{"id":10753,"date":"2023-05-06T21:19:25","date_gmt":"2023-05-07T00:19:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=10753"},"modified":"2023-05-06T21:19:25","modified_gmt":"2023-05-07T00:19:25","slug":"diesse-salario-minimo-necessario-em-abril-de-2023-deveria-ter-sido-r-6-67611","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/diesse-salario-minimo-necessario-em-abril-de-2023-deveria-ter-sido-r-6-67611\/","title":{"rendered":"DIESSE: Sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio, em abril de 2023, deveria ter sido R$ 6.676,11"},"content":{"rendered":"<div>Entre mar\u00e7o e abril de 2023, o valor do conjunto dos alimentos b\u00e1sicos aumentou em 14 das 17 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos. As eleva\u00e7\u00f5es mais importantes ocorreram em Porto Alegre (5,02%) Florian\u00f3polis (3,65%), Goi\u00e2nia (3,53%), Bras\u00edlia (3,43%) e Fortaleza (3,38%). J\u00e1 as redu\u00e7\u00f5es foram observadas em tr\u00eas capitais: Natal (-1,48%), Salvador (-0,91%) e Bel\u00e9m (-0,57%).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>S\u00e3o Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos b\u00e1sicos apresentou o maior custo (R$ 794,68), seguida de Porto Alegre (R$ 783,55), Florian\u00f3polis (R$ 769,35) e do Rio de Janeiro (R$ 750,77). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composi\u00e7\u00e3o da cesta \u00e9 diferente, os menores valores m\u00e9dios foram registrados em Aracaju (R$ 553,89), Recife (R$ 582,26), Jo\u00e3o Pessoa (R$ 585,42) e Salvador (R$ 585,99).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A compara\u00e7\u00e3o dos valores da cesta, entre abril de 2022 e abril de 2023, mostra que os pre\u00e7os ca\u00edram em nove das capitais pesquisadas, com varia\u00e7\u00f5es que oscilaram entre -6,12%, em Curitiba, e -0,08%, em Recife. Outras oito cidades registraram aumentos, com destaque para as taxas de Bel\u00e9m (8,27%), Fortaleza (3,42%) e Goi\u00e2nia (3,23%)<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nos quatro primeiros meses do ano, o custo da cesta b\u00e1sica aumentou em 11 cidades, com varia\u00e7\u00f5es entre 0,02%, em Florian\u00f3polis, e 6,30%, em Aracaju. As quedas mais importantes ocorreram em Vit\u00f3ria (-3,41%) e Belo Horizonte (-3,93%).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com base na cesta mais cara, que, em abril, foi a de S\u00e3o Paulo, e levando em considera\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o constitucional que estabelece que o sal\u00e1rio m\u00ednimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da fam\u00edlia dele com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia, o DIEESE estima mensalmente o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio. Em abril de 2023, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.676,11, ou 5,13 vezes o m\u00ednimo de R$ 1.302,00. Em mar\u00e7o, o valor necess\u00e1rio era de R$ 6.571,52 e correspondeu a 5,05 vezes o piso m\u00ednimo. Em abril de 2022, o m\u00ednimo necess\u00e1rio deveria ter ficado em R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o valor vigente na \u00e9poca, que era R$ 1.212,00.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<table class=\"post-image-wrapper pull-center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<figure class=\"post-image-figure\">\n<div class=\"post-image\"><img decoding=\"async\" class=\"ck-img\" src=\"https:\/\/fsindical.org.br\/midias\/image\/37720-salario-minimo.jpg\" alt=\"salario minimo\" \/><\/div><figcaption class=\"post-image-legend\"><\/figcaption><\/figure>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Cesta x sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em abril de 2023, o tempo m\u00e9dio necess\u00e1rio para adquirir os produtos da cesta b\u00e1sica foi de 114 horas e 59 minutos, maior do que o de mar\u00e7o, de 112 horas e 53 minutos. J\u00e1 em abril de 2022, a jornada m\u00e9dia foi de 124 horas e 08 minutos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quando se compara o custo da cesta e o sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ou seja, ap\u00f3s o desconto de 7,5% referente \u00e0 Previd\u00eancia Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em m\u00e9dia, em abril de 2023, 56,51% do rendimento para adquirir os produtos aliment\u00edcios b\u00e1sicos e, em mar\u00e7o, 55,47% da renda l\u00edquida. Em abril de 2022, o percentual ficou em 61,00%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Comportamento dos pre\u00e7os dos produtos da cesta1<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; O custo do quilo do feij\u00e3o subiu em todas as capitais. O feij\u00e3o tipo preto, coletado nas capitais do Sul, em Vit\u00f3ria e no Rio de Janeiro, apresentou varia\u00e7\u00f5es que oscilaram entre 1,92%, em Florian\u00f3polis, e 4,96%, em Vit\u00f3ria. Em 12 meses, os pre\u00e7os recuaram em tr\u00eas cidades: Rio de Janeiro (-4,90%), Curitiba (-3,17%) e Vit\u00f3ria (-2,98%). J\u00e1 em Porto Alegre e Florian\u00f3polis houve eleva\u00e7\u00e3o de 1,49% e 1,00%, respectivamente. Para o tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Belo Horizonte e S\u00e3o Paulo, as taxas variaram entre 2,23%, em Bel\u00e9m, e 7,96%, em Campo Grande, entre mar\u00e7o e abril. Em 12 meses, todas as cidades registraram alta, com taxas de at\u00e9 40,58%, observada em Recife. A baixa oferta do gr\u00e3o carioca de melhor qualidade e do tipo preto explicaram as altas no varejo, mesmo com os elevados patamares de pre\u00e7os praticados nos estabelecimentos pesquisados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; Entre mar\u00e7o e abril, o pre\u00e7o m\u00e9dio da batata, coletado no Centro-Sul, aumentou em quase todas as capitais dessas regi\u00f5es. As altas oscilaram entre 4,93%, em Florian\u00f3polis, e 26,88%, em Campo Grande. Em S\u00e3o Paulo houve queda (-0,59%). Em 12 meses, os pre\u00e7os foram reduzidos em todas as localidades pesquisadas, com destaque para Curitiba (-26,80%). A Semana Santa, que elevou o consumo de batatas, e as chuvas foram respons\u00e1veis pela alta dos pre\u00e7os do tub\u00e9rculo no varejo em abril.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; O pre\u00e7o do tomate subiu em 14 das 17 capitais entre mar\u00e7o e abril, com destaque para as taxas de Porto Alegre (35,69%), Florian\u00f3polis (28,33%) e Curitiba (26,04%). J\u00e1 a queda mais expressiva foi registrada em Natal (-15,70%). Em 12 meses, o tomate teve o pre\u00e7o reduzido em todas as cidades, com taxas entre -39,94%, em Recife, e -7,63%, em Fortaleza. Os aumentos em abril ocorreram devido \u00e0 menor oferta de tomate, causada pelo fim da safra de ver\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; O pre\u00e7o m\u00e9dio da farinha de mandioca, pesquisada no Norte e Nordeste, teve alta em todas as capitais. As maiores eleva\u00e7\u00f5es foram registradas em Jo\u00e3o Pessoa (7,00%) e Salvador (3,64%). Em 12 meses, as altas oscilaram entre 30,37%, em Aracaju, e 43,62%, em Jo\u00e3o Pessoa. Apesar do maior volume da raiz para produ\u00e7\u00e3o de farinha, a menor demanda e a dificuldade de comercializa\u00e7\u00e3o causaram impacto nos pre\u00e7os praticados no varejo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; O valor do a\u00e7\u00facar refinado apresentou eleva\u00e7\u00e3o em 13 capitais, entre mar\u00e7o e abril. As maiores varia\u00e7\u00f5es ocorreram em Aracaju (6,58%) e Natal (2,87%). Em Florian\u00f3polis, o pre\u00e7o m\u00e9dio n\u00e3o variou e as redu\u00e7\u00f5es ocorreram em Vit\u00f3ria (-2,45%), S\u00e3o Paulo (-1,47%) e Salvador (-1,21%). Em 12 meses, os valores recuaram em todas as capitais, com destaque para Florian\u00f3polis (-13,92%), Campo Grande (-9,86%) e Recife (-9,17%). A baixa oferta de a\u00e7\u00facar, mesmo com o in\u00edcio da safra, elevou os pre\u00e7os no varejo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; O pre\u00e7o do leite integral aumentou em 13 capitais e a manteiga, em 10. No caso do leite, as maiores eleva\u00e7\u00f5es mensais ocorreram em Campo Grande (6,64%), Bras\u00edlia (5,54%) e Belo Horizonte (5,42%). Para a manteiga, os destaques foram registrados em Goi\u00e2nia (3,26%), Aracaju (2,89%) e Natal (2,57%). Em 12 meses, o valor m\u00e9dio do leite acumulou alta em todas as cidades, com taxas entre 8,98%, em Florian\u00f3polis, e 29,04%, em Recife. A manteiga tamb\u00e9m apresentou aumentos em todas as cidades e as varia\u00e7\u00f5es acumuladas ficaram entre 7,42%, em Vit\u00f3ria, e 24,81%, em Bel\u00e9m. Abril \u00e9 per\u00edodo de entressafra de leite, quando ocorre redu\u00e7\u00e3o do produto no campo, o que eleva os valores dos derivados no varejo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; O pre\u00e7o do \u00f3leo de soja diminuiu em todas as capitais. As redu\u00e7\u00f5es variaram entre -8,41%, em Vit\u00f3ria, e -0,34%, em Salvador. Em 12 meses, o movimento foi de diminui\u00e7\u00e3o em todas as cidades, com destaque para as taxas de Belo Horizonte (-32,03%) e Campo Grande (-31,40%). A soja apresentou safra recorde no Brasil e os pre\u00e7os ca\u00edram. Especificamente em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f3leo, apesar do volume exportado, internamente, os altos patamares de pre\u00e7o inibiram a demanda, reduzindo o custo nos supermercados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em abril de 2023, o custo da cesta b\u00e1sica da cidade de S\u00e3o Paulo foi o maior entre as 17 capitais, chegando a R$ 794,68, aumento de 1,59% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. Em compara\u00e7\u00e3o com abril de 2022, a pre\u00e7o diminuiu -1,16%. Nos primeiros quatro meses do ano, a alta \u00e9 de 0,43%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre mar\u00e7o e abril de 2023, seis dos 13 produtos que comp\u00f5em a cesta b\u00e1sica tiveram aumento nos pre\u00e7os m\u00e9dios: tomate (19,28%), leite integral (4,87%), feij\u00e3o carioquinha (4,66%), arroz agulhinha (2,09%), caf\u00e9 em p\u00f3 (1,01%) e farinha de trigo (0,29%). Outros sete bens apresentaram recuos nos valores: \u00f3leo de soja (-4,02%), banana (-2,34%), a\u00e7\u00facar refinado (-1,47%), p\u00e3o franc\u00eas (-1,16%), carne bovina de primeira (-1,11%), manteiga (-0,88%) e batata (-0,59%).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No acumulado dos \u00faltimos 12 meses, foram registradas eleva\u00e7\u00f5es em oito dos 13 produtos da cesta: farinha de trigo (24,15%), banana (23,81%), leite integral (18,80%), feij\u00e3o carioquinha (15,81%), manteiga (15,52%), p\u00e3o franc\u00eas (9,76%), arroz agulhinha (9,73%) e caf\u00e9 em p\u00f3 (3,54%). Foram registradas quedas acumuladas nos pre\u00e7os do tomate (-21,74), \u00f3leo de soja (-20,41%), batata (-15,84%), carne bovina de primeira (-8,38%) e a\u00e7\u00facar refinado (-5,62%).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em abril de 2023, o trabalhador de S\u00e3o Paulo, remunerado pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 1.302,00, precisou trabalhar 134 horas e 17 minutos para adquirir a cesta b\u00e1sica, tempo maior do que em mar\u00e7o, quando foram necess\u00e1rias 132 horas e 10 minutos. Em abril de 2022, com o sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 1.212,00, eram demandadas 145 horas e 56 minutos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Considerando o sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ap\u00f3s o desconto de 7,5% da Previd\u00eancia Social, o mesmo trabalhador comprometeu, em abril de 2023, 65,98% da remunera\u00e7\u00e3o para adquirir a cesta b\u00e1sica, que \u00e9 suficiente para alimentar um adulto durante um m\u00eas. Em mar\u00e7o, o percentual gasto foi de 64,95%. J\u00e1 em abril de 2022, o trabalhador comprometia 71,71% da renda l\u00edquida para comprar o conjunto de alimentos b\u00e1sicos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Ag\u00eancia Sindical<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre mar\u00e7o e abril de 2023, o valor do conjunto dos alimentos b\u00e1sicos aumentou em 14 das 17 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos. 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