{"id":3594,"date":"2019-05-18T15:15:09","date_gmt":"2019-05-18T18:15:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=3594"},"modified":"2019-05-18T15:15:09","modified_gmt":"2019-05-18T18:15:09","slug":"hamilton-mourao-vai-a-china-em-busca-de-mercados-e-investimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/hamilton-mourao-vai-a-china-em-busca-de-mercados-e-investimentos\/","title":{"rendered":"Hamilton Mour\u00e3o vai \u00e0 China em busca de mercados e investimentos"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>O vice-presidente Hamilton Mour\u00e3o chega no domingo (19) a Pequim em busca de investimentos e novos mercados, em meio \u00e0s tens\u00f5es comerciais entre a China, o maior parceiro comercial do Brasil, e os Estados Unidos, principal aliado do governo de Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>Mour\u00e3o vai come\u00e7ar sua agenda na segunda-feira reunindo-se em Xangai com o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, bloco dos pa\u00edses emergentes, que em novembro vai celebrar uma c\u00fapula no Brasil, e na quinta-feira chefiar\u00e1 ao lado do contraparte chin\u00eas, Wang Qishan, o quinto encontro da comiss\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o bilateral Cosban.<\/p>\n<\/div>\n<p>No dia seguinte, no encerramento de sua visita ao pa\u00eds asi\u00e1tico, Mour\u00e3o ser\u00e1 recebido pelo presidente Xi Jinping, a quem entregar\u00e1 uma carta de Bolsonaro.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos procurar passar uma mensagem pol\u00edtica do presidente Bolsonaro ao governo chin\u00eas e ao mesmo tempo comunicar o nosso posicionamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 iniciativa Belt and Road [Novas Rotas da Seda]&#8221;, um fara\u00f4nico programa de infraestruturas impulsionado pela China, disse Mour\u00e3o em entrevista esta semana \u00e0 TV Brasil.<\/p>\n<p>O encontro deve preparar o caminho para a visita do presidente brasileiro \u00e0 China no segundo semestre e ajudar a dissipar o mal-estar criado desde a campanha eleitoral, quando o ent\u00e3o candidato afirmou que a segunda economia mundial estava &#8220;comprando o Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Equil\u00edbrio entre pot\u00eancias &#8211;<\/p>\n<p>O Brasil busca precisamente atrair novos investimentos &#8211; principalmente em infraestrutura para transporte e energia &#8211; e vender mais alimentos brasileiros, sem comprometer sua nova aproxima\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, Bolsonaro fez sua primeira visita oficial a Washington e conseguiu que Donald Trump, de quem se diz admirador, indicasse o Brasil como aliado preferencial extra Otan.<\/p>\n<p>Meses antes, setores da ala mais radical do governo criticaram uma delega\u00e7\u00e3o de parlamentares brasileiros que visitou a China, um pa\u00eds que continuam vendo como amea\u00e7a comunista.<\/p>\n<p>Mour\u00e3o, general da reserva que em v\u00e1rios momentos atuou como moderador destas for\u00e7as, parece ter a miss\u00e3o de apaziguar estes atritos.<\/p>\n<p>A tarefa exigir\u00e1 destreza.<\/p>\n<p>&#8220;Em linguagem militar \u00e9 o que nos chamamos de dispositivo de expectativa, a China e os Estados Unidos disputam o mercado mundial, existe uma guerra comercial entre ambos pa\u00edses em curso (&#8230;) e o Brasil tem que saber aproveitar melhor essos momentos&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>&#8220;Temos um v\u00ednculo com os Estados Unidos (&#8230;) mas por outro lado, devemos ter um pragmatismo para entender a import\u00e2ncia da China para o desenvolvimento econ\u00f4mico do Brasil&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O poderoso setor exportador brasileiro v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o qualquer amea\u00e7a ao seu principal mercado.<\/p>\n<p>O Brasil registra h\u00e1 nove anos um consistente super\u00e1vit comercial com a China, para onde vende principalmente produtos prim\u00e1rios (soja e min\u00e9rio de ferro).<\/p>\n<p>O excedente foi de quase 30 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2018, com exporta\u00e7\u00f5es que alcan\u00e7aram os US$ 64,2 bilh\u00f5es (+35% com rela\u00e7\u00e3o a 2017) e importa\u00e7\u00f5es de US$ 34,7 bilh\u00f5es (+27%), de acordo com dados oficiais brasileiros.<\/p>\n<p>As vendas para a China representaram 27% do total do faturamento externo da principal economia latino-americana.<\/p>\n<p>Nos quatro primeiros meses deste ano, o Brasil acumulou um excedente de US$ 6,5 bilh\u00f5es no com\u00e9rcio bilateral. Os investimentos chineses tamb\u00e9m foram um importante salva-vidas para o Brasil nos \u00faltimos anos, marcados por recess\u00e3o e fraco crescimento.<\/p>\n<p>No final de 2018, o estoque de investimentos chineses no Brasil totalizava 69 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 155 projetos, principalmente em setores de energia, infraestruturas portu\u00e1ria e ferrovi\u00e1ria e financeira.<\/p>\n<p>&#8211; Seguran\u00e7a alimentar &#8211;<\/p>\n<p>O governo v\u00ea, inclusive, nichos para ampliar as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carnes de frango e porco, em um momento em que a China lida com uma epidemia de febre su\u00edna. E tamb\u00e9m acredita que o Brasil pode ampliar suas vendas de frutas e latic\u00ednios.<\/p>\n<p>&#8220;A China tem uma quest\u00e3o muito s\u00e9ria que \u00e9 a quest\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar, e o Brasil tem uma capacidade extraordin\u00e1ria de produ\u00e7\u00e3o de alimentos, ent\u00e3o \u00e9 essa estrat\u00e9gia que n\u00f3s temos que tra\u00e7ar&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m busca conquistar sua fatia em mercados mais sofisticados, como o aeron\u00e1utico, com os avi\u00f5es da Embraer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vice-presidente Hamilton Mour\u00e3o chega no domingo (19) a Pequim em busca de investimentos e novos mercados, em meio \u00e0s tens\u00f5es comerciais entre a China, o maior parceiro comercial do Brasil, e os Estados Unidos, principal aliado do governo de Jair Bolsonaro. 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