{"id":4258,"date":"2019-09-08T19:02:41","date_gmt":"2019-09-08T22:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=4258"},"modified":"2019-09-08T19:02:41","modified_gmt":"2019-09-08T22:02:41","slug":"desmatamento-na-amazonia-brasileira-aumentou-91-entre-janeiro-e-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/desmatamento-na-amazonia-brasileira-aumentou-91-entre-janeiro-e-agosto\/","title":{"rendered":"Desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira aumentou 91% entre janeiro e agosto"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira praticamente dobrou entre janeiro e agosto, totalizando 6.404,4 km\u00b2, frente aos 3.336,7 km\u00b2 no mesmo per\u00edodo de 2018 (+91,9%), segundo dados oficiais provis\u00f3rios divulgados em meio \u00e0 pol\u00eamica internacional envolvendo a preserva\u00e7\u00e3o da maior floresta tropical do planeta.<\/p>\n<p>Apenas em agosto, 1.700,8 km\u00b2 foram desmatados, menos do que em julho (quando quadruplicou), por\u00e9m mais do triplo do que em agosto de 2018 (526,5 km\u00b2), de acordo com o sistema Deter de alertas de sat\u00e9lite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<\/div>\n<p>O desmatamento no Brasil se mantinha nos n\u00edveis dos \u00faltimos anos, por\u00e9m disparou nos \u00faltimos quatro meses: 738,2 km\u00b2 em maio (+34,1%), 936,3 km\u00b2 en junho (+91,7%) e 2.255,4 km\u00b2 em julho (+278%), e, agora, 1.700,8 km\u00b2 em agosto (+91,90%).<\/p>\n<p>Especialistas avaliam que, este ano, o desmatamento poderia chegar, pela primeira vez desde 2008, a 10.000 km\u00b2. Segundo os mesmos e ambientalistas, a escalada se explica pela press\u00e3o de madeireiros e criadores de gado estimulados pelo apoio do presidente Jair Bolsonaro \u00e0 abertura de reservas ind\u00edgenas e \u00e1reas protegidas para estas atividades e a minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pol\u00eamica aumentou com a multiplica\u00e7\u00e3o das queimadas, com 97.972 focos de inc\u00eandio em todo o Brasil de janeiro at\u00e9 ontem, uma alta de 53% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018, 51,4%% deles na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, deve haver mais focos na regi\u00e3o amaz\u00f4nica em setembro, uma vez que &#8220;o pico do desmatamento \u00e9 em julho e o do fogo, em setembro&#8221;, aponta a diretora de Ci\u00eancia do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam), Ane Alencar. &#8220;Que bom que tenha havido menos desmatamento em agosto, mas \u00e9 preocupante, porque h\u00e1 tr\u00eas vezes mais do que no mesmo per\u00edodo do ano passado.&#8221;<\/p>\n<p>O Deter se baseia em dados colhidos por um sistema de alertas sobre o per\u00edodo agosto-julho, que, em seguida, \u00e9 apurado por outro sistema, chamado Prodes, com o qual s\u00e3o elaborados os relat\u00f3rios anuais de desmatamento.<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira praticamente dobrou entre janeiro e agosto, totalizando 6.404,4 km\u00b2, frente aos 3.336,7 km\u00b2 no mesmo per\u00edodo de 2018 (+91,9%), segundo dados oficiais provis\u00f3rios divulgados em meio \u00e0 pol\u00eamica internacional envolvendo a preserva\u00e7\u00e3o da maior floresta tropical do planeta. 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