{"id":10054,"date":"2022-08-21T22:36:18","date_gmt":"2022-08-22T01:36:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/?p=10054"},"modified":"2022-08-21T22:36:18","modified_gmt":"2022-08-22T01:36:18","slug":"pela-1a-vez-brasileira-integra-equipe-do-maior-laboratorio-de-fisica-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalimprensasindical.com.br\/sitenovo\/pela-1a-vez-brasileira-integra-equipe-do-maior-laboratorio-de-fisica-do-mundo\/","title":{"rendered":"Pela 1\u00aa vez, brasileira integra equipe do maior laborat\u00f3rio de f\u00edsica do mundo"},"content":{"rendered":"<p>O time da Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), na Su\u00ed\u00e7a, considerada o maior laborat\u00f3rio de f\u00edsica de part\u00edculas do mundo, agora tem uma integrante brasileira!<\/p>\n<p>A professora Carla G\u00f6bel Burlamaqui de Mello assumiu agora em agosto o cargo de coordenadora adjunta de F\u00edsica de um dos experimentos da organiza\u00e7\u00e3o, que estuda as menores part\u00edculas formadoras de pr\u00f3tons e n\u00eautrons, que conhecemos.<\/p>\n<p>Carla \u00e9 professora associada da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e estuda essas micro part\u00edculas h\u00e1 mais de 30 anos.<\/p>\n<article>\n<div class=\"container relative max-w-screen-xl mx-auto px-3\">\n<div class=\"md:grid md:gap-16 md:grid-cols-7\">\n<div class=\"md:col-span-5\" role=\"main\">\n<div class=\"mx-auto mb-12\">\n<div class=\"post-body_content__1R6cU\">\n<p><strong>Paix\u00e3o da juventude<\/strong><\/p>\n<p>Foi nas aulas de qu\u00edmica do Ensino M\u00e9dio que Carla se encantou com a ideia de que toda a mat\u00e9ria do Universo era formada por pequenas part\u00edculas elementares.<\/p>\n<p>Essa curiosidade a levou a se aprofundar cada vez mais no assunto e se destacar na F\u00edsica aqui o Brasil.<\/p>\n<p>Atuando na \u00e1rea de f\u00edsica de altas energias desde a d\u00e9cada de 1990, a professora iniciou a carreira no Rio de Janeiro, formando-se em Qu\u00edmica pela PUC-Rio em 1991. Tr\u00eas anos depois, concluiu o mestrado em F\u00edsica de Part\u00edculas na mesma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Logo em seguida, come\u00e7ou um doutorado-sandu\u00edche no Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas (CBPF) e arrumou as malas para participar de estudos no Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Ela defendeu a tese em 1999, \u00e9poca em que j\u00e1 atuava como professora adjunta na Faculdade de Engenharia da Universidad de la Rep\u00fablica, no Uruguai, onde trabalhou at\u00e9 2002.<\/p>\n<p>No ano seguinte, em 2003, retornou \u00e0 PUC-Rio, dessa vez n\u00e3o como estudante, mas como professora assistente do Departamento de F\u00edsica da universidade. Hoje, \u00e9 professora associada da institui\u00e7\u00e3o e se dedica ao novo cargo conquistado no Cern, na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Novos desafios de carreira<\/strong><\/p>\n<p>O convite para atuar como coordenadora adjunta de F\u00edsica do experimento, cargo que assumir\u00e1 at\u00e9 julho de 2024, foi feito pela coordenadora de F\u00edsica eleita, a francesa Yasmine Amhis, pesquisadora do Laborat\u00f3rio Ir\u00e8ne Joliot-Curie (IJCLab), da Universidade Paris-Saclay.<\/p>\n<p>Tanto Yasmine quanto Carla, s\u00e3o as primeiras mulheres a ocuparem os postos de lideran\u00e7a do experimento.<\/p>\n<p>\u201cEu nunca pensei muito sobre isso [a representatividade de g\u00eanero na ci\u00eancia], mas essa discuss\u00e3o tem crescido cada vez mais. Ent\u00e3o n\u00f3s vamos percebendo, e existem estat\u00edsticas que mostram isso, que mulheres s\u00e3o minoria nas ci\u00eancias duras e, mesmo para aquelas que est\u00e3o no campo, pode ser muito dif\u00edcil avan\u00e7ar na carreira\u201d, explica Carla.<\/p>\n<p>Para ela, ser a primeira brasileira a integrar o maior laborat\u00f3rio de F\u00edsica do mundo tem um gostinho a mais. O convite gera uma grande import\u00e2ncia para que garotas que se interessem por ci\u00eancia sejam estimuladas a seguir na \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cQuando uma estudante que gosta de ci\u00eancia conhece trajet\u00f3rias de mulheres cientistas que j\u00e1 atuam naquilo que a interessa, ela passa a ver aquela carreira como uma possibilidade, e isso \u00e9 muito positivo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Carla refor\u00e7a que a indica\u00e7\u00e3o dela mostra que pesquisadores que n\u00e3o vivem no eixo EUA-Europa tamb\u00e9m t\u00eam bom desempenho.<\/p>\n<p>\u201cTemos incorporada em n\u00f3s a ideia de que a gera\u00e7\u00e3o de conhecimento est\u00e1 no Primeiro Mundo. Mas, na realidade, podemos trabalhar no mesmo n\u00edvel que os nossos companheiros norte-americanos, europeus, chineses, russos etc.\u201d<\/p>\n<p><strong>O experimento<\/strong><\/p>\n<p>A brasileira trabalhar\u00e1 diretamente com o experimento LHCb (sigla em ingl\u00eas para Large Hadron Collider beauty experiment), especializado em investigar as part\u00edculas que cont\u00eam quarks charm e beauty, tamb\u00e9m chamados de quark c e b, respectivamente.<\/p>\n<p>Os quarks, s\u00e3o part\u00edculas que representam os menores constituintes da mat\u00e9ria e s\u00e3o os \u201cirm\u00e3os\u201d mais pesados dos quarks up e down que formam os pr\u00f3tons e n\u00eautrons.<\/p>\n<p>Teorizados e descobertos ao longo da d\u00e9cada de 1970, esses quarks pesados s\u00e3o uma pe\u00e7a-chave para os cientistas entenderem o que aconteceu logo depois do Big Bang e como o Universo evoluiu desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cUm dos nossos objetivos \u00e9 entender porque, l\u00e1 nos primeiros instantes ap\u00f3s o Big Bang, houve uma preponder\u00e2ncia de mat\u00e9ria sobre antimat\u00e9ria, dando origem a todas as grandes estruturas que vemos hoje no Universo\u201d, afirma Carla.<\/p>\n<p>O maior fundamento da pesquisa \u00e9 tentar entender o que, como e por que houve um desequil\u00edbrio entre mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria que criou tudo o que existe no Universo.<\/p>\n<p>Para ajudar a chegar a essa resposta, mais de 1,5 mil cientistas, engenheiros e t\u00e9cnicos de diversos pa\u00edses participam do experimento LHCb e produzem uma m\u00e9dia de 50 artigos por ano sobre os testes realizados.<\/p>\n<p>O trabalho de Carla ser\u00e1 avaliar, juntamente com a coordenadora do experimento, a qualidade e validade dos dados gerados por esses estudos antes que eles sejam submetidos aos peri\u00f3dicos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>\u201cSomos respons\u00e1veis por estabelecer comit\u00eas e acompanhar o escrut\u00ednio de trabalhos desenvolvidos no grupo, para que sigam para publica\u00e7\u00e3o\u201d, finalizou.<\/p>\n<div id=\"attachment_187896\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<figure id=\"attachment_187896\" aria-describedby=\"caption-attachment-187896\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-187896 size-full\" src=\"https:\/\/d281e75zdqqlon.cloudfront.net\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/brasileira-fisica-capa-e1661058590817.jpg\" alt=\"Professora da PUC-Rio, ela pesquisa sobre micro part\u00edculas h\u00e1 mais de 30 anos - Foto: reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"338\" aria-describedby=\"caption-attachment-187896\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-187896\" class=\"wp-caption-text\">Professora da PUC-Rio, ela pesquisa sobre micro part\u00edculas h\u00e1 mais de 30 anos \u2013 Foto: reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p id=\"caption-attachment-187896\" class=\"wp-caption-text\">Por Noticias boas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O time da Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), na Su\u00ed\u00e7a, considerada o maior laborat\u00f3rio de f\u00edsica de part\u00edculas do mundo, agora tem uma integrante brasileira! 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