{"id":11542,"date":"2024-05-02T11:46:45","date_gmt":"2024-05-02T14:46:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=11542"},"modified":"2024-05-02T11:46:45","modified_gmt":"2024-05-02T14:46:45","slug":"golpe-do-acesso-remoto-e-ponto-fraco-dos-aplicativos-de-bancos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/golpe-do-acesso-remoto-e-ponto-fraco-dos-aplicativos-de-bancos\/","title":{"rendered":"Golpe do acesso remoto \u00e9 ponto fraco dos aplicativos de bancos"},"content":{"rendered":"<div id=\"article-header\" class=\"p-20px-b\">\n<div class=\"text-sz-8 sm-text-sz-7 p-10px-tb\">Minist\u00e9rio da Defesa diz que 335 militares das tr\u00eas for\u00e7as est\u00e3o mobilizados para ajudar popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha, al\u00e9m de 12 embarca\u00e7\u00f5es e cinco helic\u00f3pteros<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/idec.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Idec<\/a>\u00a0(Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) divulgou relat\u00f3rio que trata sobre o golpe do acesso remoto. Intitulado como \u201c<a href=\"https:\/\/idec.org.br\/sites\/default\/files\/_golpe_acesso_remoto.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Golpe do Celular Invadido: a responsabilidade dos bancos e os direitos dos consumidores<\/a>\u201d, o documento traz todo o trabalho realizado pelo Instituto nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n<p>O Instituto fez um primeiro levantamento de reclama\u00e7\u00f5es a respeito do golpe do acesso remoto e viu que o Nubank\u00a0foi\u00a0campe\u00e3o de reclama\u00e7\u00f5es em 2022 no site Reclame Aqui\u00a0em rela\u00e7\u00e3o a golpes envolvendo a invas\u00e3o de celular.<\/p>\n<p>Embora muitas dessas reclama\u00e7\u00f5es fossem sobre celulares roubados, algumas delas tinham a ver com o golpe do acesso remoto, inclusive com\u00a0relatos espalhados por redes sociais.<\/p>\n<p>O golpe ocorre quando um criminoso finge ser atendente de um banco e entra em contato com a v\u00edtima por algum meio: WhatsApp, SMS, e-mail ou liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica. Ele fala alguns dados da v\u00edtima para ganhar confian\u00e7a dela e conversa de forma bem t\u00e9cnica e educada tamb\u00e9m com o mesmo objetivo.<\/p>\n<p>O falso atendente avisa que h\u00e1 algum problema com a conta da pessoa e pede para que ela baixe um aplicativo no celular.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a v\u00edtima baixar esse app, que \u00e9 um programa de acesso remoto, o golpista guia a pessoa at\u00e9 o aplicativo do banco e, quando ela coloca a senha, ele toma o controle do celular, faz transfer\u00eancias, empr\u00e9stimos, compras e outros tipos de transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com isso, o Idec decidiu enviar uma notifica\u00e7\u00e3o ao Nubank no come\u00e7o do m\u00eas de abril deste ano. Com a resposta do banco, o Instituto resolveu partir para uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada acerca do tema.<\/p>\n<p>\u201cFizemos um levantamento para saber como os principais bancos do pa\u00eds agiam em rela\u00e7\u00e3o ao golpe do acesso remoto e, a partir desses dados, come\u00e7amos a question\u00e1-los tamb\u00e9m sobre o tema\u201d, afirma a coordenadora do Programa de Servi\u00e7os Financeiros do Idec, Ione Amorim.<\/p>\n<h2>O que os bancos fazem para evitar o golpe?<\/h2>\n<p>A nova notifica\u00e7\u00e3o foi enviada aos tr\u00eas maiores bancos privados do pa\u00eds: Bradesco, Ita\u00fa e Santander. As perguntas foram as mesmas enviadas ao Nubank: se eles j\u00e1 tiveram consumidores que sofreram o golpe, qual a atitude que t\u00eam tomado para evit\u00e1-lo e se est\u00e3o devolvendo o dinheiro \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Um dos bancos respondeu que era poss\u00edvel sim barrar por completo o acesso remoto ao aplicativo dele e isso fez com que o Instituto fosse al\u00e9m e questionasse o motivo de os outros bancos n\u00e3o terem essa tecnologia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais uma rodada de notifica\u00e7\u00f5es, os bancos afirmaram que estavam investindo em medidas de seguran\u00e7as para evitar por completo o golpe do acesso remoto. Com essa \u00faltima resposta, o Idec decidiu fazer um teste nos aplicativos dos bancos.<\/p>\n<p>O Idec esperou cerca de um m\u00eas ap\u00f3s a \u00faltima notifica\u00e7\u00e3o enviada para iniciar os testes nos aplicativos dos bancos. O objetivo n\u00e3o era ter uma resposta t\u00e9cnica sobre qual era a brecha de seguran\u00e7a, mas saber se qualquer pessoa que n\u00e3o entende de seguran\u00e7a cibern\u00e9tica conseguiria acessar os aplicativos e fazer um Pix por meio de um software de acesso remoto.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s fizemos os testes com volunt\u00e1rios que n\u00e3o tinham familiaridade com o programa de acesso remoto. A ideia era essa mesma. Saber se pessoas leigas conseguiriam acessar os aplicativos dos bancos ou se eles barrariam\u201d, confirma o coordenador jur\u00eddico do Idec, Christian Printes.<\/p>\n<p>Se um banco barrasse o acesso remoto, para o Idec era um sinal de que todos os outros tamb\u00e9m deveriam dispor dessa tecnologia. Assim, todos os consumidores teriam a prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para n\u00e3o ser v\u00edtima desse tipo de fraude. E foi isso que aconteceu.<\/p>\n<p>Um dos bancos testados n\u00e3o apenas bloqueou o acesso remoto como tamb\u00e9m mostrou uma mensagem de suspeita de golpe e o aplicativo ficou sem funcionar por algumas horas. S\u00f3 abriu ap\u00f3s o volunt\u00e1rio deletar o software de acesso remoto do celular dele. \u201cEsse resultado foi considerado paradigm\u00e1tico pela equipe do Idec, ou seja, ele deve ser o modelo utilizado por todos os outros bancos para evitar o golpe\u201d, explica Printes.<\/p>\n<p>Os outros bancos testados n\u00e3o tiveram o mesmo resultado. Foi poss\u00edvel acessar o aplicativo e at\u00e9 realizar a transfer\u00eancia via Pix. O Idec decidiu enviar uma \u00faltima notifica\u00e7\u00e3o aos bancos com a descri\u00e7\u00e3o dos resultados dos testes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o envio dessa \u00faltima notifica\u00e7\u00e3o, tr\u00eas bancos responderam e solicitaram reuni\u00f5es presenciais com o Idec. Um deles enviou um of\u00edcio como resposta.<\/p>\n<p>Nas reuni\u00f5es e no of\u00edcio enviado, os bancos mostraram algumas medidas de seguran\u00e7a que est\u00e3o tomando n\u00e3o apenas para evitar o golpe do acesso remoto, mas tamb\u00e9m para outros tipos de fraudes.<\/p>\n<p>\u201cFicou claro que os bancos possuem diferentes vis\u00f5es sobre permitir ou bloquear o acesso remoto. Alguns, por exemplo, dizem que permitem o acesso apenas com cadastro pr\u00e9vio, enquanto outros fazem um monitoramento posterior com base na an\u00e1lise do comportamento do consumidor. Todos se comprometeram a aprimorar os mecanismos de seguran\u00e7a\u201d, destaca Ione Amorim.<\/p>\n<p>Para o Idec, essa decis\u00e3o de n\u00e3o bloquear efetivamente o acesso remoto \u00e9 um erro. \u201cPor todo o trabalho que o Idec fez, a gente acredita que \u00e9 essencial o bloqueio efetivo do acesso remoto. S\u00f3 assim o consumidor fica 100% seguro de n\u00e3o se tornar uma v\u00edtima da fraude. Como existe essa tecnologia no mercado, o Idec indica que todos os bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras do pa\u00eds utilizem dela para isso\u201d, determina Amorim.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio n\u00e3o apenas traz a conclus\u00e3o de todo esse trabalho realizado, mas tamb\u00e9m pode ser utilizado pelas v\u00edtimas dos golpes para tentarem reaver o dinheiro perdido com a fraude.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o pode garantir que o uso do relat\u00f3rio vai fazer com que o banco devolva o dinheiro ou que a pessoa vai conseguir vencer a a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a. Por\u00e9m, mesmo assim, ele \u00e9 um instrumento importante para as v\u00edtimas utilizarem, j\u00e1 que traz a explica\u00e7\u00e3o detalhada de todo o trabalho e de como os bancos devem ser responsabilizados, se decidirem por n\u00e3o bloquear o acesso remoto aos aplicativos deles\u201d, conclui a coordenadora do Programa de Servi\u00e7os Financeiros do Idec.<\/p>\n<p>O Idec decidiu por preservar os detalhes dos testes realizados para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o de falhas e facilita\u00e7\u00e3o de uso indevido do acesso remoto como pr\u00e1tica criminosa. Por isso, esses detalhes n\u00e3o est\u00e3o presentes no relat\u00f3rio divulgado pelo Instituto.<\/p>\n<p>O documento ainda traz o Artigo 14 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e a S\u00famula 479 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) como normas que garantem o direito das v\u00edtimas junto \u00e0s institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cO banco que causar dano devido \u00e0 falha de seguran\u00e7a comprovada dever\u00e1 reparar o dano, mesmo em caso fortuitos de fraudes ou de atos praticados por outras pessoas atrav\u00e9s de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, conforme entendimento pacificado pelo STJ\u201d, comenta o advogado do Idec, Anderson Resende.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do relat\u00f3rio, o Idec tamb\u00e9m disponibiliza um modelo de peti\u00e7\u00e3o para quem precisar entrar na Justi\u00e7a na busca pela repara\u00e7\u00e3o ao dano sofrido. \u201cA a\u00e7\u00e3o judicial deve ser a \u00faltima tentativa de solu\u00e7\u00e3o ao problema. A gente indica que primeiro a v\u00edtima entre em contato direto com o banco. Se a resposta for negativa, fa\u00e7a uma den\u00fancia nos \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor, como o Procon e o site\u00a0consumidor.gov.br. Se ainda assim o banco se recusar a devolver o dinheiro, a\u00ed n\u00f3s temos esse modelo de peti\u00e7\u00e3o para que os nossos associados consigam entrar com uma a\u00e7\u00e3o nos Juizados Especiais\u201d, completa Resende.<\/p>\n<p>Por ICL Noticias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"c-xs-6\"><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minist\u00e9rio da Defesa diz que 335 militares das tr\u00eas for\u00e7as est\u00e3o mobilizados para ajudar popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha, al\u00e9m de 12 embarca\u00e7\u00f5es e cinco helic\u00f3pteros O\u00a0Idec\u00a0(Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) divulgou relat\u00f3rio que trata sobre o golpe do acesso remoto. 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