{"id":10203,"date":"2022-10-12T09:46:20","date_gmt":"2022-10-12T12:46:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=10203"},"modified":"2022-10-12T09:47:48","modified_gmt":"2022-10-12T12:47:48","slug":"producao-industrial-cai-em-7-dos-15-locais-pesquisados-em-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/producao-industrial-cai-em-7-dos-15-locais-pesquisados-em-agosto\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial cai em 7 dos 15 locais pesquisados em agosto"},"content":{"rendered":"<div>A produ\u00e7\u00e3o industrial caiu em 7 dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional na passagem de julho para agosto, quando o \u00edndice nacional recuou 0,6%. A pesquisa, divulgada hoje (11) pelo IBGE, mostra quedas no Par\u00e1 (-6,2%), Santa Catarina (-4,8%), Esp\u00edrito Santo (-3,9%), Bahia (-2,8%), Minas Gerais (-1,9%), Paran\u00e1 (-1,5%) e Cear\u00e1 (-0,8%), todos com resultados inferiores \u00e0 m\u00e9dia nacional.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cAlguns fatores econ\u00f4micos que explicam essa queda s\u00e3o, do lado da oferta, o encarecimento das mat\u00e9rias primas e desabastecimento de insumos em alguns setores, que influenciam diretamente a cadeia produtiva. J\u00e1 do lado da demanda, temos o aumento dos juros, encarecendo o cr\u00e9dito e diminuindo os investimentos na ind\u00fastria nacional, a infla\u00e7\u00e3o elevada, que por mais que tenha desacelerado, ainda est\u00e1 em um patamar alto, o que reduz o poder de compra das fam\u00edlias\u201d, exemplifica Bernardo Almeida, analista da PIM Regional.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ainda segundo Almeida, apesar da redu\u00e7\u00e3o no desemprego, a remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 alta, o que tamb\u00e9m impacta nos resultados das ind\u00fastrias. \u201cO rendimento m\u00e9dio est\u00e1 em um patamar baixo. O desemprego vem caindo, mas as ocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de baixo n\u00edvel de remunera\u00e7\u00e3o. Isso impacta no consumo das fam\u00edlias e gera impactos sobre a cadeia produtiva\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dentre as baixas para o m\u00eas de agosto, Par\u00e1 e Santa Catarina foram os locais pesquisados que mais influenciaram no resultado nacional, com quedas de 6,2% e 4,8%, respectivamente<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cO estado do Par\u00e1 foi a principal influ\u00eancia negativa no m\u00eas de agosto, com o setor extrativo (min\u00e9rio de ferro) sendo o principal respons\u00e1vel pelo resultado. Por ser mais concentrada nesse setor, uma pequena varia\u00e7\u00e3o pode ter um impacto maior na ind\u00fastria paraense, que teve o setor de alimentos em segundo lugar entre as influ\u00eancias negativas no estado. Vale lembrar que o Par\u00e1 vem de dois meses com resultados positivos, com ganho acumulado de 15,2%\u201d, explica Bernardo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cSanta Catarina teve a segunda maior influ\u00eancia negativa no resultado nacional em raz\u00e3o de queda na produ\u00e7\u00e3o de borracha e material pl\u00e1stico e tamb\u00e9m do setor de m\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos. Santa Catarina vem de quatro meses de resultados positivos, com ganho acumulado de 8,9%\u201d, completa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os principais resultados positivos se deram no Amazonas (7,0%), eliminando a perda de 4,0% acumulada nos meses de junho e julho, e Rio de Janeiro (3,3%), intensificando a expans\u00e3o de 1,3% verificada no \u00faltimo m\u00eas. J\u00e1 Pernambuco ficou est\u00e1vel (0,0%).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cO Amazonas teve o principal resultado em termos absolutos e a terceira influ\u00eancia positiva sobre o resultado nacional. Os setores de equipamentos de inform\u00e1tica, produtos eletr\u00f4nicos e \u00f3pticos, outros equipamentos de transportes e bebidas tiveram mais peso no resultado do estado e s\u00e3o tr\u00eas setores com bastante influ\u00eancia dentro da ind\u00fastria amazonense. Lembrando que o Amazonas vem com esse crescimento ap\u00f3s dois meses de resultados negativos, quando teve uma perda acumulada de 4,0%\u201d, esclarece o analista do IBGE.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cO Rio de Janeiro veio com a segunda influ\u00eancia positiva sobre o resultado nacional. Os setores de metalurgia, ind\u00fastria farmac\u00eautica e derivados de petr\u00f3leo foram os que mais tiveram peso nesse crescimento da ind\u00fastria fluminense\u201d, acrescenta Bernardo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O estado de S\u00e3o Paulo, maior parque industrial do pa\u00eds, apresentou alta de 2,6% na compara\u00e7\u00e3o com julho, quando havia ca\u00eddo 0,4%. Esse resultado representou a maior influ\u00eancia positiva sobre o resultado industrial nacional.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cO setor de ve\u00edculos automotores, que havia tido a maior influ\u00eancia no resultado negativo da ind\u00fastria paulista em julho, continuou tendo o maior peso em agosto, mas agora positivamente. Este \u00e9 um setor que vem apresentando cautela na sua produ\u00e7\u00e3o e enfrentando adversidades de fatores econ\u00f4micos, como o desabastecimento de insumos e o encarecimento de mat\u00e9rias primas. Com isso, uma equaliza\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda pode ter gerado essa queda no m\u00eas anterior e uma recupera\u00e7\u00e3o para o m\u00eas de agosto\u201d, analisa Almeida.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na compara\u00e7\u00e3o com agosto de 2021, a ind\u00fastria cresceu 2,8%, com dez dos quinze locais pesquisados apresentando taxa positiva. Nesse m\u00eas, Mato Grosso (29,9%) e Amazonas (13,4%) assinalaram expans\u00f5es de dois d\u00edgitos, enquanto Esp\u00edrito Santo (-12,2%) e Par\u00e1 (-8,7%) assinalaram os recuos mais acentuados. Vale citar que agosto de 2022 (23 dias) teve um dia \u00fatil a mais que o mesmo m\u00eas em 2021.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Mais sobre a pesquisa<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A PIM Regional produz, desde a d\u00e9cada de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das ind\u00fastrias extrativas e de transforma\u00e7\u00e3o. Traz, mensalmente, \u00edndices para 14 unidades da federa\u00e7\u00e3o cuja participa\u00e7\u00e3o \u00e9 de, no m\u00ednimo,<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>1% no total do valor da transforma\u00e7\u00e3o industrial nacional e, tamb\u00e9m para o Nordeste como um todo: Amazonas, Par\u00e1, Cear\u00e1, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goi\u00e1s e Regi\u00e3o Nordeste.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os resultados da pesquisa tamb\u00e9m podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por Ag\u00eancia Sindical<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o industrial caiu em 7 dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional na passagem de julho para agosto, quando o \u00edndice nacional recuou 0,6%. 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