{"id":2014,"date":"2018-10-17T20:19:16","date_gmt":"2018-10-17T23:19:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=2014"},"modified":"2018-10-17T20:19:16","modified_gmt":"2018-10-17T23:19:16","slug":"o-cenario-economico-nacional-e-a-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/o-cenario-economico-nacional-e-a-construcao-civil\/","title":{"rendered":"O cen\u00e1rio econ\u00f4mico nacional e a Constru\u00e7\u00e3o Civil"},"content":{"rendered":"<p>\/\/No in\u00edcio de 2018 as mais diversas estimativas para a economia nacional indicavam incremento do PIB entre 2,5% a 3%. Esperava-se que, ap\u00f3s a grave recess\u00e3o que se abateu sobre o Pa\u00eds entre o 2\u00ba trimestre 2014 e o 4\u00ba trimestre de 2016, o ano 2018 finalmente seria mais pr\u00f3spero.<\/p>\n<p>Contribu\u00edam para este otimismo a infla\u00e7\u00e3o sob controle, que inclusive tinha encerrado 2017 abaixo do piso da meta, o retorno, mesmo que modesto, da gera\u00e7\u00e3o de emprego com carteira assinada, o crescimento de 1% observado em 2017, a redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros, a expectativa de aprova\u00e7\u00e3o de reformas estruturais, em especial a da previd\u00eancia, e o retorno da confian\u00e7a de empres\u00e1rios e consumidores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim do primeiro semestre a perspectiva j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alentadora e o tom mais otimista das proje\u00e7\u00f5es ficou para tr\u00e1s, dando lugar a uma crescente preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro pr\u00f3ximo. Motivos n\u00e3o faltam: a <strong>reforma da previd\u00eancia <\/strong>foi postergada acirrando a incerteza fiscal, a velocidade da retomada das atividades n\u00e3o aconteceu conforme o previsto, a<strong> greve dos caminhoneiros<\/strong>, ocorrida em maio, evidenciou ainda mais as fragilidades existentes, a confian\u00e7a de empres\u00e1rios e consumidores voltou a ficar abalada e o cen\u00e1rio pol\u00edtico \u00e9 bastante conturbado.<\/p>\n<p>Para completar o desgaste, o ambiente externo ficou menos favor\u00e1vel para as economias emergentes. A disputa comercial entre chineses e norte-americanos e o aumento dos juros nos Estados Unidos provocam apreens\u00e3o. Vale destacar, ainda, que o Brasil recentemente assistiu a uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Atualmente a proje\u00e7\u00e3o de <strong>crescimento da economia nacional<\/strong> est\u00e1 em 1,5% e a conjuntura mais conturbada. No curto prazo, a instabilidade provocada pelo quadro eleitoral e as incertezas em rela\u00e7\u00e3o ao caminho fiscal que ser\u00e1 adotado pelo novo mandat\u00e1rio do Pa\u00eds geram inquieta\u00e7\u00f5es e postergam os investimentos, t\u00e3o necess\u00e1rios para fazer o Pa\u00eds crescer de forma sustentada. Sem investimento n\u00e3o tem consumo, n\u00e3o tem renda, n\u00e3o tem tributos e n\u00e3o tem emprego.<\/p>\n<p>Sem investimento a economia n\u00e3o ter\u00e1 dinamismo e continuar\u00e1 a passos lentos. Neste ambiente observa-se, ainda, o fraco desempenho de setores estrat\u00e9gicos para o desenvolvimento nacional, como a <strong>Constru\u00e7\u00e3o Civil<\/strong>. Depois de registrar queda superior a 20% em suas atividades nos \u00faltimos quatro anos e perder quase um milh\u00e3o de trabalhadores com carteira assinada, o setor v\u00ea a proje\u00e7\u00e3o do seu crescimento em 2018 cair de 2% para modesto 0,5%.<\/p>\n<p>Uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de acreditar para um Pa\u00eds com tantas car\u00eancias b\u00e1sicas como o Brasil. Considerando uma hip\u00f3tese de crescimento de 0,5% ao ano somente em 2062 a Constru\u00e7\u00e3o voltaria ao patamar de 2013. Sempre \u00e9 bom lembrar que a Constru\u00e7\u00e3o \u00e9 um setor estrat\u00e9gico do ponto de vista socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p>Social devido ao seu produto. Basta olhar ao redor para se observar a gritante necessidade de moradias, hospitais, escolas e obras de infraestrutura. Do ponto de vista econ\u00f4mico, devido a sua extensa cadeia produtiva, o setor propaga emprego, renda e tributos por toda a economia. Em Minas Gerais, por exemplo, o investimento de R$ 10 milh\u00f5es em obras gera cerca de 400 novas ocupa\u00e7\u00f5es conforme dados da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas.<\/p>\n<p>Espera-se que o ciclo vicioso onde incertezas emperram investimentos, inibem o consumo, e a maior gera\u00e7\u00e3o de emprego na economia n\u00e3o avance. \u00c9 necess\u00e1rio enfrentar os problemas, em especial os de natureza fiscal, para se elaborar uma agenda positiva para o Pa\u00eds. Neste sentido, as reformas estruturais, como a previdenci\u00e1ria, a tribut\u00e1ria e a administrativa, s\u00e3o inevit\u00e1veis. \u00c9 preciso mudar a economia e melhorar o ambiente de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Sem d\u00favidas, a economia saiu do seu vale depressivo. Mas ainda n\u00e3o se observa um novo ciclo de crescimento. O Pa\u00eds precisa avan\u00e7ar e, para isso, precisa fazer as escolhas certas. Neste sentido, sair do discurso e trabalhar efetivamente na melhoria das contas p\u00fablicas e incentivar os setores estrat\u00e9gicos, como a Constru\u00e7\u00e3o Civil, s\u00e3o caminhos a percorrer para acelerar a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<ul>\n<li>Daniel \u00cdtalo Richard Furletti \u2013 Economista \u2013 Coordenador Sindical do Sinduscon-MG.<\/li>\n<li>Ieda Maria Pereira Vasconcelos \u2013 Economista \u2013 Assessora Econ\u00f4mica do Sinduscon-MG.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\/\/No in\u00edcio de 2018 as mais diversas estimativas para a economia nacional indicavam incremento do PIB entre 2,5% a 3%. Esperava-se que, ap\u00f3s a grave recess\u00e3o que se abateu sobre o Pa\u00eds entre o 2\u00ba trimestre 2014 e o 4\u00ba trimestre de 2016, o ano 2018 finalmente seria mais pr\u00f3spero. 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