{"id":5019,"date":"2019-12-20T10:38:39","date_gmt":"2019-12-20T13:38:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=5019"},"modified":"2019-12-20T10:38:39","modified_gmt":"2019-12-20T13:38:39","slug":"retomar-a-sindicalizacao-sera-um-dos-desafios-para-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/retomar-a-sindicalizacao-sera-um-dos-desafios-para-2020\/","title":{"rendered":"Retomar a sindicaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um dos desafios para 2020"},"content":{"rendered":"<p>A combina\u00e7\u00e3o de recess\u00e3o prolongada com a precariza\u00e7\u00e3o acelerada do trabalho &#8211; via ataques do governo &#8211; fez cair a taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o. O IBGE informa que, em 2018, &#8220;das 92,3 milh\u00f5es de pessoas ocupadas, 12,5% (11,5 milh\u00f5es) estavam associadas a algum Sindicato&#8221; &#8211; menor percentual desde 2012. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, quando a taxa era de 14,4%, houve redu\u00e7\u00e3o de 1,5 milh\u00e3o de sindicalizados.<\/p>\n<p>A maior taxa, em 2018, ficou com o setor p\u00fablico (25,7%), seguido por trabalhadores do setor privado com Carteira assinada (16%).<\/p>\n<p><strong>Geral\u00a0<\/strong>&#8211; Considerando os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o, em todos eles registrou-se queda. O menor percentual estava entre os trabalhadores de Ensino fundamental completo e m\u00e9dio incompleto (8,1%). Mesmo registrando decr\u00e9scimo em 2018, empregados com Superior completo tinham o maior percentual de sindicaliza\u00e7\u00e3o (20,3%).<\/p>\n<p><strong>Regi\u00f5es<\/strong>\u00a0&#8211; Todas as Regi\u00f5es mostraram redu\u00e7\u00e3o. Norte e Centro-Oeste, queda de sindicalizados de 20%. No Sudeste, retra\u00e7\u00e3o de 12,1%. No Sul, o percentual (13,9%), pela primeira vez, ficou abaixo do Nordeste (14,1%). Em 2018 os percentuais, por Regi\u00e3o foram: Norte (10,1%), Nordeste (14,1%), Sudeste (12,0%), Sul (13,9%) e Centro-Oeste (10,3%).<\/p>\n<p>Das 27,9 milh\u00f5es de pessoas ocupadas como empregadores ou trabalhadores por conta pr\u00f3pria, 5,6% eram associados \u00e0 cooperativa de trabalho ou produ\u00e7\u00e3o. Dentre os ocupados como conta pr\u00f3pria, 19,4% possu\u00edam registro, a maior estimativa da s\u00e9rie; entre os empregadores a cobertura era de 79,4%.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria cai<\/strong>\u00a0&#8211; Em 2018, na ind\u00fastria geral, 15,2% dos ocupados eram associados, queda de 2,1 pontos, em rela\u00e7\u00e3o a 2017. A atividade de transporte, armazenagem e correio, com 5,1% do total de ocupados, apresentou taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o de 13,5%, queda de quatro pontos. Com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas, sindicaliza\u00e7\u00e3o 8,1%.<\/p>\n<p><strong>Economia<\/strong>\u00a0&#8211; Rodolfo Viana \u00e9 economista do Dieese, na subse\u00e7\u00e3o dos Metal\u00fargicos de Guarulhos e Regi\u00e3o. Ele avalia que a retra\u00e7\u00e3o no n\u00famero de sindicalizados tem &#8220;rela\u00e7\u00e3o direta com a quest\u00e3o econ\u00f4mica, ou seja, desemprego alto e muita rotatividade&#8221;. Viana enfatiza que &#8220;entre as vagas criadas, a maioria \u00e9 para jovens, ou seja, pessoas sem viv\u00eancia com o sindicalismo e as lutas das categorias&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancia<\/strong>\u00a0&#8211; N\u00e3o difere a avalia\u00e7\u00e3o de Pedro Pereira da Silva, secret\u00e1rio-geral do mesmo Sindicato. Para o dirigente, &#8220;a rotatividade no emprego, com a dispensa dos profissionais mais experientes, afastou a base da entidade. Quem\u00a0 chega no emprego prefere n\u00e3o participar da vida sindical&#8221;.<\/p>\n<p>Mas o dirigente v\u00ea luz no fim do t\u00fanel. Ele diz: &#8220;Aquela fase em que a categoria se distanciou do Sindicato est\u00e1 passando. Isso se deve muito \u00e0 nossa atua\u00e7\u00e3o na base e tamb\u00e9m a certa desilus\u00e3o quanto ao governo. O trabalhador corre pra l\u00e1, corre pra c\u00e1, mas conclui que apoio mesmo ele tem \u00e9 do Sindicato&#8221;. Pedro Pereira da Silva contabiliza aumento no n\u00famero de s\u00f3cios em 2019. &#8220;Creio que estamos recuperando o patamar tradicional da entidade&#8221;, comenta.<\/p>\n<p><strong>Consultor\u00a0<\/strong>&#8211; Para o consultor Jo\u00e3o Guilherme Vargas Netto os \u00edndices de queda na sindicaliza\u00e7\u00e3o devem orientar a reaproxima\u00e7\u00e3o. Ele comenta que, &#8220;a reforma trabalhista e o fim do imposto sindical geraram impacto real, levando ao afastamento das categorias&#8221;. No entanto, Vargas enxerga melhoras. &#8220;Quem foi pra base, enfrentou os problemas e deu apoio \u00e0 categoria come\u00e7a a sentir essa reaproxima\u00e7\u00e3o&#8221;, diz. Segundo Vargas Netto, &#8220;repor a taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o passa a ser prioridade para o sindicalismo em 2020&#8221;.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Sindical<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A combina\u00e7\u00e3o de recess\u00e3o prolongada com a precariza\u00e7\u00e3o acelerada do trabalho &#8211; via ataques do governo &#8211; fez cair a taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o. O IBGE informa que, em 2018, &#8220;das 92,3 milh\u00f5es de pessoas ocupadas, 12,5% (11,5 milh\u00f5es) estavam associadas a algum Sindicato&#8221; &#8211; menor percentual desde 2012. 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