-reforma-da-previdencia\/","title":{"rendered":"Contribui\u00e7\u00f5es mais altas refor\u00e7am perfil neoliberal da reforma da Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>As novas al\u00edquotas de contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Previd\u00eancia Social entraram em vigor domingo, dia 1\u00ba. Com isso, o contracheque deste m\u00eas vir\u00e1 com descontos diferentes, tanto para trabalhadores do setor privado (vinculados ao INSS), quanto para servidores p\u00fablicos federais.<\/p>\n<p>Os descontos variam conforme o sal\u00e1rio. Se quem ganha menos tende a pagar um pouco menos que antes, a mordida vai aumentar significativamente \u00e0 medida que o sal\u00e1rio subir.<br \/>\nAs contribui\u00e7\u00f5es passam a ser progressivas. Quanto maior a remunera\u00e7\u00e3o, maior a al\u00edquota nominal.<\/p>\n<p>No caso do INSS, a menor taxa, de 7,5%, \u00e9 a que incide sobre quem ganha at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo (R$ 1.045,00). A maior, de 14%, \u00e9 cobrada sobre a fatia da remunera\u00e7\u00e3o que vai de R$ 3.134,41 at\u00e9 o teto de contribui\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de R$ 6.106,06.<\/p>\n<p>A progressividade tamb\u00e9m vale para os servidores federais. Os que ingressaram de 2013 em diante seguem a mesma tabela de al\u00edquotas. J\u00e1 para os mais antigos, que contribuem sobre o total do sal\u00e1rio, o desconto come\u00e7a igual, mas tem mais al\u00edquotas &#8211; e bem maiores &#8211; para quem ganha acima do teto do INSS. O desconto pode chegar a 22% do sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>At\u00e9 fevereiro, n\u00e3o havia al\u00edquota progressiva. Para a Previd\u00eancia, havia um desconto de 8% para quem ganhasse at\u00e9 R$ 1.830,29; de 9% para renda entre R$ 1.830,30 e R$ 3.050,52; e de 11% para sal\u00e1rios de R$ 3.050,53 at\u00e9 o teto de R$ 6.101,06. No caso dos servidores federais, a al\u00edquota era sempre de 11%.<\/p>\n<p><strong>Diap &#8211;\u00a0<\/strong>Apesar de ainda estar analisando os efeitos da mudan\u00e7a, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar avalia que as novas regras seguem o receitu\u00e1rio neoliberal da reforma da Previd\u00eancia. Ou seja, visam elevar o montante arrecadado via contribui\u00e7\u00f5es dos segurados, enquanto reduz a despesa vinculada \u00e0 concess\u00e3o de benef\u00edcios.<\/p>\n<p>&#8220;O governo poderia ter buscado outros mecanismos pra refor\u00e7ar o caixa da Previd\u00eancia, reduzindo o suposto d\u00e9ficit. Mas preferiu jogar o peso nas costas do trabalhador, que vai pagar mais e receber menos quando for acessar o benef\u00edcio da aposentadoria&#8221;, aponta o analista pol\u00edtico do Diap, Neuriberg Dias do R\u00eago.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a estava prevista na reforma, aprovada pelo Congresso em outubro, que implicou perda de direitos previdenci\u00e1rios e diversos outros preju\u00edzos \u00e0 classe trabalhadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Sindical<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As novas al\u00edquotas de contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Previd\u00eancia Social entraram em vigor domingo, dia 1\u00ba. Com isso, o contracheque deste m\u00eas vir\u00e1 com descontos diferentes, tanto para trabalhadores do setor privado (vinculados ao INSS), quanto para servidores p\u00fablicos federais. Os descontos variam conforme o sal\u00e1rio. 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