{"id":2692,"date":"2019-01-08T09:51:09","date_gmt":"2019-01-08T12:51:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=2692"},"modified":"2019-01-08T09:51:09","modified_gmt":"2019-01-08T12:51:09","slug":"maduro-assume-segundo-mandato-sob-a-sombra-da-ilegitimidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/maduro-assume-segundo-mandato-sob-a-sombra-da-ilegitimidade\/","title":{"rendered":"Maduro assume segundo mandato sob a sombra da ilegitimidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>O presidente da Venezuela, Nicol\u00e1s Maduro, assumir\u00e1 na quinta-feira (10) um segundo mandato de seis anos sob uma sombra de ilegitimidade que pode implicar mais isolamento internacional e uma crise econ\u00f4mica ainda pior.<\/p>\n<p>Maduro, de 56 anos, vai prestar juramento ante o Tribunal Supremo de Justi\u00e7a (TSJ) &#8211; e n\u00e3o diante o Congresso, \u00fanico poder n\u00e3o governista. Ele foi reeleito em 20 de maio em elei\u00e7\u00f5es boicotadas pela oposi\u00e7\u00e3o, que denunciou a ocorr\u00eancia de fraude.<\/p>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m disso, o pleito n\u00e3o foi reconhecido pelos Estados Unidos, Canad\u00e1, Uni\u00e3o Europeia e 12 pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico e apoiado pelos Estados Unidos, o Grupo de Lima, integrado por 14 pa\u00edses americanos, pediu na semana passada que o presidente socialista n\u00e3o tome posse. Para Caracas, tratou-se de incita\u00e7\u00e3o a um golpe de Estado.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o acho que haja um colapso maci\u00e7o das rela\u00e7\u00f5es, mas uma degrada\u00e7\u00e3o significativa do n\u00edvel desses la\u00e7os&#8221;, afirmou o analista pol\u00edtico Mariano de Alba, concordando com Peter Hakim, do Inter-American Dialogue, que espera mais &#8220;discursos&#8221;, e n\u00e3o a\u00e7\u00f5es de &#8220;impacto s\u00e9rio&#8221;.<\/p>\n<p>Mesmo assim, os especialistas preveem uma press\u00e3o internacional maior, em fun\u00e7\u00e3o da qual Caracas resolveu se aproximar de seus aliados: R\u00fassia, China, Ir\u00e3, Turquia e Coreia do Norte.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA) far\u00e1 uma sess\u00e3o extraordin\u00e1ria na Venezuela para analisar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Quem n\u00e3o reconhecer a legitimidade das institui\u00e7\u00f5es venezuelanas dar\u00e1 a elas sua resposta rec\u00edproca e oportuna. Vamos agir com grande firmeza&#8221;, afirmou Maduro, cujo mandato ser\u00e1 reconhecido na quinta-feira pelas For\u00e7as Armadas e, na sexta-feira, pela Assembleia Constituinte.<\/p>\n<p>&#8211; Sem mudan\u00e7as &#8211;<\/p>\n<p>Ao clima internacional adverso, soma-se o desespero e o desconforto daqueles que culpam o presidente pela ru\u00edna do outrora pr\u00f3spero pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com o FMI, a economia, que foi reduzida pela metade durante o governo de Maduro, vai contrair 5% em 2019, e a hiperinfla\u00e7\u00e3o chegar\u00e1 a 10.000.000%.<\/p>\n<p>&#8220;Alguns acham que estamos no auge. Mas haver\u00e1 n\u00edveis muito mais cr\u00edticos&#8221;, alertou o diretor da Ecoanal\u00edtica, Asdr\u00fabal Oliveros, que acredita que o governo pode ser for\u00e7ado a tomar &#8220;medidas pragm\u00e1ticas&#8221;, sem mudar o modelo de interven\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>&#8220;A Venezuela n\u00e3o vai mudar com Maduro na presid\u00eancia, os medicamentos n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis, as pessoas estar\u00e3o passando fome&#8221;, disse Gleidimir Pe\u00f1a, 23 anos, falando \u00e0 AFP.<\/p>\n<p>Diante da situa\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds, ela optou por emigrar para o Peru.<\/p>\n<p>No que quis respeito \u00e0 pior migra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria recente da Am\u00e9rica Latina, a ONU acredita que 2,3 milh\u00f5es de venezuelanos tenham abandonado o pa\u00eds desde 2015. Ainda segundo a ONU, esse n\u00famero deve subir para 5,3 milh\u00f5es em 2019.<\/p>\n<p>Com o colapso da produ\u00e7\u00e3o vital de petr\u00f3leo &#8211; de 3,2 milh\u00f5es de barris por dia para 1,13 milh\u00e3o na \u00faltima d\u00e9cada -, Maduro convidou seus aliados a investirem na explora\u00e7\u00e3o de ouro, diamante e coltan.<\/p>\n<p>&#8211; Oposi\u00e7\u00e3o impotente &#8211;<\/p>\n<p>Com controle institucional e militar e uma oposi\u00e7\u00e3o fraturada, Maduro diz que ele \u00e9 mais forte e mais leg\u00edtimo do que nunca. Agora, segue por conta pr\u00f3pria, depois de herdar o poder de Hugo Ch\u00e1vez (1999-2013), que h\u00e1 20 anos fundou a &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana&#8221;.<\/p>\n<p>Seus advers\u00e1rios fizeram quase tudo para desaloj\u00e1-lo do poder: protestos que deixaram cerca de 200 mortos, uma tentativa de referendo, promo\u00e7\u00e3o de di\u00e1logos e pedidos de san\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Mas hoje eles est\u00e3o engajados em lutas por lideran\u00e7a e com seus principais l\u00edderes presos, incapacitados, ou no ex\u00edlio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Parlamento foi substitu\u00eddo na pr\u00e1tica pela Assembleia Constituinte &#8211; com poderes absolutos -, uma vez que o TSJ o declarou em desacatado e anulou suas decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar disso, no s\u00e1bado passado, a legislatura declarou Maduro &#8220;usurpador&#8221;, proclamou-se o \u00fanico poder leg\u00edtimo e anunciou que promover\u00e1 um &#8220;governo de transi\u00e7\u00e3o&#8221; para convocar elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Nada sair\u00e1 do Parlamento que possa ter o menor impacto sobre as pol\u00edticas, pr\u00e1ticas, ou membros do governo, porque n\u00e3o tem poder, ou autoridade&#8221;, afirma Hakim.<\/p>\n<p>Para o cientista pol\u00edtico Luis Salamanca, a oposi\u00e7\u00e3o a Maduro &#8211; acusada de tentar mat\u00e1-lo em 4 de agosto &#8211; deve come\u00e7ar com uma &#8220;reconstru\u00e7\u00e3o&#8221;, aprender a lutar no palco &#8220;sem GPS constitucional&#8221; e evitar medidas que geram &#8220;frustra\u00e7\u00e3o&#8221; irrelevante.<\/p>\n<p>Um di\u00e1logo por enquanto parece distante. Mas, se iniciado, Hakim acredita que a oposi\u00e7\u00e3o deva buscar objetivos vi\u00e1veis para aliviar a crise.<\/p>\n<p>&#8220;Nenhum governo autorit\u00e1rio e repressivo cai porque seus oponentes &#8211; fracos e desorganizados &#8211; exigem isso&#8221;, apontou.<\/p>\n<p>Para defender a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221;, o partido no poder mobilizar\u00e1 seus partid\u00e1rios nesta quinta. Ontem, uma caravana, que incluiu homens encapuzados e armados com rifles, jurou defender Maduro pelo fogo e pelo sangue.<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Venezuela, Nicol\u00e1s Maduro, assumir\u00e1 na quinta-feira (10) um segundo mandato de seis anos sob uma sombra de ilegitimidade que pode implicar mais isolamento internacional e uma crise econ\u00f4mica ainda pior. 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