{"id":5053,"date":"2019-12-26T13:00:51","date_gmt":"2019-12-26T16:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=5053"},"modified":"2019-12-26T13:00:51","modified_gmt":"2019-12-26T16:00:51","slug":"brasil-tenta-se-converter-em-referencia-no-mercado-do-cacau-fino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/brasil-tenta-se-converter-em-referencia-no-mercado-do-cacau-fino\/","title":{"rendered":"Brasil tenta se converter em refer\u00eancia no mercado do cacau fino"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>O Brasil caiu desde os anos 80 do segundo para o s\u00e9timo maior produtor mundial de cacau e o setor abastece essencialmente a ind\u00fastria nacional de chocolate, mas est\u00e1 se organizando para recuperar posi\u00e7\u00f5es no mercado internacional de olho no cacau fino.<\/p>\n<p>Em 1986, a produ\u00e7\u00e3o de cacau registrou um recorde de 458.700 toneladas, ficando apenas atr\u00e1s da Costa do Marfim. Em 2018, foram apenas 255.184 toneladas.<\/p>\n<\/div>\n<p>A colheita teve uma queda abrupta desde 1989 devido \u00e0s secas, \u00e0 queda dos pre\u00e7os internacionais e, sobretudo, \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o no estado da Bahia da praga da &#8220;vassoura-de-bruxa&#8221;, fungo que ataca os tecidos vegetais e seca suas folhas.<\/p>\n<p>A Bahia, cuja economia dependia no final dos anos 80 no cacau e assegurava 86% da safra nacional, perdeu dois ter\u00e7os de sua produ\u00e7\u00e3o, for\u00e7ando a ind\u00fastria brasileira de chocolate a importar gr\u00e3os comuns.<\/p>\n<p>Em sua estrat\u00e9gia de recupera\u00e7\u00e3o, os produtores brasileiros est\u00e3o cada vez mais orientados para gr\u00e3os finos e de aroma, que exigem mais cuidados, mas que, segundo um relat\u00f3rio do Banco Mundial de julho deste ano, constituem &#8220;um nicho promissor de pre\u00e7os mais altos&#8221;, que pode dobrar ou triplicar o do gr\u00e3o cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p>Esse mercado &#8220;n\u00e3o representa atualmente mais de 6% a 8% do mercado mundial, mas est\u00e1 constantemente aumentando nos pa\u00edses desenvolvidos&#8221;, afirmou a entidade.<\/p>\n<p>No Brasil, o cacau fino ou premium representa apenas 3% da produ\u00e7\u00e3o nacional, mas quase todas as exporta\u00e7\u00f5es, de acordo com o Sebrae, entidade de apoio \u00e0s micro e pequenas empresas.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de cacau fino atingiram 616 toneladas em 2018, destinadas principalmente ao Jap\u00e3o, Fran\u00e7a e Holanda.<\/p>\n<p>Os produtores de cacau, apoiados por uma comiss\u00e3o especializada (Ceplac) do Minist\u00e9rio da Agricultura, desenvolvem variedades adaptadas e refinam seus m\u00e9todos, principalmente na fermenta\u00e7\u00e3o, um momento-chave que determinar\u00e1 o aroma do chocolate e a qualidade do gr\u00e3o.<\/p>\n<p>Os agricultores tamb\u00e9m buscam valorizar a origem do gr\u00e3o, com r\u00f3tulos de indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de tr\u00eas regi\u00f5es: Linhares (Esp\u00edrito Santo desde 2012), sul da Bahia (desde 2018) e Tom\u00e9-A\u00e7u (Par\u00e1, desde o in\u00edcio a partir de 2019).<\/p>\n<p>Alguns produtores de cacau fino deram um passo a mais, lan\u00e7ando-se \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio chocolate. Somente no sul da Bahia j\u00e1 existem mais de 70 marcas.<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil caiu desde os anos 80 do segundo para o s\u00e9timo maior produtor mundial de cacau e o setor abastece essencialmente a ind\u00fastria nacional de chocolate, mas est\u00e1 se organizando para recuperar posi\u00e7\u00f5es no mercado internacional de olho no cacau fino. 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