{"id":5006,"date":"2019-12-18T16:20:57","date_gmt":"2019-12-18T19:20:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=5006"},"modified":"2019-12-18T15:24:48","modified_gmt":"2019-12-18T18:24:48","slug":"queda-de-aviao-militar-chileno-revela-risco-de-cruzar-rota-da-antartica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/queda-de-aviao-militar-chileno-revela-risco-de-cruzar-rota-da-antartica\/","title":{"rendered":"Queda de avi\u00e3o militar chileno revela risco de cruzar rota da Ant\u00e1rtica"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>A poucas semanas de se aposentar, o oficial n\u00e3o-comissionado da For\u00e7a A\u00e9rea do Chile, Santiago Vel\u00e1squez, realizaria seu sonho de viajar para a Ant\u00e1rtica, mas a queda do avi\u00e3o militar C-130 interrompeu seus planos e revelou os riscos de atravessar uma das rotas mais perigosas do mundo.<\/p>\n<p>Para chegar ao continente branco do Chile, \u00e9 preciso atravessar a Passagem de Drake, mais ao sul das rotas de comunica\u00e7\u00e3o entre o Pac\u00edfico e o Oceano Atl\u00e2ntico, com uma das mar\u00e9s mais tempestuosas do planeta, e que se tornaram um cemit\u00e9rio de mais de 10.000 marinheiros e 800 navios desde o s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<\/div>\n<p>Com 35 anos de servi\u00e7o dentro da base a\u00e9rea de Chabunco, em Punta Arenas, a cidade conhecida como &#8220;porta de entrada para a Ant\u00e1rtica&#8221;, Vel\u00e1squez pediu para conhecer o segundo menor continente como \u00faltimo desejo antes de deixar a FACH.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre foi um sonho para ele conhecer a Ant\u00e1rtica&#8230; Ele sempre expressou esse desejo, era algo que queria realizar em algum momento de sua vida&#8221;, disse \u00e0 AFP Jos\u00e9 Vel\u00e1squez, irm\u00e3o de Santiago.<\/p>\n<p>Com 54 anos e com a data de aposentadoria marcada para mar\u00e7o, ele recebeu com entusiasmo o convite para embarcar no avi\u00e3o Hercules C-130 que partiu para a Ant\u00e1rtica em 9 de dezembro a partir da base de Chabunco, com 38 passageiros a bordo.<\/p>\n<p>Na metade do caminho, afundou na Passagem de Drake.<\/p>\n<p>&#8220;Santiago n\u00e3o estava programado para partir na segunda-feira. Ele me disse que viajaria na ter\u00e7a-feira, mas aconteceu que a casualidade da vida fez que esse dia estivesse ocupado. O destino o levou, o tirou de n\u00f3s&#8221;, lamenta Jos\u00e9.<\/p>\n<p>&#8211; A necessidade de risco \u2013<\/p>\n<p>A Passagem de Drake, batizada em homenagem a Francis Drake, um navegador ingl\u00eas que o atravessou em 1578, tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como o Mar de Hoces, aludindo ao navegador espanhol Francisco de Hoces que chegou a essa \u00e1rea no s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>Com uma extens\u00e3o de 800 km, suas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o extremas, com ventos superiores a 100 km\/h, ondas de at\u00e9 10 metros de altura e profundidade do oceano de quatro quil\u00f4metros, o que exige grande habilidade dos pilotos de aeronaves e capit\u00e3es de barcos para atravess\u00e1-la.<\/p>\n<p>&#8220;O risco e a necessidade de ir al\u00e9m sempre foram naturais para o ser humano. No caso da Ant\u00e1rtica, primeiro foi o desejo de conquistar, depois os recursos (&#8230;) e agora o grande incentivo para continuar voando e cruzando o mar de Drake \u00e9 a ci\u00eancia&#8221;, explica Marcelo Mayorga, professor de de hist\u00f3ria da Universidade de Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>Os limites do fim do mundo e a pr\u00f3pria Passagem de Drake fazem parte do imagin\u00e1rio coletivo, gra\u00e7as a hist\u00f3rias m\u00edticas que s\u00e3o contadas sobre as mortes de marinheiros que passam por lugares como &#8220;Bah\u00eda Decepci\u00f3n&#8221;, &#8220;Golfo de Penas&#8221; ou &#8220;Puerto del Hambre&#8221;, explica o professor de literatura Oscar Barrientos \u00e0 AFP.<\/p>\n<p>&#8220;Toda a geografia complexa da regi\u00e3o de Magalh\u00e3es, como Cabo Horn, Mar de Drake ou Estreito de Magalh\u00e3es, sugere uma certa natureza catastr\u00f3fica que pode ser considerada um cemit\u00e9rio de navios&#8221;, acrescenta Barrientos.<\/p>\n<p>&#8211; Continente multicultural &#8211;<\/p>\n<p>Aqueles que passam pelo furioso Mar de Drake e chegam \u00e0 Ant\u00e1rtica destacam o multiculturalismo que existe nas 65 bases de 30 pa\u00edses que se estabeleceram neste lugar in\u00f3spito, onde no inverno vivem cerca de 1.000 pessoas, e no ver\u00e3o cerca de 5.000.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea fica surpreso com a forma como a base russa e a base chilena est\u00e3o juntas e se parecem com uma \u00fanica cidade. Os pa\u00edses trazem suas pr\u00f3prias culturas para suas bases, algumas muito militares e outras dedicadas \u00e0 ci\u00eancia&#8221;, afirma Rafael Cheuquelaf, jornalista e m\u00fasico, que em 12 anos viajou sete vezes, de avi\u00e3o e navio, entre Punta Arenas e Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Durante o s\u00e9culo XX, pa\u00edses como Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Argentina, Brasil e Jap\u00e3o tentaram impor sua soberania na Ant\u00e1rtida instalando grandes bases, e tamb\u00e9m realizaram importantes expedi\u00e7\u00f5es ao continente. No entanto, em 1961, 12 pa\u00edses &#8211; incluindo os Estados Unidos e a ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica &#8211; assinaram o Tratado da Ant\u00e1rtica, que reconhecia este continente como um territ\u00f3rio de interesse para toda a humanidade e que s\u00f3 deveria ser usado para fins pac\u00edficos.<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poucas semanas de se aposentar, o oficial n\u00e3o-comissionado da For\u00e7a A\u00e9rea do Chile, Santiago Vel\u00e1squez, realizaria seu sonho de viajar para a Ant\u00e1rtica, mas a queda do avi\u00e3o militar C-130 interrompeu seus planos e revelou os riscos de atravessar uma das rotas mais perigosas do mundo. 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