{"id":4636,"date":"2019-11-03T22:40:52","date_gmt":"2019-11-04T01:40:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=4636"},"modified":"2019-11-03T22:40:52","modified_gmt":"2019-11-04T01:40:52","slug":"brasileiros-temem-impacto-de-mancha-de-petroleo-no-turismo-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/brasileiros-temem-impacto-de-mancha-de-petroleo-no-turismo-do-nordeste\/","title":{"rendered":"Brasileiros temem impacto de mancha de petr\u00f3leo no turismo do Nordeste"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>Assustados com a chegada de manchas enormes de petr\u00f3leo a suas praias paradis\u00edacas, moradores de Pernambuco se organizaram rapidamente para limpar o estado. Mas duas semanas depois, com as praias j\u00e1 sem vest\u00edgios de \u00f3leo, eles temem que seja tarde demais para salvar a alta temporada do turismo, que se aproxima.<\/p>\n<p>Moradores das praias do Paiva e Itapuama e da Enseada dos Corais, cerca de 30km ao sul do Recife, contam que quando a mar\u00e9 negra apareceu &#8211; quase dois meses depois do surgimento das primeiras manchas, na Para\u00edba &#8211; eles estavam sozinhos, sem equipamento de prote\u00e7\u00e3o ou conhecimento sobre como enfrentar o desastre.<\/p>\n<\/div>\n<p>Pescadores, guias de turismo, trabalhadores das praias e vizinhos se jogaram no mar para tentar capturar a massa viscosa, em meio ao odor penetrante de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>&#8220;Fiquei impactada, porque tinha gente entrando no mar sem luva, sem equipamento nenhum, em meio \u00e0quele \u00f3leo. Nunca tinha acontecido isso&#8221;, conta a vendedora de coco Glaucia de Lima, 35, que continua limpando voluntariamente as pequenas part\u00edculas que chegam.<\/p>\n<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<div class=\"w50 right ml1\">\n<figure style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w100\" src=\"https:\/\/www.afp.com\/sites\/default\/files\/nfs\/diff-intra\/portugues\/jornal\/america-latina\/a894c2bcdd7618ea14e413018a2c9fde49b10ede.jpg\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"393\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Funcion\u00e1rios municipais limpam o petr\u00f3leo na praia de Itapuama, Pernambuco. Foto: AFP \/ Nelson ALMEIDA<\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"copyright_under\"><br \/>\n<\/span><\/div>\n<p>A correria inicial de funcion\u00e1rios e volunt\u00e1rios se reduziu. Com um misto de tristeza e euforia, eles mostram no celular imagens daqueles dias de caos, principalmente de um menino saindo do mar com o corpo coberto de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>O governo federal, atrav\u00e9s da Marinha, informou que, desde o come\u00e7o do desastre, mobilizou mais de 2,7 mil militares, dezenas de navios e avi\u00f5es para monitorar o vazamento, e que refor\u00e7ou o n\u00famero de agentes de controle ambiental em terra. Mas entre os moradores dos locais afetados, a ajuda \u00e9 considerada tardia e insuficiente.<\/p>\n<\/div>\n<p>&#8211; Natureza pede socorro &#8211;<\/p>\n<p>A areia agora parece limpa, se vista de longe. Mas a poucos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, no rio Massangana, o \u00f3leo est\u00e1 impregnado nas ra\u00edzes de um manguezal, bioma de transi\u00e7\u00e3o entre as \u00e1guas do rio e do mar.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos vendo que a natureza pede socorro. N\u00e3o tem como esperar&#8221; que o poder p\u00fablico realize a limpeza, alerta o marisqueiro Vand\u00e9cio Santana, que, vestindo um macac\u00e3o branco imperme\u00e1vel, luvas industriais e colete salva-vidas, retira do manguezal outra sacola contendo sedimento org\u00e2nico contaminado.<\/p>\n<p>Vand\u00e9cio se tornou um dos rostos da trag\u00e9dia ao denunciar, aos gritos, as consequ\u00eancias de n\u00e3o se responder ao vazamento a tempo, em um v\u00eddeo que viralizou na internet e o levou a dar entrevistas na TV.<\/p>\n<p>&#8211; O que acontecer\u00e1 com o turismo? &#8211;<\/p>\n<p>Enquanto aguardam os resultados qu\u00edmicos que dir\u00e3o se a \u00e1gua de suas praias est\u00e1 pr\u00f3pria para o banho e os frutos do mar est\u00e3o aptos para o consumo, os moradores do sul de Pernambuco se perguntam como o problema afetar\u00e1 a alta temporada do turismo, \u00e0s v\u00e9speras das festas de fim de ano.<\/p>\n<p>Giovana Eulina \u00e9 guia de ecoturismo, professora de gest\u00e3o ambiental e conhece a fundo o munic\u00edpio de Cabo de Santo Agostinho: \u201cVai prejudicar o turismo? Vai. Vai ser necess\u00e1rio trabalhar em alguma campanha para incentivar as pessoas a virem para c\u00e1.&#8221;<\/p>\n<figure style=\"width: 534px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.afp.com\/sites\/default\/files\/nfs\/diff-intra\/portugues\/jornal\/america-latina\/3d48d20ee1120a97b7121b366579e07a86b1d695.jpg\" alt=\"\" width=\"534\" height=\"356\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">(Outubro) Barreiras de conten\u00e7\u00e3o em Pernambuco. Foto:AFP \/ Nelson ALMEIDA<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<div class=\"w50 right ml1\"><\/div>\n<p>A experi\u00eancia de Giovana contrasta com a da turista Beatriz Bastos, gerente de loja, que aproveita seu \u00faltimo dia de f\u00e9rias com amigas na praia de Calhetas, uma pequena enseada de \u00e1guas cristalinas em Pernambuco. Em seu itiner\u00e1rio desde Macei\u00f3, em que passou pelas famosas piscinas naturais de Maragogi, em Alagoas, elas quase n\u00e3o perceberam os efeitos do vazamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Teve uma praia s\u00f3 em que a gente encontrou um pouquinho de mancha, que ficou no p\u00e9. Vimos muitos turistas, os hot\u00e9is, pousadas e praias estavam cheios, nenhum lugar estava vazio&#8221;, contou Beatriz.<\/p>\n<\/div>\n<p>Vizinhos de Cabo de Santo Agostinho e outros munic\u00edpios do sul de Pernambuco convocaram para este domingo um grande ato para agradecer aos volunt\u00e1rios por seu trabalho e mostrar aos turistas que as praias est\u00e3o limpas. &#8220;Vamos abra\u00e7ar a praia, mostrar que os turistas t\u00eam que vir, n\u00e3o deixem de vir n\u00e3o, porque est\u00e1 amenizando&#8221;, pede a vendedora Gl\u00e1ucia.<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assustados com a chegada de manchas enormes de petr\u00f3leo a suas praias paradis\u00edacas, moradores de Pernambuco se organizaram rapidamente para limpar o estado. Mas duas semanas depois, com as praias j\u00e1 sem vest\u00edgios de \u00f3leo, eles temem que seja tarde demais para salvar a alta temporada do turismo, que se aproxima. 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