{"id":5223,"date":"2020-02-04T10:04:54","date_gmt":"2020-02-04T13:04:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=5223"},"modified":"2020-02-04T10:07:30","modified_gmt":"2020-02-04T13:07:30","slug":"reformas-achatam-salarios-sobe-numero-de-quem-ganha-ate-o-piso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/reformas-achatam-salarios-sobe-numero-de-quem-ganha-ate-o-piso\/","title":{"rendered":"Reformas achatam sal\u00e1rios. Sobe n\u00famero de quem ganha at\u00e9 o Piso"},"content":{"rendered":"<p>A Pesquisa Nacional de Amostras por Domic\u00edlios Cont\u00ednua, do IBGE revela um dado preocupante: aumenta o n\u00famero de brasileiros que passaram a ter o Sal\u00e1rio M\u00ednimo como remunera\u00e7\u00e3o. Hoje, 27,3 milh\u00f5es de trabalhadores ganham at\u00e9 o Piso, que a partir deste m\u00eas vale R$ 1.045,00. Contingente equivale a cerca de um ter\u00e7o da for\u00e7a de trabalho do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para Neuriberg Dias, analista pol\u00edtico e assessor parlamentar do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), esse achatamento da massa salarial decorre da pol\u00edtica de arrocho fiscal e das mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. &#8220;Essa tend\u00eancia de jogar a remunera\u00e7\u00e3o pra baixo fica bem evidente, principalmente a partir da reforma trabalhista. As novas formas de contrata\u00e7\u00e3o, como intermitente, tempor\u00e1ria etc., criaram um cen\u00e1rio muito ruim para o trabalhador&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O especialista lembra que, al\u00e9m da perda decorrente do corte de direitos &#8211; que em muitos casos constitui uma remunera\u00e7\u00e3o indireta &#8211; o trabalhador tamb\u00e9m perdeu pelo lado do ataque \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o sindical. &#8220;Foi um golpe na espinha dorsal, pois os Sindicatos sempre cumpriram um papel importante na prote\u00e7\u00e3o de direitos e benef\u00edcios&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Neuriberg Dias alerta ainda que, com a aprova\u00e7\u00e3o de mais reformas regressivas, a tend\u00eancia \u00e9 que todas as pol\u00edticas de distribui\u00e7\u00e3o de renda sejam pressionadas pra baixo.<\/p>\n<p><strong>Precariza\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>Os dados mostram ainda que boa parte do aumento de trabalhadores ganhando apenas o Piso acompanhou a explos\u00e3o da informalidade. Segundo o IBGE, 41,1% da for\u00e7a de trabalho est\u00e1 nessa condi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEspecialistas que acompanham o tema apontam que as reformas trabalhistas tamb\u00e9m est\u00e3o diretamente relacionadas ao contexto de informalidade massiva. Por outro lado, o aumento da informalidade levou mais trabalhadores a ganhar menos.<\/p>\n<p>De acordo com o Dieese, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio a uma fam\u00edlia de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 4.342,57 em dezembro de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Sindical<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pesquisa Nacional de Amostras por Domic\u00edlios Cont\u00ednua, do IBGE revela um dado preocupante: aumenta o n\u00famero de brasileiros que passaram a ter o Sal\u00e1rio M\u00ednimo como remunera\u00e7\u00e3o. Hoje, 27,3 milh\u00f5es de trabalhadores ganham at\u00e9 o Piso, que a partir deste m\u00eas vale R$ 1.045,00. 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