{"id":4920,"date":"2019-12-10T15:52:40","date_gmt":"2019-12-10T18:52:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=4920"},"modified":"2019-12-10T15:52:40","modified_gmt":"2019-12-10T18:52:40","slug":"instituto-butantan-onde-o-veneno-das-cobras-vira-antidoto-que-salva-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/instituto-butantan-onde-o-veneno-das-cobras-vira-antidoto-que-salva-vidas\/","title":{"rendered":"Instituto Butantan, onde o veneno das cobras vira ant\u00eddoto que salva vidas"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>Segurando a cobra pelo pesco\u00e7o, na parte de tr\u00e1s de suas duas presas, Fab\u00edola de Souza massageia as gl\u00e2ndulas de veneno para extrair pequenas gotas que salvar\u00e3o muitas vidas no Brasil, onde milhares de pessoas s\u00e3o picadas todos os anos.<\/p>\n<p>Juntamente com seus colegas do Instituto Butantan, em S\u00e3o Paulo, Fab\u00edola armazena o veneno de centenas de cobras em cativeiro para produzir o soro antiof\u00eddico, ant\u00eddoto que \u00e9 distribu\u00eddo pelas autoridades de sa\u00fade a diferentes hospitais do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<p>O Brasil abriga dezenas de esp\u00e9cies venenosas que proliferam no clima quente e \u00famido.<\/p>\n<p>Quase 29.000 pessoas foram mordidas em 2018 e mais de 100 morreram, segundo dados oficiais.<\/p>\n<p>Os estados que concentram a maior quantidade de mordidas est\u00e3o localizados na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, onde chegar a um hospital que tenha o ant\u00eddoto pode levar horas.<\/p>\n<p>Uma vez por m\u00eas, especialistas extraem o veneno de cada serpente mediante um processo delicado e potencialmente perigoso.<\/p>\n<p>Utilizando um bast\u00e3o com um gancho na ponta, Fab\u00edola retira cuidadosamente uma delas de sua caixa de pl\u00e1stico e a coloca em um tanque de di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<div class=\"w50 right ml1\">\n<figure style=\"width: 690px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w100\" src=\"https:\/\/www.afp.com\/sites\/default\/files\/nfs\/diff-intra\/portugues\/jornal\/america-latina\/7631010cb63d368f50c74811d0f08435c8e8c471.jpg\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"460\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">A especialista Eliane Campos de Oliveira segura um frasco com uma cobra venenosa, no Instituto Butantan, em S\u00e3o Paulo. Foto: AFP \/ CARL DE SOUZA<\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"copyright_under\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<p>Em minutos, o r\u00e9ptil adormece.<\/p>\n<p>&#8220;Dessa forma \u00e9 menos estressante para o animal&#8221;, explica.<\/p>\n<\/div>\n<p>Imediatamente, Fab\u00edola coloca a cobra em uma superf\u00edcie de a\u00e7o inoxid\u00e1vel, em uma sala onde a temperatura beira os 26 graus Celsius.<\/p>\n<p>Fab\u00edola tem poucos minutos para extrair o veneno de forma segura, antes que a serpente comece a se mexer novamente.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante n\u00e3o perder o medo, porque quando a gente tem medo, \u00e9 cuidadosa&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&#8211; Escassez global de ant\u00eddoto &#8211;<\/p>\n<p>A dieta das cobras consiste de uma refei\u00e7\u00e3o mensal: ratos criados e sacrificados dentro do pr\u00f3prio instituto.<\/p>\n<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<div class=\"w50 left mr1\">\n<figure style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w100\" src=\"https:\/\/www.afp.com\/sites\/default\/files\/nfs\/diff-intra\/portugues\/jornal\/america-latina\/7888210c688a49b7011f88c5ccffd2e9a5e12d38.jpg\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"425\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Especialista coloca uma cascavel em uma panela de CO2 para acalm\u00e1-la antes de extrair veneno no Instituto Butantan, em S\u00e3o Paulo. Foto: AFP \/ CARL DE SOUZA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s &#8216;ordenhar&#8217; cada uma das v\u00edboras, Fab\u00edola registra seu peso e medidas antes de devolv\u00ea-la \u00e0 sua caixa.<\/p>\n<p>O soro antiof\u00eddico \u00e9 produzido pela inje\u00e7\u00e3o de pequenas doses de veneno em cavalos \u2013 que vivem em uma fazenda no Butantan \u2013 e cuja resposta imunol\u00f3gica gera anticorpos capazes de atacar o veneno.<\/p>\n<\/div>\n<p>Do sangue do cavalo, os cientistas extraem esses anticorpos para criar o soro que ser\u00e1 aplicado \u00e0 pessoa mordida pela cobra, para evitar sua morte.<\/p>\n<p>A diretora do projeto antiveneno do Butantan, Fan Hui Wen, afirma que o instituto \u00e9 respons\u00e1vel por todos os ant\u00eddotos produzidos anualmente no Brasil: cerca de 250.000 ampolas entre 10 e 15 mililitros.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tamb\u00e9m doa uma pequena quantidade de antiof\u00eddico a v\u00e1rios de seus vizinhos latino-americanos e h\u00e1 planos de vender o soro ao exterior para lidar com a escassez global, especialmente na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Por volta de 5,4 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o picadas por cobras a cada ano, segundo estimativas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>Desse total, entre 81.000 e 138.000 morrem, enquanto muitos outros sofrem amputa\u00e7\u00f5es e outras sequelas permanentes devido \u00e0 toxina.<\/p>\n<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<div class=\"w50 right ml1\">\n<figure style=\"width: 605px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w100\" src=\"https:\/\/www.afp.com\/sites\/default\/files\/nfs\/diff-intra\/portugues\/jornal\/america-latina\/5f501eb9b255c137c2d9aa39c0357bc370b90545.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"403\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Cerca de 5,4 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o picadas por cobras a cada ano, segundo estimativas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Foto: AFP \/ CARL DE SOUZA<\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"copyright_under\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<p>Para reduzir o n\u00famero de mortes e les\u00f5es, a OMS anunciou este ano um plano que inclui aumentar a produ\u00e7\u00e3o de medicamentos antiof\u00eddicos de qualidade.<\/p>\n<p>O Brasil faz parte dessa estrat\u00e9gia e poder\u00e1 come\u00e7ar a exportar o ant\u00eddoto no pr\u00f3ximo ano, diz Wen.<\/p>\n<\/div>\n<p>&#8220;H\u00e1 um interesse devido a uma crise mundial de produ\u00e7\u00e3o de ant\u00eddotos, que o Butantan tamb\u00e9m fornece para outros pa\u00edses&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segurando a cobra pelo pesco\u00e7o, na parte de tr\u00e1s de suas duas presas, Fab\u00edola de Souza massageia as gl\u00e2ndulas de veneno para extrair pequenas gotas que salvar\u00e3o muitas vidas no Brasil, onde milhares de pessoas s\u00e3o picadas todos os anos. 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