{"id":4724,"date":"2019-11-14T09:49:59","date_gmt":"2019-11-14T12:49:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=4724"},"modified":"2019-11-14T09:49:59","modified_gmt":"2019-11-14T12:49:59","slug":"reforma-trouxe-inseguranca-juridica-ao-trabalhador-afirma-dirigente-da-cnta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/reforma-trouxe-inseguranca-juridica-ao-trabalhador-afirma-dirigente-da-cnta\/","title":{"rendered":"Reforma trouxe inseguran\u00e7a jur\u00eddica ao trabalhador, afirma dirigente da CNTA"},"content":{"rendered":"<p>Aprovada por meio da Lei 13.467\/17, a reforma trabalhista de Michel Temer completou dois anos segunda (11). Vendida com a promessa de gerar cinco milh\u00f5es de empregos, hoje ela mostra que veio apenas para retirar e flexibilizar direitos e ainda agravar a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<br \/>\nNesta semana, a\u00a0<strong>Ag\u00eancia Sindical<\/strong>\u00a0publica s\u00e9rie sobre o tema. Quem fala \u00e9 Artur Bueno de Camargo, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores em Alimenta\u00e7\u00e3o (CNTA-Afins).<br \/>\nPara o dirigente, a Lei 13.467 s\u00f3 trouxe preju\u00edzos ao trabalhador, aumento da informalidade,\u00a0 instaura\u00e7\u00e3o da inseguran\u00e7a jur\u00eddica e fragiliza\u00e7\u00e3o de entidades, a partir do ataque ao custeio.<\/p>\n<p><strong>A ENTREVISTA<\/strong><br \/>\n<strong>\u2022 Unilateral<\/strong><br \/>\n&#8220;A reforma foi aprovada de forma unilateral. Durante sua tramita\u00e7\u00e3o houve diversas audi\u00eancias p\u00fablicas, que n\u00e3o foram levadas em considera\u00e7\u00e3o na sua aprova\u00e7\u00e3o. O Congresso entendeu que deveria aprovar o relat\u00f3rio como foi elaborado. Ou seja, s\u00f3 foi considerado o interesse patronal. O objetivo era retirar direitos da classe trabalhadora. Ap\u00f3s dois anos, a vida comprova isso&#8221;.<br \/>\n<strong>\u2022 Discuss\u00e3o<\/strong><br \/>\n&#8220;O problema surge quando n\u00e3o se discute com as partes interessadas as grandes quest\u00f5es. \u00c9 nesse ponto que o objetivo n\u00e3o vai obter \u00eaxito. Foi o caso da reforma. As emendas apresentadas sequer foram levadas em considera\u00e7\u00e3o. Portanto, foi uma reforma ditatorial, a fim de precarizar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e arrochar o poder aquisitivo dos trabalhadores&#8221;.<br \/>\n<strong>\u2022 Desenvolvimento<\/strong><br \/>\n&#8220;Precisamos de iniciativas que alavanquem a economia, sem retirar direitos. Essa reforma, portanto, veio na contram\u00e3o do que precis\u00e1vamos. O Pa\u00eds necessita crescer, gerar renda, a ind\u00fastria precisa aumentar a produ\u00e7\u00e3o. Mas, pra isso, tem que haver consumo. Em resumo, estamos no caminho oposto&#8221;.<br \/>\n<strong>\u2022 Inseguran\u00e7a<\/strong><br \/>\n&#8220;O governo criou uma enorme inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Tanto \u00e9 verdade que durante as negocia\u00e7\u00f5es as empresas buscam impor a nova legisla\u00e7\u00e3o pra tentar retirar itens que constam nas Conven\u00e7\u00f5es e Acordos Coletivos. Criou-se um cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a, que s\u00f3 abala as rela\u00e7\u00f5es de trabalho&#8221;.<br \/>\n<strong>\u2022 Supremo<\/strong><br \/>\n&#8220;Precisar\u00edamos que o STF fosse isento, capaz de analisar e julgar se essa reforma estava em conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o. Porque cerca de 80% do seu conte\u00fado pode ser considerado inconstitucional. No entanto, temos um Supremo que age por interesse pr\u00f3prio&#8221;.<br \/>\n<strong>\u2022 Mis\u00e9ria<\/strong><br \/>\n&#8220;Cerca de 13,5 milh\u00f5es de pessoas vivem com renda mensal de at\u00e9 R$ 145,00. Esses cidad\u00e3os sobrevivem abaixo da linha da pobreza. E quando um governo se preocupa apenas em retirar direitos dos trabalhadores, cortar gastos e economizar, sem uma pol\u00edtica de desenvolvimento, isso prejudica toda a sociedade&#8221;.<br \/>\n<strong>\u2022 Sindicatos fortes<\/strong><br \/>\n&#8220;A Lei 13.467 veio fragilizar o sindicalismo, cortando o custeio sindical. Mas precisamos de Sindicatos laborais e patronais fortes. Com as partes fortalecidas, se negocia melhor, conscientes de que o acordo ser\u00e1 honrado.\u00a0 Sindicato forte \u00e9 bom. Mas, infelizmente, o governo n\u00e3o v\u00ea assim. Por isso, tenta acabar com as entidades a todo o custo&#8221;.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Sindical<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprovada por meio da Lei 13.467\/17, a reforma trabalhista de Michel Temer completou dois anos segunda (11). Vendida com a promessa de gerar cinco milh\u00f5es de empregos, hoje ela mostra que veio apenas para retirar e flexibilizar direitos e ainda agravar a precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Nesta semana, a\u00a0Ag\u00eancia Sindical\u00a0publica s\u00e9rie sobre o tema. 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