{"id":2524,"date":"2018-12-16T10:00:01","date_gmt":"2018-12-16T13:00:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=2524"},"modified":"2018-12-16T10:00:01","modified_gmt":"2018-12-16T13:00:01","slug":"negociacoes-comerciais-avancam-lentamente-entre-washington-e-pequim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/negociacoes-comerciais-avancam-lentamente-entre-washington-e-pequim\/","title":{"rendered":"Negocia\u00e7\u00f5es comerciais avan\u00e7am lentamente entre Washington e Pequim"},"content":{"rendered":"<div class=\"line textcontent_img watermark\">\n<p>A contagem regressiva para um acordo comercial come\u00e7ou. E, pela primeira vez, Washington e Pequim parecem determinados a alcan\u00e7\u00e1-lo, ignorando os assuntos diplom\u00e1ticos que poderiam comprometer o resultado de suas delicadas negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Donald Trump estimou na sexta-feira que um &#8220;grande acordo&#8221; poderia ser alcan\u00e7ado &#8220;muito rapidamente!&#8221;, justificando essa urg\u00eancia pela desacelera\u00e7\u00e3o da economia do gigante asi\u00e1tico, alvo de tarifas punitivas dos Estados Unidos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Essas declara\u00e7\u00f5es foram feitas no momento em que a ministra das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Canad\u00e1 se reunia com seu colega americano para discutir o caso de Meng Whanzhou, diretora financeira da gigante das telecomunica\u00e7\u00f5es chinesa Huawei, presa em 1\u00ba de dezembro pelo Canad\u00e1 a pedido de Washington. O caso provocou uma crise diplom\u00e1tica entre Ottawa e Pequim.<\/p>\n<p>A chinesa, suspeita de cumplicidade em fraude para contornar as san\u00e7\u00f5es americanas contra o Ir\u00e3, foi libertada sob fian\u00e7a, mas deve aguardar o processo de extradi\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos.<\/p>\n<p>No entanto, Donald Trump disse que estava pronto para intervir se fosse &#8220;necess\u00e1rio&#8221;, especialmente se permitisse concluir um acordo comercial com o presidente chin\u00eas Xi Jinping.<\/p>\n<p>Apenas duas semanas atr\u00e1s, o presidente republicano e seu colega chin\u00eas decretaram uma tr\u00e9gua na guerra comercial que v\u00eam travando h\u00e1 meses.<\/p>\n<p>Em termos concretos, Donald Trump concordou em adiar por 90 dias o aumento das tarifas alfandeg\u00e1rias sobre 200 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em mercadorias chinesas que deveria ocorrer em 1\u00ba de janeiro.<\/p>\n<p>Diante das d\u00favidas dos mercados financeiros sobre o alcance de tal adiamento, as autoridades chinesas aumentaram as medidas para aplacar a ira de Washington, que exige que Pequim ponha fim \u00e0s suas pr\u00e1ticas comerciais &#8220;injustas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Sinal&#8221; &#8211;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da suspens\u00e3o das sobretaxas impostas a carros e autope\u00e7as importadas dos Estados Unidos e retomada da compra maci\u00e7a de soja americana, o governo chin\u00eas tamb\u00e9m se declarou pronto para negociar tanto em seu solo como no territ\u00f3rio americano.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que os Estados Unidos e a China finalmente entraram em uma fase s\u00e9ria de negocia\u00e7\u00f5es&#8221;, comentou Edward Alden, especialista em com\u00e9rcio internacional do Council on Foreign Relations, observando que &#8220;houve um progresso mais substancial&#8221;.<\/p>\n<p>O fato de o anfitri\u00e3o da Casa Branca ter escolhido Robert Lighthizer como negociador chefe tamb\u00e9m \u00e9 um forte &#8220;sinal&#8221;, diz ele. Porque o representante \u00e9 um especialista em direito comercial com experi\u00eancia em negocia\u00e7\u00f5es dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Em menos de dois anos &#8211; ele se juntou ao governo Trump em maio de 2017 &#8211; Lighthizer reformou com sucesso o Acordo de Livre Com\u00e9rcio da Am\u00e9rica do Norte (Nafta), entre Estados Unidos, Canad\u00e1 e M\u00e9xico, cujo texto emendado foi formalmente assinado h\u00e1 quinze dias.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por ter lidado com transa\u00e7\u00f5es complexas com o Jap\u00e3o durante o governo Reagan nos anos 1980.<\/p>\n<p>Discuss\u00f5es s\u00e9rias e gestos de apaziguamento n\u00e3o significam a assinatura de um acordo at\u00e9 1\u00ba de mar\u00e7o, concordam os especialistas, j\u00e1 que o caminhoi \u00e9 longo.<\/p>\n<p>Donald Trump continua a denunciar um desequil\u00edbrio comercial por causa das pr\u00e1ticas comerciais &#8220;injustas&#8221; da China, como a transfer\u00eancia for\u00e7ada de tecnologia de empresas americanas em troca de acesso ao mercado chin\u00eas ou subs\u00eddios a empresas estatais.<\/p>\n<p>Em uma rara entrevista na semana passada, Robert Lighthizer enfatizou que por tr\u00e1s de suas negocia\u00e7\u00f5es estava a manuten\u00e7\u00e3o da superioridade tecnol\u00f3gica dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O fator desconhecido \u00e9 a interfer\u00eancia dos assuntos diplom\u00e1ticos. Al\u00e9m do caso Huawei, as autoridades americanas acusam a China de ataques cibern\u00e9ticos em solo americano. Assim, atribu\u00edram recentemente um ataque hacker a uma base de dados da gigante hoteleira Marriott.<\/p>\n<p>Por enquanto, os presidentes dos Estados Unidos e da China fingem n\u00e3o misturar negocia\u00e7\u00f5es comerciais e solu\u00e7os diplom\u00e1ticos. Mas esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel? No caso da Huawei, &#8220;os Estados Unidos ter\u00e3o que decidir se apoiam o Canad\u00e1&#8221;, um aliado hist\u00f3rico, observa Edward Alden. Correndo o risco de irritar Pequim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contagem regressiva para um acordo comercial come\u00e7ou. E, pela primeira vez, Washington e Pequim parecem determinados a alcan\u00e7\u00e1-lo, ignorando os assuntos diplom\u00e1ticos que poderiam comprometer o resultado de suas delicadas negocia\u00e7\u00f5es. 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