{"id":2170,"date":"2018-11-07T14:07:16","date_gmt":"2018-11-07T17:07:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=2170"},"modified":"2018-11-07T14:07:16","modified_gmt":"2018-11-07T17:07:16","slug":"por-que-a-primeira-viagem-de-bolsonaro-sera-ao-chile","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/por-que-a-primeira-viagem-de-bolsonaro-sera-ao-chile\/","title":{"rendered":"Por que a primeira viagem de Bolsonaro ser\u00e1 ao Chile"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">O presidente eleito brasileiro\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.co.uk\/portuguese\/topics\/f21d4493-e3bd-47df-b23c-1d57f0e3e818\">Jair Bolsonaro<\/a>\u00a0(PSL) deve romper uma tradi\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos governos petistas e, em vez de ter a Argentina como seu primeiro destino internacional ap\u00f3s eleito, prometeu visitar o Chile, em data ainda a ser definida.<\/p>\n<p>O pa\u00eds de 17 milh\u00f5es de habitantes, com acordos de livre com\u00e9rcio com mais de 60 mercados, entre eles Estados Unidos e China, dever\u00e1 registrar um dos maiores \u00edndices de crescimento econ\u00f4mico da Am\u00e9rica Latina neste ano, atr\u00e1s apenas de Bol\u00edvia, Paraguai e Peru, segundo o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). Ao mesmo tempo, ainda enfrenta uma dura heran\u00e7a social da ditadura militar (1973-1990).<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o sobre a primeira viagem de Bolsonaro foi dada no fim de outubro pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/962ed9f1-1a2c-44df-a72d-3ca27bcf4954\">DEM<\/a>).<\/p>\n<p>&#8220;O Chile \u00e9 uma grande refer\u00eancia latino-americana. Tem boa educa\u00e7\u00e3o, gera tecnologia e hoje comercializa com todo mundo. Temos que ter a humildade de olhar esse exemplo com aten\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Lorenzoni, chamando o Chile de &#8220;farol da Am\u00e9rica Latina&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente chileno Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era, um dos primeiros l\u00edderes internacionais a parabenizar Bolsonaro pela vit\u00f3ria no segundo turno, convidou-o via Twitter e por telefone a visitar o Chile. &#8220;Conversei longamente com o presidente eleito. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds continental e um s\u00f3cio importante para o Chile. E entendo que sua primeira viagem internacional ser\u00e1 ao nosso pa\u00eds&#8221;, afirmou Pi\u00f1era.<\/p>\n<p>Mas o que atraiu Bolsonaro e sua equipe ao Chile?<\/p>\n<p>Pa\u00eds com popula\u00e7\u00e3o e economia muito menores que as do Brasil, o Chile foi o primeiro da Am\u00e9rica do Sul a integrar, em 2010, a OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico), o chamado &#8220;clube dos ricos&#8221; &#8211; e, embora ainda esteja distante social e economicamente de seus pares do grupo, lidera o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) na Am\u00e9rica Latina e tem a maior expectativa de vida da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s (Chile) vamos bem quando nos comparamos em termos econ\u00f4micos e sociais com outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como na redu\u00e7\u00e3o da pobreza, nos \u00edndices de qualidade de educa\u00e7\u00e3o, no IDH e no aumento da renda per capita, que \u00e9 de cerca de US$ 25 mil (mais que o dobro da brasileira). Mas n\u00e3o t\u0101o bem quando nos comparamos com os pa\u00edses ricos da OCDE&#8221;, diz o professor de Ci\u00eancias Pol\u00edticas e de Direito da Universidade Aut\u00f3noma de Chile Ricardo Israel, em entrevista \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>O futuro superministro anunciado por Bolsonaro para a Economia, Paulo Guedes, tamb\u00e9m tem la\u00e7os com o Chile: morou e foi professor universit\u00e1rio no pa\u00eds nos anos 1980, durante o regime Pinochet, e \u00e9 conhecido como um &#8220;Chicago boy&#8221; &#8211; estudou na Universidade de Chicago, defensora de teorias econ\u00f4micas liberais e aplicadas no governo chileno.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Pioneiro do neoliberalismo&#8217;<\/h2>\n<p>A atual hist\u00f3ria econ\u00f4mica do Chile come\u00e7a no in\u00edcio dos anos 1980, quando abra\u00e7ou o neoliberalismo durante a ditadura do general Augusto Pinochet (1915-2006). Ele implementou a abertura da economia, o sistema de capitaliza\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia, o sistema privado de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o &#8211; mesmo as universidades p\u00fablicas passaram a ser pagas, e muitas fam\u00edlias ficaram anos endividadas com bancos para bancar os estudos dos filhos. As mudan\u00e7as geraram um crescimento consistente da economia.<\/p>\n<p>&#8220;O Chile foi pioneiro na ado\u00e7\u00e3o do neoliberalismo: os princ\u00edpios de interesse individual, propriedade privada e supremacia do mercado financeiro foram implementados aqui antes mesmo do Consenso de Washington, de 1989 (quando foi formulado um &#8220;receitu\u00e1rio&#8221; de medidas neoliberais \u00e0 Am\u00e9rica Latina, como privatiza\u00e7\u00f5es, austeridade fiscal e reformas tribut\u00e1rias)&#8221;, explica o professor de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e Administrativas da Universidade de Valpara\u00edso Guillermo Holzmann.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, estima-se que o regime Pinochet &#8211; que chegou a ser processado internacionalmente e preso por crimes contra a humanidade &#8211; tenha deixado ao menos 40 mil v\u00edtimas, entre presos pol\u00edticos, torturados e mortos. Mas o chileno n\u00e3o esteve na mira da Justi\u00e7a apenas como resultado do regime brutal que comandou.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os ataques de 11 de setembro, nos Estados Unidos, uma investiga\u00e7\u00e3o do Senado americano, que buscava informa\u00e7\u00f5es sobre financiamento ao terrorismo, acabou se deparando com informa\u00e7\u00f5es que mancharam a imagem de Pinochet. O relat\u00f3rio do Senado descobriu milh\u00f5es do ex-ditador escondidos em um banco americano. Posteriormente, outras contas, muitas com pseud\u00f4nimos, foram encontradas em diferentes institui\u00e7\u00f5es. Aos 91 anos, Pinochet morreu sem condena\u00e7\u00f5es. Em 2013, um juiz chileno concluiu que n\u00e3o era poss\u00edvel estabelecer a origem de 18 milh\u00f5es de d\u00f3lares da fortuna de Pinochet espalhada por centenas de contas no exterior e encerrou o processo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Elogios no Brasil<\/h2>\n<p>O chileno chegou a ser elogiado em discursos e entrevistas por Bolsonaro, que disse que o ditador &#8220;fez o que tinha que ser feito para reconquistar o seu pa\u00eds&#8221; e matou &#8220;baderneiros&#8221;.<\/p>\n<p>A despeito da ditadura, esse modelo econ\u00f4mico chileno \u00e9 mantido em grande parte at\u00e9 hoje, quase 40 anos depois. O pa\u00eds foi governado 20 anos seguidos pela coaliz\u00e3o de centro-esquerda chamada Concerta\u00e7\u00e3o. Nem ela e nem os governos seguintes &#8211; como os dois mandatos da ex-presidente socialista Michelle Bachelet ou os do atual presidente, de direita, Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era &#8211; mudaram o sistema econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>O Chile segue sendo uma das economias mais abertas do mundo, n\u00e3o importando a linha ideol\u00f3gica de seu presidente. E encarou durante anos o t\u00edtulo de um dos mais desiguais da Am\u00e9rica Latina. Hoje, com o aumento da escolaridade e a partir de medidas adotadas pelos governos democr\u00e1ticos, a desigualdade diminuiu e principalmente entre os jovens, explica Israel.<\/p>\n<p>Desde o retorno da democracia, o pa\u00eds andino, banhado pelo oceano Pacifico, passou a viver uma esp\u00e9cie de dicotomia &#8211; respeitando a espinha dorsal do modelo econ\u00f4mico herdado de Pinochet, como a ampla abertura comercial, mas tentando &#8220;aperfei\u00e7o\u00e1-lo&#8221; na \u00e1rea social e paulatinamente condenando os militares envolvidos em crimes cometidos durante a ditadura.<\/p>\n<p>&#8220;O estilo chileno \u00e9 do passo a passo, tanto nas melhorias que est\u00e3o sendo feitas na heran\u00e7a social (deixada por Pinochet) como na \u00e1rea de direitos humanos&#8221;, diz o professor Ricardo Israel.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a abertura econ\u00f4mica provocou, segundo Holzmann, uma desindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e uma press\u00e3o maior sobre os trabalhadores.<\/p>\n<p>Pa\u00eds aberto em termos comerciais, mas fechado para outros setores, como o comportamento, o Chile foi um dos \u00faltimos pa\u00edses do mundo a permitir o div\u00f3rcio, por exemplo. Mant\u00e9m restri\u00e7\u00f5es ao aborto semelhantes \u00e0s do Brasil e em 2015 passou a permitir a uni\u00e3o civil homossexual.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s uma onda de protestos estudantis durante a gest\u00e3o Bachelet, alunos de fam\u00edlias com menor renda passaram a ter ajuda do Estado para estudar nas universidades p\u00fablicas e pagas.<\/p>\n<p>&#8220;Mas muitas fam\u00edlias continuam endividadas com os bancos para pagar o cr\u00e9dito que adquiriram para a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, que foi outra heran\u00e7a de Pinochet&#8221;, afirma Holzmann.<\/p>\n<p>Hoje, afirmou, o governo chileno oferece uma s\u00e9rie de ajudas sociais aos mais pobres, como cr\u00e9dito com juros baixos para a compra de im\u00f3veis. No caso da sa\u00fade, contou, o trabalhador chileno pode optar para pagar para ter acesso ao sistema p\u00fablico ou privado. Tamb\u00e9m neste caso pagando do pr\u00f3prio bolso, como vem dos tempos de Pinochet.<\/p>\n<p>Analistas chilenos ouvidos pela BBC News Brasil mostraram-se divididos diante do fato de a primeira visita internacional de Bolsonaro ser ao Chile.<\/p>\n<p>O professor Israel entende que \u00e9 &#8220;uma boa surpresa&#8221;. Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff visitaram a Argentina &#8211; principal parceiro comercial do Brasil na regi\u00e3o &#8211; em suas primeiras viagens ap\u00f3s eleitos. J\u00e1 Fernando Henrique visitou o Chile antes da Argentina, pouco depois de eleito em 1995.<\/p>\n<p>&#8220;O Chile e o Brasil t\u00eam uma amizade hist\u00f3rica desde o s\u00e9culo 19 e quando, tamb\u00e9m por amizade pessoal, os presidentes eram Fernando Henrique e Ricardo Lagos (anos 1990). Mas n\u00e3o deixa de ser uma surpresa que Bolsonaro tenha escolhido o Chile como primeira viagem&#8221;, diz Israel.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Holzmann, &#8220;faz todo sentido&#8221; que a primeira visita internacional de Bolsonaro seja ao Chile, pelo modelo de governo que ele sugere que pretende implementar a partir de 1\u00ba de janeiro, quando tomar\u00e1 posse.<\/p>\n<p>&#8220;Bolsonaro quer a abertura da economia. Mas um modelo neoliberal como o chileno s\u00f3 pode ser implementado por ditaduras&#8221;, opina.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era, opositor do per\u00edodo de Pinochet, tem sido alvo de cr\u00edticas da esquerda chilena pela aproxima\u00e7\u00e3o com Bolsonaro. O senador socialista Juan Pablo Letelier, por exemplo, afirmou ser necess\u00e1rio ter &#8220;uma vis\u00e3o mais integral do que significa Bolsonaro para o Brasil, a regi\u00e3o e o mundo. N\u00e3o \u00e9 casual que as manchetes de todos os jornais da Europa o chamem de ultradireitista&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Previd\u00eancia Social<\/h2>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que Bolsonaro estude tamb\u00e9m o sistema previdenci\u00e1rio chileno, alvo de controversas. Para a soci\u00f3loga e cientista pol\u00edtica Maria Rita Loureiro, professora de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e Governo da FGV-SP, &#8220;vai ser um desastre&#8221; para o trabalhador se o Brasil copiar o modelo chileno de Previd\u00eancia Social.<\/p>\n<p>Loureiro \u00e9 autora de uma pesquisa comparando os modelos de Previd\u00eancia do Brasil, da Argentina e do Chile. Para ela, o sistema, implementado na ditadura de Pinochet, n\u00e3o foi pensado para o trabalhador, mas sim para o mercado de capitais.<\/p>\n<p>&#8220;O sistema de Previd\u00eancia chileno \u00e9 perverso. Trata-se de uma capitaliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, que deixou somente os militares no sistema estatal, prejudicou principalmente as mulheres (por exemplo, por impedi-las de continuar contribuindo durante a licen\u00e7a-maternidade) e favoreceu o setor privado de aposentadorias (AFPs)&#8221;, opina a professora \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Por ter sido implementada na ditadura, os trabalhadores n\u00e3o tiveram op\u00e7\u00e3o. A ades\u00e3o ao sistema privado foi obrigat\u00f3ria. Se o trabalhador se afastar do mercado de trabalho, ele deixar\u00e1 de contribuir. Ou seja, dever\u00e1 trabalhar mais para se aposentar. E vi que muitas vezes os benef\u00edcios s\u00e3o muito baixos pelo tempo e pelo que ele contribuiu.&#8221;<\/p>\n<p>No sistema chileno, explica Israel, o trabalhador contribui \u00e0 Previd\u00eancia privada com 10% do seu sal\u00e1rio mensal, recolhidos pelo empregador e transmitidos \u00e0s AFPs. O empregador n\u00e3o contribui para a Previd\u00eancia do empregado, embora Pi\u00f1era tenha apresentado um projeto que altere esse mecanismo e amplie o papel do Estado no sistema previdenci\u00e1rio. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso.<\/p>\n<p>Segundo Loureiro, atualmente, &#8220;al\u00e9m de pagar pela sua Previd\u00eancia com uma parte do seu sal\u00e1rio, o trabalhador chileno ainda paga uma taxa para a administra\u00e7\u00e3o dos seus recursos pelas AFPs. Seria melhor ele colocar o dinheiro no banco, renderia mais. Mas a ditadura n\u00e3o permitiu essa alternativa&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Economia<\/h2>\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas, o Mercosul namora esta maior aproxima\u00e7\u00e3o comercial com o Chile, para, atrav\u00e9s dele chegar, mais r\u00e1pido aos mercados asi\u00e1ticos. O Chile, assim como Peru e Col\u00f4mbia, s\u00e3o banhados pelo oceano Pac\u00edfico e formaram com o M\u00e9xico a Alian\u00e7a do Pac\u00edfico, voltada para o com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>O Chile tamb\u00e9m tem atra\u00eddo algumas empresas do setor de tecnologia, como a Amazon, mas, segundo Holzmann, os investidores internacionais costumam olhar para a regi\u00e3o com dois focos: o Brasil e a Argentina, que s\u00e3o as duas maiores economias da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>&#8220;Quando as duas economias n\u00e3o est\u00e3o em seus melhores dias, a do Chile tamb\u00e9m \u00e9 afetada. Por exemplo, na \u00e1rea de obras p\u00fablicas&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O modelo de mercado aberto faz com que os pre\u00e7os dos eletr\u00f4nicos, por exemplo, costumem ser mais baratos que nos pa\u00edses vizinhos. At\u00e9 recentemente, os argentinos lotavam aeroportos para fazer compras de eletr\u00f4nicos, eletrodom\u00e9sticos e roupas em Santiago.<\/p>\n<p>O Chile exporta principalmente cobre (50%), sendo o maior exportador mundial do produto, e ainda alimentos e servi\u00e7os, como setores tecnol\u00f3gicos, que ainda s\u00e3o t\u00edmidos em termos de volume em compara\u00e7\u00e3o com sua tradi\u00e7\u00e3o de vender alimentos (frutas, peixes e vinhos, por exemplo) ao mundo.<\/p>\n<p>Segundo a assessoria de imprensa da Dire\u00e7\u00e3o Geral de Rela\u00e7\u00f5es Econ\u00f4micas Internacionais (Direcon), o Chile tem acordos de livre com\u00e9rcio com 64 mercados, incluindo pa\u00edses da regi\u00e3o da \u00c1sia-Pac\u00edfico, da Uni\u00e3o Europeia e da Am\u00e9rica Latina. As regi\u00f5es com as quais o pa\u00eds n\u00e3o tem acordo completo de livre com\u00e9rcio s\u00e3o a \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio. Ainda em termos de n\u00fameros, o Chile comercializa com 86,3% do PIB (Produto Interno Bruto global) e com 63% da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Procurada pela BBC News Brasil, a assessoria de imprensa da Presid\u00eancia do Chile n\u00e3o respondeu se a visita de Bolsonaro j\u00e1 foi agendada. Procurado, o Itamaraty informou que responder\u00e1 pela agenda internacional de Bolsonaro depois que ele tomar posse.<\/p>\n<p><span class=\"byline__name\">Marcia Carmo<\/span><span class=\"byline__title\">De Buenos Aires <\/span><\/p>\n<p><span class=\"byline__title\">para a BBC News Brasil<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente eleito brasileiro\u00a0Jair Bolsonaro\u00a0(PSL) deve romper uma tradi\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos governos petistas e, em vez de ter a Argentina como seu primeiro destino internacional ap\u00f3s eleito, prometeu visitar o Chile, em data ainda a ser definida. 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