SINDIQUÍMICA-BA


Petroquímicos baianos fazem greve para pressionar empresas a avançar na campanha salarial


//Os funcionários das empresas petroquímicas do Polo de Camaçari, na região Metropolitana de Salvador (RMS), estão realizando paralisações “pipoca” para pressionar o patronato a avançar na campanha salarial.

Quatro grandes empresas do setor já tiveram suas atividades paralisadas: Elekeiroz, empresa o grupo Itausa (Itaú), no dia 09 de novembro; Oxiteno, no dia 13/11; Cristal, no dia 14/11 e Proquigel, no dia 21/11.

Os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico (Sindiquímica), entidade que representa a categoria, explicam que só vão fechar o Acordo Coletivo quando houver garantias de que as empresas não pretendem alterar a jornada e as condições de trabalho. “Com a reforma trabalhista em vigor tudo é possível e os empresários que apoiam as medidas do governo Temer vão querer implementá-las nas fábricas assim que tiver uma chance”, denuncia o diretor do Sindiquímica, Carlos Itaparica.

Por isso, o sindicato laboral apresentou a proposta de uma “cláusula de salvaguarda” para evitar a retirada de direitos que foi rechaçada pelo patronato. O mais importante neste momento é barrar o retrocesso da reforma trabalhista para evitar a retirada de direitos e a precarização dos contratos.

Os petroquímicos baianos estão mobilizados e ameaçam continuar com a greve “pipoca” em outras fábricas do Polo de Camaçari, caso o patronato continue criando empecilhos ao fechamento do Acordo Coletivo. “As negociações começaram em setembro, mês da data base, e já se passou novembro e o impasse continua”, desabafa Itaparica. Nas cláusulas econômicas, os petroquímicos garantiram a reposição da inflação do período, com base no INPC.

Outras bases também estão em campanha salarial

Na Bahia, químicos, trabalhadores do setor plástico e terminais químicos também estão em campanha salarial. Essas categorias são representadas pelo Sindiquímica. Dessas bases, apenas os trabalhadores do Terminal Químico de Aratu (Tequimar) já fecharam o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com importantes avanços. A categoria teve 3% de reajuste salarial (ganho real de 1,25%) e a garantia de que qualquer alteração no ACT será negociada com o Sindiquímica.
Greve contra demissões na Xerox

Funcionários da empresa Xerox do Brasil, multinacional de bandeira americana, entraram em greve no dia 20 de novembro em protesto às demissões anunciadas pela empresa. A multinacional decidiu fechar a unidade, localizada em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e o desligamento de todos os funcionários.

De acordo com o Sindiquímica, trabalham na fábrica 86 trabalhadores e a adesão à greve é geral. O sindicato se reuniu com a direção da empresa para tratar a situação dos demitidos no dia 22/11, mas acabou sem chegar a um acordo.